
dicionrio de Psicologia Raul Mesquita

RAL MESQUITA, FERNANDA DUARTE

COLABORAO
PEDRO LOPES VIEIRA

PLTANO EDITORA, S.A.

1.a Edio E-2379-96




Este Dicionrio de Psicologia, elaborado por Autores portugueses,
destina-se a alunos universitrios e pr-universitrios, bem como a
todos quantos se interessam por estes assuntos da mente e do
comportamento ou por assuntos de carcter pedaggico e clnico.

Contm mais de 1200 entradas sobre Psicologia Terica e Psicologia
Aplicada, como a Psicologia Clnica, Educativa e Organizacional, para
alm de incluir muitas entradas  sobre Psiquiatria e
Biografias dos autores mais relevantes.

Para tornar mais fcil e til o seu manuseamento, decidiu recorrer-se,
sempre que necessrio, a referncias cruzadas. Assim, por exemplo, ao
procurar-se a palavra  substituio encontrar-se-: Substituio
Segundo a -> psicanlise, mecanismo de defesa do Eu ...  A seta indica
o outro vocbulo que deve procurar-se (indicado  em itlico, a seguir 
seta).

Na elaborao deste Dicionrio, obedeceu~se sempre aos mais ac~

tualizados critrios cientficos, afastando-se todo e qualquer juizo de
valor.

Contm ainda dois glossrios bilingues (Ingls-Portugus e
Francs-Portugus) destinados a ajudar, na sua pesquisa, o leitor de
obras em Ingls ou em Francs.

Os Autores esperam que o presente Dicionrio venha a revelar-se
imprescindvel em qualquer bibioteca de estudante, de educador
(Professor ou Pai), de curioso ou  de empresrio.

Abril de 1996




ABREVIATURAS:
adj. - adjectivo amer. - americano Cf. - confrontar com fr. -
francs gr. - grego id. - idem ing. - ingls Lat. - latim lit. -
literalmente pref. - prefixo snscr. - snscrito S. - substantivo
Suf. - sufixo V. - ver

SINAIS:
Substitui o radical da palavra, indicando se se trata de um prefixo por
exemplo bio-) ou de um sufixo por exemplo -Ialia).

Referncia cruzada: deve procurar-se a palavra em itlico precedida por
este sinal. Por exemplo, ao ver a entrada xenofobia, ler-se-: Medo
patolgico (v. -->  patologia) de tudo o que  estrangeiro, pessoas e
coisas. Para perceber o significado de patologia% bastar procurar a
respectiva entrada, j que a palavra est  em itlico e  precedida por





ablao - Amputao de uma parte do corpo ou exciso de um rgo ou de
uma excrescncia.

Abraham, Karl - Mdico e psicanalista alemo (Bremen 1877 - Berlim
1925). Fundador, em 1910, da Associao Psicanaltica de Berlim,
colaborou com C. -> Jung e E. -> Bleuler. Da sua vasta obra pode
destacar-se, para alm da correspondncia  com S. -@ Freud, Exame da
Etapa mais Precoce da Libido (1916), onde estuda as fases -4
pr-genitais.

abstinncia, sndroma de Aparecimento de sintomas fsicos quando se
suspende a administrao de substncias susceptveis de causar ->
dependncia fsica. Por exemplo,  a suspenso do consumo de 1 -->
psicotrpicos (lcool, tabaco, -@ herona, etc.).

abstraco (do lat. abstractione, estar afastado) Considerar uma
qualidade de um objecto, afastando outras; pela abstraco forma-se o
conceito, retendo o essencial.

abulia - Estado de indiferena, indeciso, falta de vontade.

acarofobia - Medo irracional de animais pequenos e de insectos.

acetilcolina (ACh) -> Neuromediador com aco no -4 sistema nervoso
central e perifrico, libertado pelas fibras chamadas colinrgicas a
nvel sinptico. A doena  de -4 Alzheimer est associada  diminuio
de ACh a nvel do sistema nervoso central.

acomodao - Segundo a psicologia gentica,  a modificao de esquemas
internos com o fim de haver uma -@ adaptao a uma nova organizao da
realidade devida   introduo de novas informaes cognitivas (cf. -->
assimilao e --> equilibrao). 

acrofobia (do gr. akro, elevado e phbos, terror) Medo exagerado das
alturas.

acromatopsia - Incapacidade, congnita ou adquirida, de distinguir as
cores (cf. -> daltonismo).

ACTH (ing. Adrenocorticotrophic Hormone) -> Hormona segregada pela ->
hipfise que controla a secreo de cortisol a partir do crtex das
glndulas --> supra-renais.

activos, mtodos - Concepo pedaggica segundo a qual a aprendizagem
depende da participao, iniciativa e autonomia dos alunos. Deu origem
ao mtodo denominado  Escola Activa, que partiu da interpretao do
livro de A. -@ Ferrire, Mtodo Activo (1920).

acto falhado - Expresso usada pela psicanlise para designar uma aco
motora ou acto verbal ( -- > lapsus linguae) involuntrios que
@<escapam porque o inconsciente foi mais forte do que  a censura
pessoal, i. e., o seu autor tinha uma necessidade muito forte de actuar
da maneira como actuou.

actuao (ing. performance) --> Desempenho de uma tarefa, por exemplo,
a actuao de um indivduo quando sujeito a um -> teste.

aculturao - Modificao dos modelos culturais em consequncia do
contacto directo e contnuo com outro meio. Na sua origem, o termo
aculturao era unicamente  utilizado por 10 etnlogos mas actualmente 
empregue para designar todas as adaptaes culturais inerentes a uma
mudana de meio geogrfico, profissional ou social como, por exemplo,  a
integrao dos em igrantes no pas de acolhimento. V. -->
socializao.

adaptao - 1. De um modo geral, em psicologia, mudana de resposta ou
de -> sensao perante um --> estmulo, 2. Segundo --> Piaget, para
que exista uma construo e organizao dos processos -> cognitivos ter
de haver uma adaptao do -> organismo ao meio. 3. Em psicologia ->
social consiste numa mudana sociolgica ou cultural de modo a que o
indivduo se adapte a um novo meio (cf. -> aculturao). 4. Segundo  a
teoria evolucionista (v. --> evolucionismo)  toda a mudana comporta
in ental que permanece na evoluo das esp cies.

AdIer, A. (Viena 1870 - Aberdeen 1937) Psiquiatra austraco e
psicanalista que, tal como -> Jung, discordou de -> Freud na grande
importncia que este mdico dava s -4 pulses sexuais. Aciler,  por
outro lado, deu muita importncia aos sentimentos de inferioridade -
complexo de inferioridade: este seria responsvel por grande parte da
actividade humana.  Este complexo consiste, segundo Aciler, no aumento
de um sentimento de inferioridade com base numa inferioridade real, por
exemplo, numa deformao orgnica. Aciler  foi fundador de um novo grupo
psicanaltico e intitulou a sua teoria, Psicologia Individual. (o
Temperamento Nervoso, 1912; Teoria e Prtica da Psicologia Individual,
1918; A Psicologia da Criana Dificil, 1928; O Sentido da Vida, 1933,
entre outros.) 

ADN - cido Desoxirribonucleico Ong. DNA) cido nucleico constitudo por
duas cadeias longas de nucletidos enroladas em forma de dupla hlice;
cada nucletido contm  uma molcula de cido fosfrico, um acar
(desoxirribose) e uma base orgnica (que pode ser adenina, guanina,
timina ou citosina). O AdN  o suporte material dos  caracteres
hereditrios dos seres vivos.  a sequncia das bases orgnicas que
codifica a informao gentica e constitui a base estrutural dos -->
cromossomas.

adolescncia - Perodo do desenvolvimento humano situado entre a ->
puberdade e a idade adulta.  de notar que os limites cronolgicos
variam e que, por isso,  no  fcil definir adolescncia. V. ->
moratria, fase.

adrenalina (ing. epinephrine) --> Hormona produzida na medula das
glndulas -@ supra-renais com efeitos semelhantes ao estmulo do
sistema -@ simptico. Em situaes  de stress ou perigo, a adrenalina 
lanada no sangue produzindo, entre outros efeitos, o aumento do ritmo
cardaco, presso arterial e glicemia e a dilatao dos  brnquios e
pupila. 

afasia - 1, Perda parcial ou completa da capacidade de falar, originada
por causas orgnicas, nomeadamente por uma leso cerebral. 2. Paul
Broca, cirurgio francs,  descobriu em 1861 que uma leso na terceira
circunvoluo do lobo frontal esquerdo era responsvel pela perda da
fala. Pensou-se, ento, que a fala teria uma localizao  (centro da
fala), o que confirmaria a teoria das --> localizaes cerebrais do
mdico alemo Franz Joseph GalI, criada no final do sculo XVIII.
Actualmente, no se pensa ser apenas esta rea a responsvel  pela fala.
3. Em 1871 Karl Wernicke, neurologista alemo, descobriu que na primeira
circunvoluo temporal e na ruga (gyrus) supramarginal do lobo parietal,
no hemisfrio esquerdo,  pode encontrar-se uma rea responsvel pela
recepo e processamento da linguagem (um centro das imagens verbais
fonticas), embora hoje em dia se saiba que a referida rea no  a
nica responsvel por esta funo;  na realidade, a complexidade
cerebral  muito maior do que se pensava no sculo xix. V. -4 Broca e
-@ Wernicke, reas de.

afectividade - Conjunto de reaces psquicas de um indivduo:
sentimentos, -> emoes e paixes.

aferente - Que conduz de fora para dentro ou da periferia para o
centro. V. -@ neurnio e -~> sistema nervoso perifrico.

afiliao - necessidade de Sentimento que, segundo Henry -4 Murray 
universal - todos necessitamos de nos sentir queridos pelos outros.

agnosia - Incapacidade de reconhecer os objectos do dia-a-dia. Esta
perturbao verifica-se devido a leses no -> crtex cerebral: no lobo
parietal (agnosias tcteis  e somticas), no lobo temporal (agnosias
auditivas, rea de Heschel) e no lobo occipital (agnosias visuais, reas
associativas).

agonista - Substncia ou --> droga que activa os --> receptores da
mesma forma que os compostos enclgenos (-> hormona, --> neuromediador,
etc.) e que produz  o mesmo tipo de sinal e aco (normalmente de
magnitude maior ou igual); ou, por outro mecanismo, o agonista no induz
sinal por si prprio, contudo, aumenta o sinal  gerado pela substncia
endgena (cf. -@ antagonista). 

agorafobia (do gr. agora, praa pblica) Medo de grandes espaos. 

agressividade - 1. Tendncia para ser hostil e actuar agressivamente
para com os outros. 2. Segundo as doutrinas do liberalismo econmico,
esta tendncia poderia  ser um factor positivo no sucesso
profissional.

agudo - Intenso mas passageiro, por exemplo, --> doena ou --> dor
agudas (cf. -> crnico).

alcalide (do rabe al kali, soda, e do gr. eidos, aspecto) O termo
alcalide foi introduzido por W. Meisner, no incio do sculo XIX, para
designar as substncias  naturais com propriedades bsicas (alcalinas).
Muitas vezes designados pelo nome da planta donde so extrados,
acrescido do sufixo -ina (por exemplo, nicotina que   extrada da
planta nicotina tabacum), os alcalides so compostos orgnicos bsicos
que contm azoto, de origem natural (geralmente vegetal) ou reproduzidos
sinteticamente  e dotados de propriedades farmacolgicas intensas: 1. ao
nvel do -@ SNC, actuam quer como depressores morfina), quer como
estimulantes cafena, estricnina); 2. ao nvel do SNP autnomo,  podem
ser --> simpaticomimticos (efedrina), --> simpaticoliticos (iombina),
--> parassinipaticomimticos (eserina), --> parassimpaticolticos
(atropina); 3. existem ainda alguns que actuam como anestsicos locais
(-> cocana), como antipaldicos (quinina) ou antitumorais
(vimblastina).

alcoolismo - 1. -@ Sindroma caracterizado pelo abuso da ingesto de
bebidas alcolicas. 2. Estado de alcoolismo: estado em que se encontram
as pessoas que normalmente  abusam das bebidas alcolicas. 3. O
alcoolismo pode ser -> agudo (crises graves mas passageiras) ou -@
crnico.

alexia - Dificuldade em perceber, parcial ou totalmente, a palavra
escrita. algofilia (do gr. lgos, dor) Prazer em experimentar dor.
Sinnimo de -@ masoquismo.

algofobia - Medo excessivo em experimentar ou em presenciar dor.

alienao - 1. Sentimento de separao ou de alheamento em relao aos
outros. 2. Usado no sentido de loucura progressiva, o vocbulo ou a
expresso alienao mental caram em desuso.

AlIport, Gordon Willard - Psiclogo norte-americano (Indiana 1897 -
Massachusetts 1967). Professor na Universidade de Harvard, a partir de
1942, dedicou-se ao estudo  dos problemas da -> personalidade. Da sua
obra destacam-se: Personality: a Psychological Interpretation (1937) e
Becoming (1955).

alma (do lat. anima, princpio vital, o que anima, que d vida) Objecto
de estudo da psicologia --@ metafsica ou psicologia filosfica, por
oposio  mais recente psicologia cientfica ( > experimental)  que
estuda o --> comportamento.
  altrusmo - Amor pelos outros, ser capaz de se sacrificar a si mesmo
pelos outros.

alucinao - Experincia perceptiva sem objecto, geralmente de origem
patolgica. As alucinaes podem classificar-se segundo a sua origem
sensorial em: tcteis,  olfactivas, gustativas, visuais e auditivas.
Podem ter como causas: uma excitao patolgica dos rgos sensoriais
(uma otite pode originar percepes auditivas  alteradas), um tumor no
crebro ou uma disfuno no sistema nervoso, na sequncia de uma
infeco ou intoxicao. Encontram-se, ainda, associadas a certas
doenas  mentais como a esquizofrenia e, particularmente, ao delrio
crnico alucinatrio. Experimentalmente, podem provocar-se alucinaes
em sujeitos saudveis, colocando-os  num estado de isolamento sensorial
absoluto, durante algumas horas.


Alzheimer, doena de Demncia senil que se caracteriza por um declnio
progressivo das capacidades intelectuais e da -> memria, em
consequncia de uma atrofia cerebral.  D origem a uma crescente
incapacidade no desempenho das tarefas mais bsicas da vida quotidiana.
Foi relatada pela primeira vez em 1906, por A. Alzheimer. V. sistema
-@ lmbico.

ambidextro ou ambidestro - Aquele que usa com igual --> destreza as
duas mos.

ambiental, terapia - 1. Terapia segundo a qual se exerce algum tipo de
controlo sobre o --> ambiente de modo a que este facilite a cura dos
pacientes. Este tipo  de terapia deveria ser usado em toda as
instituies psiquitricas. 2. Hoje em dia fala-se tambm de uma
Psicologia ambiental que toma em considerao os aspectos  ambientais,
no que toca a sociologia, --> etologia e cincias polticas, por
exemplo, dada a importncia que actualmente se considera que estes
aspectos tm no  --> comportamento dos indivduos.

ambiente - Tudo o que nos rodeia.

ambivalncia - Disposio psquica que manifesta, numa determinada
situao e, em simultneo, sentimentos contraditrios; por exemplo: amor
e dio, -> desejo e  -> averso. A noo de ambivalncia foi
introduzida por E. -> Bleuler para caracterizar um dos principais
aspectos da personalidade dos esquizofrnicos. S. --> Freud tambm a
utilizou para explicar os conflitos psquicos prprios de certas etapas
de evoluo da -> libido,- por exemplo: amor e dio sentidos pelo rapaz
em relao ao pai  na idade do complexo de -@ dipo.

amgdala cerebral - V. sistema -- > lmbico.

amnsia - Fenmeno patolgico que se caracteriza pela perda de -- >
memria. Distinguem-se dois tipos de amnsia: 1. amnsia
ntero-retrgrada ou de fixao -  surge geralmente na sequncia de
leses cerebrais e manifesta-se por uma incapacidade de aprender e
lembrar todas as informaes posteriores  leso; 2. amnsia  retrgrada
ou lacunar - verifica-se na maioria dos casos aps uma ferida ou pancada
na cabea, a perda de memria  relativa a um perodo anterior ao
acidente.

amoque - (palavra de origem malaia) Estado agudo de exaltao emocional
que pode levar ao homicdio. Segue-se-lhe, geralmente, uma -> amnsia
lacunar que pode conduzir  a um ataque epilptico crepuscular. Este
estado, que apenas atinge indivduos de sexo masculino, parece ser
prprio das condies culturais especficas da Malsia  e do Sudeste
Asitico.

amor - Sentimento muito forte e, geralmente, duradouro para com algum
ou para com alguma coisa especfica. Vocbulo mais do foro potico do
que do psicolgico,  segundo alguns psiclogos.

amostra - Conjunto de elementos, relativamente aos quais se recolhem
dados,  um subconjunto representativo da -- > populao (V. ->
estatstica).

amostragem - (tcnica usada em estatstica) E a operao que consiste
em tomar uma amostra de uma --> populao.

anafrodisia - V. --> frigidez.

anal, fase - Segundo S. -> Freud, uma das cinco fases do
desenvolvimento infantil, situa-se entre os dois e os trs anos de
idade, sendo o nus a principal zona  -@ ergena: a criana sente
prazer nas suas dejeces e em mexer nelas. (cf. fases -> oral, flica,
de latncia, genital e -> sdico-anal).

anlise de contedo - Mtodo de interpretao com fins psicolgicos ou
sociolgicos que utiliza o tratamento de materiais de comunicao
atravs de tcnicas rigorosas  e sistemticas. A prtica da anlise de
contedo iniciou-se na primeira metade do sc. xx, nos EUA, pelo
material jornalstico. Depois da Segunda Guerra Mundial,  o interesse em
melhorar as tcnicas de publicidade e os mecanismos de influncia em
cincias polticas, o desejo de tornar mais cientfica a relao clnica
em psicologia,  conduziram B. Berelson a criar regras para este mtodo
(homogeneidade, exaustividade, objectividade, pertinncia) vlidas ainda
hoje. O procedimento de uma anlise de contedo clssica passa por trs
etapas: 1. pr-anlise - escolha e preparao do material, formulao de
hipteses de trabalho, seleco das tcnicas;  2. a explorao do
material - contagem frequencial, anlise temtica, concomitncias
temticas, anlise por cachos, anlise por campos semnticos; 3.
tratamento dos resultados e interpretaes  - anlise --> estatstica,
provas de validade, seleco de resultados significativos, inferncia,
ou seja, interpretao dos resultados.

anlise factorial - Mtodo estatstico que estuda as relaes entre
vrios --> testes, a fim de explicar determinados fenmenos, atravs
daquilo que existe de comum dentro desses mesmos fenmenos. V. ->
estatstica.

analtica, psicologia - Teoria criada por C. --> Jung segundo a qual a
--> libido  uma expresso daquilo a que este autor designou por
energia vital. Ao contrrio  de --> Freud, Jung acreditava que a libido
no tem exclusivamente origem sexual, no reconhecendo na infncia um
papel determinante na ecloso das --> neuroses da idade adulta,
justificando-as segundo uma dialctica entre o indivduo e o meio
exterior.

ananinese - (do gr. andmnesis, recordao, reminiscncia) Conjunto de
dados recolhidos pelo mdico, junto do paciente e de todos os que o
rodeiam, para conhecer  a histria da doena. Usada no domnio da -->
psicopatologia, serve para detectar a origem do distrbio, com a ajuda
do mtodo da entrevista.

androgenia - (do gr. andrs, homem e gyne, mulher) Casos de seres
humanos que apresentam caractersticas femininas e masculinas mas que
so diferenciados sexualmente e que, por isso, so facilmente
reconhecidos como homens ou como mulheres  (diferente de --)
hermafrodita e de -> bissexual).

andropausa - Diminuio progressiva da actividade genital no homem,
podendo manifestar-se a partir dos 50 anos de idade. Este termo, criado
por analogia com --> menopausa , habitualmente, utilizado para
designar a mudana de idade no homem. Embora seja difcil separar  a
andropausa da evoluo global do organismo para a velhice, em certos
casos, verificam-se manifestaes biolgicas como o aumento da hormona
FSH (Follide- _Stimulating  Hormone).

anfetamina - Droga psicoestimulante, sintetizada a partir da
feniletilamina, cujas propriedades e estrutura se assemelham s da -->
adrenalina e da efedrina.

angiografia cerebral ou arteriografia cerebral - Deve-se a Egas -->
Moniz, cuja inveno lhe valeu o prmio Nobel da Medicina em 1949 e que
consiste na visualizao  radiogrfica dos vasos sanguneos que irrigam
o crebro e das suas pores extracranianas, atravs da injeco de um
contraste que permite essa visualizao.

angstia - Estado psicolgico de inquietao, de receio difuso, i. e.,
sem objecto aparentemente determinado e que pode ser acompanhado de
manifestaes --> somticas,  como a constrio do trax ou da laringe
(cf. -> ansiedade). V. --> globus histericus.

animal, psicologia - Domnio da psicologia -> experimental que, ao
estudar certos aspectos reveladores de actividades psicolgicas nos
animais, pretende compar-los  com os da espcie humana. Por isto, no
, habitualmente, usada pelo interesse em obter conhecimentos sobre o
mundo animal (cf. -> comparada, psicologia e -> etologia).

animismo - 1. Crena segundo a qual todas as coisas animadas ou
inanimadas, vivas ou no vivas, possuem uma alma com um certo poder. 2.
Em psicologia do -> desenvolvimento   o perodo em que a criana (entre
os 3 e os 7 anos) atribui s coisas capacidades antropomrficas
(pensamento, conhecimento e inteno). Para -@ Piaget corresponde  ao
estdio --> pr-operatrio.

Anna o, caso de - Considerado como o primeiro caso tratado pela -->
psicanlise, terapia a que, na altura, os colaboradores, -> Breuer e
--> Freud chamavam cura  pela palavra ou mtodo catrtico, foi o
caso de uma paciente, de seu verdadeiro nome Bertha Pappenheim (Viena
1859-1936), diagnosticada como sofrendo de -->  histeria, -->
paralisia e de uma -> personalidade mltipla. Foi tratada por Josef ->
Breuer e submetida  -> hipnose, um dos primeiros mtodos usados por
Breuer  em colaborao com Freud, mtodo que este mdico cedo abandonou.
O caso de Anna O, como Freud refere nos seus escritos, foi considerado
um caso de sucesso, uma vez  que a paciente foi dada, por ambos os
mdicos, como curada.

anorexia - 1. Falta de apetite. 2. Quando h um medo exagerado em ficar
obeso, fala-se de anorexia nervosa. 3. Pode ainda falar-se de anorexia
sexual, quando no h desejo sexual. 

anormal lit., - O que no  normal ou desvio relativo a uma mdia
estatstica; a nica dificuldade est em definir o conceito de ->
normalidade: ou se considera  normal o que est de acordo com o
critrio da maioria e tudo o resto seria anormal ou, como preferem
certas correntes actuais da psicologia, substitui-se a palavra
anormalidade pela palavra -- > inadaptao ou pela expresso
dificuldade de insero social - a anomalia consistiria, ento, neste
estado.

anosognsia - Estado neurolgico caracterizado pela incapacidade de uma
pessoa estar consciente da sua prpria doena. A anosognsia foi
descrita pela primeira  vez por Babinski, em 1914 (sndroma de Babinski)
ao referir-se a inconscincia de uma --> hemiplagia.

ansiedade Estado de -@ angstia e de preocupao exageradas (neste caso
fala-se de --> neurose de ansiedade) geralmente sem objecto definido,
ao contrrio de ->  fobia. A ansiedade est, no entanto, ligada ao medo,
tenso, e pode apresentar -> sintomas como --> dispneia e -~@
taquicardia. Todas as neuroses apresentam formas  de ansiedade. As
crianas podem passar por estados de ansiedade quando se sentem isoladas
e desprotegidas. Fala-se de ansiedade objectiva sempre que existem
causas reais, objectivas  para a mesma - no , neste caso, uma forma de
neurose.

ansioltico - Frmaco utilizado para combater a -> ansiedade, acalmando
o paciente sem deprimi-lo.


antagonista - Substncia ou droga que actua nos -@ receptores inibindo
ou bloqueando o sinal e a aco da substncia endgena hormona, ->
neuromediador,  etc.); ou, por outro mecanismo, o antagonista no agindo
directamente nos receptores, interfere no mecanismo de transmisso da
informao depois do sinal ter sido  dado pela substncia endgena ao
receptor especfico, inibindo ou bloqueando a aco que normalmente
produziria esse sinal (cf. -> agonista). 

antidepressivo - Substncia que tem a capacidade de mudar o humor do
deprimido (-> depresso). Existem dois grandes grupos de frmacos
antidepressivos: os inibidores  da MAO (monoamina-oxidase) e os
derivados tricclicos, que tambm podem ser utilizados noutras
indicaes: --> esquizofrenia, --@ parania, -4 neurose, ->
hipocondria,  --> ansiedade e nalguns distrbios alimentares. V. -->
IMAO

antiepilptico - Substncia que previne ou para as crises epilpticas
ou que  utilizado para tratar a -> epilepsia.

anti-histamnico - Substncia que inibe a aco da histamina,
vulgarmente em casos de urticria e diversas afeces alrgicas. A
cloropromazina  uma molcula anti-histamnica  que foi, pelos seus
efeitos sedativos no -> SNC, o primeiro dos > neuriolpticos a ser usado
em psiquiatria (J. M. Harl, J. Delay e P. Deniker) em 1951/52.
antipsiquiatria - Teoria iniciada pelo americano T. Szasz, continuada
pelos britnicos D. Cooper, A. Esterson e R. Laing (a quem se deve esta
expresso), na dcada  de 1960, segundo a qual a noo de doena
mental  posta em causa. O doente no o ,  apenas uma pessoa
diferente (todos somos realmente diferentes uns dos  outros!) e, como
tal, merece aceitao social no carecendo de tratamento, no sentido que
a psiquiatria tradicional d a esta palavra.

apatia - Indolncia, moleza e insensibilidade aparente em relao s
estimulaes afectivas. Este estado pode ter como causas a constituio
fsica, uma disfuno  endcrina (insuficincia da --> tiride ou -->
supra-renal), uma perturbao psquica (--> depresso, --> conuso
mental, > demncia; etc.) ou certas condies  sociais (priso,
desemprego, etc.).

apgar (sigla do ing. Appearance, Pulse, Grimace, Activity, Respiration)
Mtodo de classificao de cinco reaces do recm-nascido: ritmo
cardaco, esforo respiratrio,  irritabilidade reflexa, tnus muscular
e cor da pele. Para cada reaco a condio ptima  classificada com 2,
a pior com O. Sendo o apgar mximo de 10. A avaliao  faz-se sessenta
segundos aps o nascimento e pode ser repetida trs, cinco e dez minutos
depois. apercepo infantil, teste de (TAI, em ing. -> CA7@ Verso do ->
TAT (Teste de apercepo temtica) aplicado s crianas.

aplicada, psicologia - Ramo da psicologia que utiliza os princpios e
descobertas da psicologia cientfica para fins e situaes prticas da
vida quotidiana. Esta  aplicao  bidireccional, pois o avano no campo
terico d-se muitas vezes graas  prtica. Foram os grandes problemas
sociais, como a guerra, que deram origem   necessidade de aplicar os
conhecimentos tericos da psicologia. A Primeira Guerra Mundial veio
contribuir para a aplicao da psicologia atravs da assistncia
social; a partir daqui o trabalho social iniciou a cooperao com a -->
psiquiatria e com a --> psicologia. Com o advento da -> psicanlise e
seu desenvolvimento,  comeou a falar-se em psicologia -> clnica. Um
outro aspecto  o da psicologia da orientao que se iniciou com a -->
orientao profissional, hoje em dia ligada   psicologia -->
organizacional ou  psicologia -> educacional. Actualmente existem,
entre outras, a orientao escolar ligada  psicologia -@ educacional e
orientao  conjugal ligada  psicologia clnica. Aplicando-se ainda a
outros domnios como o urbanismo, tribunais (psicologia -@ forense),
ordenao do trnsito, design (--> ergonomia) e poltica, pode
verificar-se que a psicologia tem aplicao em quase todos os ramos da
vida privada e pblica. 

apragmatismo - Incapacidade, com origem psquica, de manter actividades
e comportamentos adaptados s necessidades da vida social.

apraxia - Distrbio da actividade gestual num sujeito cujos rgos de
execuo esto intactos. Esta incapacidade na organizao das aces
voluntrias  causada  por leses em reas de associao cortical,
frequentemente localizadas nos lobos frontais do --@ crebro. A apraxia
no pode ser considerada uma --> agnosia mas  uma -> amnsia motora. O
sujeito imagina, descreve o gesto que quer executar mas j no o sabe
fazer, esqueceu-se do esquema dinmico gestual.

aprendizagem - Aquisio de novos comportamentos ou conhecimentos,
resultante da necessidade psicolgica ou fisiolgica de adaptao ao
meio. Dependendo do contexto,  o termo pode designar o processo ou o seu
resultado. A -> habituao  a forma mais simples de aprendizagem. Com a
habituao, um acontecimento torna-se familiar  para o organismo que o
aprende mas no serve para relacionar este acontecimento com outras
circunstncias. Como grande parte do material aprendido depende destas
relaes, os psiclogos que se dedicaram  aprendizagem tomaram-nas como
ponto de partida. O estudo da aprendizagem teve o seu incio com -->
Pavlov, que descobriu  o reflexo -@ condicionado e, quase
simultaneamente, com --> Thorndike, que descobriu outra forma de
condicionamento, * -> instrumental. -4 Watson ao estudar *
comportamento do rato nos labirintos e, posteriormente, o comportamento
das crianas, interessou-se pelas modalidades da aprendizagem e factores
que a condicionam,  iniciando, assim, o -> behaviorismo. Os
behavioristas concentraram os seus esforos em tentar compreender a
aprendizagem nas situaes simples e em animais como  ratos, pombos e
ces. Estudaram o processo de aprendizagem exaustivamente de modo a que
as respectivas leis elementares pudessem revelar-se. -> Tolman
reconheceu  a importncia das caractersticas do organismo e dos
constrangimentos que elas introduzem nos mecanismos da aprendizagem, da
construir uma teoria precursora do  -> cognitivismo que ir
posteriormente oferecer-se como alternativa ao behaviorismo. A teoria
cognitivista ganhou terreno sobretudo a partir das interpretaes
efectuadas por --> Chomsky relativamente ao caso da -> linguagem,
demonstrando que esta caracterstica especfica do homem no pode
efectuar-se por -> condicionamento.  O estudo da aprendizagem no homem 
muito complexo, em resultado da funo simblica e das relaes sociais,
j presentes no comportamento animal, embora sob formas  rudimentares.
Esta complexidade compromete as generalizaes que partem do estudo do
comportamento animal para o comportamento humano, preconizadas pelos
behavioristas.

APRENDIZAGEM

aprendizagem, curva de Representao grfica do processo de ->
aprendizagem, em que esta  assinalada em funo de um nmero de ->
estmulos. Por exemplo, o nmero  de gotas de saliva, na experincia
sobre o reflexo > condicionado de -> Pavlov.

aprendizagem programada - Conceito atribudo a -- > Skinner. No ensino
programado  necessrio que se organize o material de aprendizagem de
acordo com uma sequncia,  no sentido de conduzir um aluno em direco a
um objectivo especfico. O material apresentado  dividido em pequenas
unidades designadas segmentos de aprendizagem.  Neste ensino existem
dois tipos de abordagem: 1. programas ramificados, nos quais a ordem de
apresentao dos segmentos de aprendizagem varia em funo do sucesso
ou fracasso das respostas dadas pelos alunos (reforo intermitente); 2.
programas lineares em que os alunos percorrem todo o programa e os
segmentos de aprendizagem  so organizados de acordo com um grau de
dificuldade crescente (reforo contnuo). Cf. -> reforo.

aprendizagem social - Pesquisa de inspirao behaviorista que presta
particular 
 ateno aos processos de aprendizagem inseridos no contexto social,
relacionando-a com a -> motivao. John Dollard (1900-1980) foi dos
primeiros psiclogos a utilizar  o termo aprendizagem social, procurando
estabelecer um cruzamento entre o behaviorismo e a -> psicanlise.

aprendizagem por tentativa e erro - Processo descrito pela primeira vez
por A. -> Bain e que se inicia com tentativas de movimentos aleatrios
cujos resultados,  quando agradveis, so repetidos, e se extinguem
quando produzem sensaes desagradveis.

aptido, teste de -> Teste cujo objectivo  o de verificar a capacidade
de realizao de tarefas ou, simplesmente, verificar capacidades como a
-- > inteligncia.

Aristteles - Filsofo grego do sec. iv a.C. (384-322 a.C.) que definiu
o homem como o animal racional capaz de conhecer a partir da -@
experincia, sendo o  conhecimento o resultado de dedues de princpios
universais que se lhe aplicam. (De Anima, Poltica, Organon, Etica a
Nicmaco, Fsica e Metafsica, entre outras  obras.)

arcaico, reflexo - Comportamento motor automtico observvel no
recm-nascido e que desaparece nos primeiros meses de vida como
consequncia da maturao do ->  SNC. Os reflexos arcaicos so
geralmente utilizados para testar a integridade neurolgica do
recm-nascido. A ausncia de certos reflexos na altura do nascimento  ou
a sua persistncia para alm dos primeiros meses de vida, pode ser
sintoma de uma patologia no SNC. Um destes reflexos  o da marcha
automtica, em que colocando  o recm-nascido de p, com o corpo um
pouco inclinado para a frente e os ps assentes numa superfcie, este
esboa passos de marcha.

rvore, teste da - Teste --> projectivo em que  pedido o desenho de
uma rvore. Esta  interpretada pelo psiclogo como a representao
simblica do corpo do  indivduo que a desenhou.

Asch, Salomon - Nasceu em Varsvia em 1907, emigrou para os EUA onde se
doutorou em 1932, na Universidade de Columbia, destacou-se pela obra:
Psicologia Social  (1952). Influenciado pelos psiclogos da -@ Gestalt,
nomeadamente -> Wertheimer, realizou estudos experimentais sobre presso
social e -> conformismo.

assimilao - Processo que, segundo -@ Piaget, consiste em acrescentar
novos elementos a um conceito anteriormente adquirido ou a um esquema j
formado ao longo  do desenvolvimento pessoal. (Cf. -> acomodao.)

associacionismo - Teoria psicolgico/filosfica ligada a filsofos
empiristas (--> empirismo) como o britnico David Hume que considerava
que os conceitos se formam  a partir da associao de -@ sensaes
simples, elementos base a partir dos quais se procedia 
conceptualizao.

associaes livres, mtodo das - Mtodo psicanaltico (-> psicanlise)
que consiste em pedir ao --> paciente para contar tudo o que lhe ocorre
sem se preocupar  com a aparente coerncia do seu discurso. A
interpretao ser feita pelo psicanalista, que descobrir o nexo do
discurso do paciente, levando-o, mais tarde, a  tomar conscincia das
associaes que fez. astenia - Estado de fadiga fsica e psquica,
acompanhada por decrscimo do dinamismo psicomotor, falta de
concentrao e dfice da vontade.

astrafobia - Medo exagerado de tempestades.

atavismo - (do lat. atavi, antepassados) Reaparecimento de caracteres
que pertenciam a antepassados de uma famlia e que voltam, geraes mais
tarde, a manifestar-se  num dos seus descendentes.

ataxia - Perda total ou parcial de coordenao dos movimentos
musculares. Pode ainda falar-se de ataxia mental quando existe uma
descoordenao entre a razo e  as emoes.

ateno - Acrscimo de actividade intelectual que corresponde 
concentrao voluntria ou involuntria sobre um determinado objecto ou
conjunto de objectos. A  ateno voluntria depende do indivduo e das
suas --> motivaes. A ateno involuntria depende dos estmulos
exteriores em que um objecto aparece destacado em  consequncia da
organizao do campo perceptivo. Os fenmenos involuntrios da ateno
tm sido alvo de estudos em laboratrios de psicologia -- >
experimental,  porque esta forma de ateno pode ter consequncias
prticas importantes, nomeadamente no domnio da publicidade. 

atitude - Conjunto de reaces pessoais face a um acontecimento,
animal, ideia, instituio, pessoa ou objecto. Considerado como um
conceito chave na explicao do comportamento social, tomou um lugar
central na psicologia social por congregar a crena e percepo sobre
uma realidade social (componente  cognitiva), a disposio para agir
sobre ela com um certo empenho (componente comportamental), a sua
favorabilidade ou destavorabilidade (componente afectiva). Por  vezes,
as atitudes so consideradas como envolvendo os trs tipos de
componentes mas actualmente existe uma tendncia para centrar as
atitudes nos aspectos afectivos,  distinguindo, assim, as atitudes das
crenas e intenes. Na psicologia social norte-americana, dada a sua
vocao pragmtica, o conceito de atitude tem sido, ao  longo da
histria deste ramo da psicologia, progressivamente clarificado para que
as atitudes possam ser objectivamente avaliadas, ou seja, medidas
atravs de ->  escalas. Deste modo, podem ser definidas como -- >
emoes e, como tal, no observveis directamente mas inferveis a
partir de respostas que se podem medir e que  reflectem avaliaes
positivas ou negativas, quando confrontadas com um objecto particular. A
obra pioneira neste tipo de avaliao foi The Measurement of Altitude
de Thurnstone e Chave (1929); no entanto, foi o mtodo de Lickert (1932)
que mais se notabilizou e vulgarizou pela sua acessibilidade. Hoje em
dia, a obra de A.  N. Oppenheim, Questionnaire, Design and Attitude
Measurement (1992), constitui um complemento importante na estruturao
metodolgica das escalas de atitudes.

atltico - (adj.) Segundo a --> tipologia de -> Kretschmer, as
pessoas deste tipo so de constituio fsica naturalmente musculosa;
ainda, e segundo o mesmo  autor, poder haver eventualmente uma relao
entre os atlticos e a epilepsia. Na biotipologia de -- > Sheldon
corresponde ao -> mesomorfo

atomismo - Teoria filosfica que assenta no princpio segundo o qual a
compreenso de tudo o que existe  mais fcil quando analisado nas suas
componentes mais elementares. Em psicologia --> social, esta teoria,
hoje em dia praticamente  posta de lado, e que aparece tambm sob o nome
de elementarismo, parte do princpio que a dinmica de -4 grupo 
explicada pela soma do -- > comportamento de cada  indivduo que o
compe.

atribuio - Conceito criado, em 1944, por E -> Heider no contexto da
psicologia -> social. Embora tenha sido sujeito a diversas consideraes
, geralmente, entendido  como um processo cognitivo que leva as pessoas
a emitirem uma explicao do seu prprio comportamento (auto-atribuio)
e dos outros (hetero-atribuio).

atrofia - 1. Falta de desenvolvimento. 2. Desperdcio de tecido,
normalmente muscular, causado por doena, acidente ou idade avanada.

autismo - Isolamento sobre si mesmo da parte de um indivduo que recusa
o contacto com o mundo exterior. Este termo foi introduzido pela
primeira vez em psiquiatria  por E. --> Bleuler (1911), ao referir-se 
predominncia mrbida do alheamento relativo  vida exterior e  perda
de comunicao com os outros, no esquizofrnico adulto. Outros autores
dedicaram-se, posteriormente, ao  estudo do autismo, sobretudo s suas
manifestaes precoces na infncia.

autodidacta - Aquele que aprende por si prprio, i. e., sem a ajuda de
outrem.

autnomo, sistema nervoso - V. sistema nervoso autnomo.

autopunio - Processo de destruio fsica e psicolgica (cf. ->
psicossomtico) de uma pessoa para consigo mesma, normalmente como
consequncia de um mal-estar  psicolgico, por exemplo, devido a
sentimentos de ~-> culpa.

autoridade - Conceito que na psicologia -> social e na sociologia
define a capacidade individual no interior de uma organizao. Aquele
que ocupa uma posio hierrquica  ou possui uma competncia
reconhecida, obtm da parte dos seus colaboradores ou subordinados, uma
obedincia s suas ordens e normas, utilizando o sistema de sanes
positivas ou negativas previstas pela organizao. O termo autoridade
no deve ser confundido com -- > liderana ou -@ influncia social.

autoritarismo - Atitude de uma pessoa que exige dos outros obedincia e
subordinao. Est muitas vezes associado ao servilismo perante os
superiores,  rigidez  e intolerncia. Este conceito foi analisado por
T. Adores na obra Personalidade Autoritria (1950).

autlise - Comportamento autodestrutivo que conduz  morte. Sinnimo de
--> suicdio na linguagem psicolgica e sociolgica.

avaliao do rendimento escolar, teste de Conjunto de questes
administradas com a finalidade de avaliar os conhecimentos de um aluno
acerca de um determinado contedo  escolar. A > docimologia tem
desenvolvido estudos que permitem definir dois grandes grupos em que se
divide este tipo de testes: 1. testes de resposta curta ou  de correco
objectiva - podem apresentar modalidades de itens de completao,
verdadeiro/ falso, associao ou combinao e escolha mltipla; 2.
testes de resposta  longa - podem apresentar itens de resposta livre ou
de resposta orientada.

averso - Repugnncia ou repulsa extremas.

averso, terapia por - Forma de tratamento comportamental que pretende
desviar um indivduo de uma determinada -- > conduta, associando-a a
algo desagradvel;  por exemplo: choques elctricos ou associao de
produtos emticos (que provocam vmitos)  ingesto de lcool. Este
mtodo, hoje em desuso por razes ticas, foi  utilizado para reduzir
certos estados de -- > dependncia como o -> alcoolismo e problemas de
orientao sexual (-> pedofilia, --> exibicionismo ou -->
travestismo).

axnio - V. -@ neurnio,

Babinski, reflexo de -> Reflexo arcaico, que consiste em levantar os
dedos dos ps como resposta a uma pancadinha na sola dos ps.

Bain, Alexander - (1818 - 1903) Filsofo escocs, professor de Lgica
na Universidade de Aberdeen e precursor da Psicologia Cientfica. As
suas duas obras mais importantes, Os Sentidos e o Intelecto (1855) e As
Emoes e a Vontade (1859), podem ser consideradas como pioneiras da
Psicologia. O seu mtodo distinguiu-se do de --> Wiindt porque em vez
de utilizar a -- > introspeco preferiu observar as pessoas em
situaes correntes. Utilizou pela primeira  vez a expresso ->
aprendizagem por tentativa e erro. Foi, ainda, fundador da revista Mind
(1876), a primeira revista de psicologia - que ainda hoje se publica. 

baragnose - Dificuldade em avaliar o peso de objectos; resulta,
geralmente, de uma leso no -> lobo parietal.

barbitrico --> Psicotrpico sintetizado a partir do cido barbitrico
que se utiliza como anestsico, -> antiepilptico, -> sedativo e,
sobretudo, -> hipntico.

Barnum, efeito de - Consiste em aceitar-se como verdica e rigorosa uma
autodescrio feita de um modo inteligente, com as palavras apropriadas
mas, afinal, apenas baseada em lugares-comuns e em -4 esteretipos.

barognose - O contrrio de --> baragnose, capacidade em avaliar com
rigor o peso de objectos.

barorreceptor - Os barorreceptores so -> receptores que respondem a
variaes na presso baromtrica e que se encontram nos vasos sanguneos
e no corao.

barilalia - Defeito na fala caracterizado por uma articulao
deficiente das palavras.

basal - (adj.) Que diz respeito a um estado de repouso, por exemplo, a
frequncia cardaca (pulsaes) de um atleta antes de treinar ou antes
de entrar em competio  (em esforo).

bsicas, necessidades - V. -> Maslow, A. e --> homeostasia.

basifobia ou basofobia - Medo de andar ou at de estar de p.

bateria de testes - Grupo de --> testes usados conjuntamente para
avaliar determinados aspectos da --> personalidade ou aptides.

batofobia - Medo das profundidades.

Bayley, escalas de desenvolvimento infantil Destinadas a avaliar o
desenvolvimento mental e motor das crianas com idades compreendidas
entre os 2 meses e os 2 anos  e meio.

bediam - (ing.) No passado, usado para designar os hospitais
psiquitricos nas Ilhas Britnicas - palavra que deriva de Bethleheni
(Hospital of St. Mary of Bethlehem).

behaviorismo - (do ing. behaviourisin) Corrente da psicologia
cientfica tambm denominada comportamentalismo ou condutismo que encara
o -> comportamento como objecto  de estudo e a observao como mtodo,
no admitindo que a psicologia se ocupe da 26 3

conscincia, nem que a --> introspeco seja aceite como mtodo. O
comportamento  avaliado em termos de ligaes entre estmulos e
respostas, de acordo com o esquema  E - R: dado o estmulo (E), deve
predizer-se a resposta (R) e, inversamente, dada a resposta, deve
especificar-se a natureza do estmulo. Devendo o estmulo entender-se
como uma fonte restrita que actua num rgo sensorial e a resposta como
uma reaco glandular ou muscular. Esta corrente nasceu nos EUA, no
princpio do sc. xX,  a partir das investigaes de --> Thorndike; mas
foi 1. -> Watson quem lanou as bases tericas daquilo a que veio a
chamar-se revoluo behaviorista, no artigo para a Psychological
Reviezi): A Psicologia Vista por  um Behaviorista (1913). Watson
apercebeu-se da aplicabilidade dos estudos de --> Pavlov sobre a
actividade nervosa superior, ao comportamento do homem, passando  a
considerar o reflexo --> condicionado como a chave-mestra do
behaviorismo. Realizando, sobretudo, experincias com crianas, Watson
acreditava que todo o comportamento  se podia moldar sob o efeito do ->
condicionamento. Na realidade, esta posio determinista e reducionista
foi ultrapassada pelos neobehavioristas como C. --> HulI,  B. -->
Skinner e E. -> Tolman, que conservando, no entanto, as ideias bsicas
de Watson (a objectividade e importncia do meio), deram continuidade s
investigaes  onde o behaviorismo mais contributos deu para a
psicologia: --> aprendizagem e --> motivao. V > objectiva,
psicologia. 

BINET

behaviorista - (adj., do ing. behaviourist), psicologia V. -@
behaviorismo.

behaviour - (ing., na grafia americana, behavior) V. -->
comportamento.

Bender, teste gestaltista de - Teste criado na dcada de 1930 por L.
Bender, com o objectivo de detectar atrasos e estados regressivos nas
crianas. Hoje em dia,  usa-se para detectar anomalias cerebrais. Bender
era um adepto da psicologia da --> Gestalt, usando-a para criar este
teste. Os resultados so interpretados com  base na organizao dos
elementos copiados pela pessoa sujeita ao teste, uma vez que este
consiste na cpia de nove desenhos.

benigno Com bom -> prognstico. O oposto de maligno.

benzodiazepina - Grupo de substncias qumicas que possuem propriedades
de --> ansioltico, anticonvulsivo, --> hipntico e -- > sedativo. Os
receptores especficos  destas substncias localizam-se no --> crtex
cerebral e no sistema --> lmbico que esto ligados  vida emocional.

Bernreuter, Questionrio de Personalidade de --> Teste de ->
personalidade composto por 125 perguntas de resposta alternativa,
permitindo avaliar seis tipos distintos  de personalidade: neurtica,
introvertida, auto-Suficiente, autoritria, confiante e socivel.

Bettelheim, Bruno - Psicanalista norte-americano de origem austraca
(Viena 1903 - Washington 1990). Baseando-se nas experincias vividas nos
campos de concentrao de Dachau e Buchenwald, escreveu uma obra onde
descreveu o conceito  de situao extrema: Individual and Mass Behaviour
in Extreme Situation (1940), que o general Eisenhower deu a ler a todos
os oficiais da armada americana. Depois  de emigrar para os EUA,
dedicou-se ao estudo da psicologia infantil, criando uma teoria acerca
da origem do -> autismo, atribuindo-a a um incidente na relao
me/filho. Das suas restantes obras destacam-se: Dilogo com as Mes
(1962), A Fortaleza Vazia (1969) e Psicanlise  dos Contos de Fadas
(1976).

bibliofobia - Medo irracional ou, ainda, dio a livros.

bilioso - V. --> humores, teoria dos.

Binet, Alfred - Psiclogo francs (Nice 1857 - Paris 1911). Embora
licenciado em Direito e doutorado em Cincias Naturais, A. Binet  hoje
conhecido pelo trabalho que realizou na medio da --> inteligncia
das crianas.  famosa a definio que props: A inteligncia  aquilo
que o meu teste mede.,> As observaes experimentais que efectuou em
crianas deram origem  a um trabalho que viria a realizar por encomenda
do Ministrio da Instruo Pblica francs (1904); este trabalho
consistia em colocar as crianas com atrasos de  desenvolvimento em
classes especiais mas, para isso, era necessrio criar uma forma de as
identificar. Assim, elaborou uma srie de provas a fim de examinar em
queidade  as crianas normais as conseguiriam resolver. Em 1905,
apresentou o resultado da sua investigao, levada a efeito com a
colaborao de T. -@ Simon, que se celebrizou  com o nome de escala --
> Binet-Simon.

Binet-Simon, escala - Escala mtrica de -> inteligncia publicada por
A * -> Binet e T. -> Simon na revista UAnne Psychologique, em 1905,
1908 e 1911. A experincia  de Binet com crianas anormais levou-o a
concluir que as condutas dos atrasados se pareciam com as de crianas
mais jovens. Tais resultados sugeriram a Binet, em  colaborao com
Simon, a ideia de aferir escalas a partir das respostas de crianas
normais, de diferentes grupos etrios (3 - 13 anos). A regra aceite era
que se  60 - 90% das crianas passassem um determinado nvel, esse nvel
era apropriado para o teste. Assim, as crianas que tinham resultados
abaixo da mdia para a sua  idade eram consideradas atrasadas. Esta
escala permite medir a --@ idade mental de uma criana,
independentemente da idade cronolgica. Em 1908, o teste foi revisto  e
as tarefas individuais escalonadas de acordo com a dificuldade e em
funo da idade em que a mdia das crianas as resolvesse. A ltima
reviso apareceu em 1911.  Representando uma contribuio importante
para a --> psicometria, esta escala conheceu uma notoriedade mundial e
foi sujeita a numerosas adaptaes, nomeadamente  nos EUA. Uma das mais
famosas adaptaes foi realizada por L. --> Terman da Universidade de
Stanford, em 1917, ficando conhecida como escala de Stanford-Binet.
Nesta reviso foi usada pela primeira vez a noo de --> Qi (quociente
de inteligncia). Em Frana, R. Zazzo e os seus colaboradores
publicaram, em 1966, uma reviso  intitulada Nova Escala Mtrica da
Intelignci a.

Binswanger, Ludwig - Psiquiatra suo (Kreuzlingen 1881 - id. 1966).
Descreveu certas -> psicoses, nomeadamente a -@ mania. Influenciado
pelas ideias dos filsofos  Husserl e Heidegger, criou uma teoria, a
Daseinsanalyse ou anlise existencial, que teve muito sucesso nos pases
anglo-saxnicos. Das suas obras destacamos: Introduo   Anlise
Existencial (1947), Sonho e Existncia (1954), Melancolia e Mania
(1957), O Caso Suzan Urban (1957), Discursos, Percursos e Freud (ed.
1970).

bio - (do gr. bios, vida) Prefixo indicativo de vida.

biociberntica - Estudo da importncia em se estar consciente do nosso
funcionamento biolgico, como, por exemplo, da nossa -> tenso arterial,
num determinado  momento. A ciberntica consiste no estudo do
funcionamento de computadores e no estudo das ligaes nervosas nos
organismos vivos. Em sentido lato,  a cincia dos  mecanismos de ->
comunicao e de controlo nos computadores e nos seres vivos. Serve-se
da utilizao de computadores com o fim de ajudar as pessoas a tomarem
conscincia  de certos factores biolgicos.

biofeedback - (iug@) (cf. -@ feedback) Tcnica comportamental com fins
teraputicos, atravs da qual um indivduo recebe informao sobre um
aspecto das suas reaces  fisiolgicas involuntrias, o que lhe pode
permitir um certo controlo voluntrio sobre essas mesmas reaces.

biogentica, lei da - Lei formulada por E. Haeckel segundo a qual a
--> ontognese  uma curta recapitulao da -> filognese. Esta lei
teve muito sucesso para alguns psiclogos do princpio do sc. xx. Nos
nossos dias  aceite, embora com alguma controvrsia, aplicada 
psicologia  do --> desenvolvimento (por exemplo, estudo dos desenhos e
jogos infantis). 

biologia - Estudo dos seres vivos.

biotipologia - V. -> Tipologia.

bissexual - 1. --> Hermafrodita, quer dizer, que apresenta
caractersticas somticas e psicolgicas dos sexos feminino e masculino.
2. Indivduo cujas preferncias  sexuais incluem pessoas de ambos os
sexos.

Blaeky, teste de - Teste --> projectivo de orientao psicanaltica
(v. -> psicanlise) para ser aplicado a crianas; consiste numa srie
de desenhos que representam  uma famlia de ces em situaes
diversas, pedindo-se  criana que conte uma histria sobre cada
desenho.

Bleuler, Eugen - Psiquiatra suo (Zurique 1857 - id. 1939). Introduziu
o termo --> esquizofrenia para substituir o dedemncia precoce
utilizado at ento. Dedicando-se  ao estudo deste tipo de doena,
separou sintomas psicopatolgicos (auxiliando-se, para isso, da
-@psicanlise) das suas caractersticas anatomopatolgicas. Usou  pela
primeira vez o termo --> ambivalncia para explicar os sentimentos
paradoxais do esquizofrnico face a um mesmo obJecto.

bloqueio - Comportamento caracterizado por uma recusa, uma incapacidade
aparente e momentnea, em reagir a uma situao ou prosseguir uma
aprendizagem.  boa forma, lei da ou pregnncia - Princpio gestaltista
segundo o qual a --> percepo de objectos, como o crculo ou a esfera,
se organiza sensorialmente de modo  a que as suas formas tenham
regularidade, simetria e simplicidade (v. -@ Gestalt, psicologia da).

bode expiatrio - lit. Animal sacrificado; vtima que expia culpas de
outrem - em Psicologia, a vtima sobre a qual se descarrega
frustraes pessoais.

bolbo raquidiano - V. bulbo raquidiano.

Bonaparte, Marie - Psicanalista francesa (Saint-Cloud 1882 -
Saint-Tropez 1962). Filha do prncipe Roland Bonaparte, foi analisada
por S. --@ Freud, tornando-se sua delegada oficial em Paris, onde foi
co-fundadora da Sociedade Psicanaltica  de Paris (1926) e da revista
francesa de psicanlise (1927). Ajudou Freud e a sua famlia na fuga ao
nazismo e a instalar-se em Londres. Da sua obra destacam-se: Edgar Poe,
Sa Vie, Son (Euvre, tude Analytique (1931), Introduction  la Thorie
des Instincts (1934),  Psychamilyse et Anthropologie (1952). Bowlby,
John - Psiquiatra ingls (Londres 1907 - id. 1990). As suas
investigaes no domnio da psiquiatria infantil e da famlia levaram-no
ao desenvolvimento  do conceito de ~-> vinculao. Este conceito foi
adoptado pelo etologista H. F. -> Harlow no decorrer dos seus trabalhos
sobre a relao macaco-beb/me (1959).  Das suas obras destacamos:
Cuidados Maternos e Sade Mental (1949), Vinculao e Perda (1969), Uma
Base de Segurana (1988).

bradilalia - Defeito na fala, consistindo numa articulao vagarosa,

Braille - Sistema de escrita, criado por Louis Braille (1809-1852),
composto por padres de pontos em relevo, destinado a ser lido por
cegos.

brainstorming - (ing.) Tcnica de pesquisa em grupo, na qual os seus
membros expem espontaneamente tudo o que lhes ocorrer sobre um
determinado assunto. Praticada  desde 1938, por Osborn, enquanto
director de uma agencia de publicidade nos EUA, esta tcnica, baseada no
mtodo --> das associaes livres, tem como finalidade estimular  a
criatividade e levar o grupo a produzir ideias originais de maneira
intensiva. Aplicada  publicidade serve para inventar novos produtos
comerciais, nomes de marcas,  slogans, etc, Tambm se estende a outras
reas como a educao ou psicologia -- > social.

braquicfalo - Indivduo com o crnio largo e um pouco achatado:
dimetro antero-posterior sensivelmente menor que o transversal.

Brawner, deciso de - Nos EUA  a deciso legal que se apoia no facto
de a pessoa que cometeu um crime estar, na altura em que o cometeu, com
uma doena do foro  psquico, razo por que no poderia distinguir,
nessa altura, o bem do mal, sendo este facto considerado como uma
atenuante significativa para o crime cometido.

Brazelton, escala de ou escala de avaliao comportamental nos neonatos.
-  um teste de desenvolvimento comportamental que consiste na
avaliao das reaces de  um beb a um conjunto de estmulos tais como
uma luz, o rudo de uma roca, um objecto em movimento, etc. Permite
detectar, desde muito cedo, anomalias do comportamento.

breakdown - (ing.) Quebra da actividade mental, associada a um estado
depressivo. Usado na linguagem popular norte-americana como sinnimo de
depresso nervosa,  o termo foi introduzido no vocabulrio psiquitrico
para qualificar certas formas de --> depresso causadas pela fadiga. V
--> nervo@o, esgotamento.

Breuer, Josef - Mdico austraco (Viena 1842 - id. 1925). Em 1882
iniciou a sua colaborao com S. -> Freud no clebre caso > Anna O,
utilizando o mtodo -->  catrtico. Em 1825, publicou Estudos Sobre a
Histeria, onde se demarcou da teoria freudiana sobre a origem sexual das
--> neuroses.

Briquet - sndroma de Comportamento caracterizado por um vago
sentimento de --> angstia, por isso de difcil diagnstico.

brilho - Dimenso perceptiva dos estmulos visuais segundo a qual
quanto mais brilhante  um objecto, mais claro parece ser. V -@
percepo.

Broca, rea de - Segundo o mdico francs Paul Broca em 1861, o centro
da fala situa-se, nas pessoas dextras, no p da terceira circunvoluo
frontal esquerda do  -- > crebro. Hoje em dia, porm, pensa-se que h
vrias zonas do crebro responsveis pela fala, para alm da citada (cf.
rea de --> Wernicke). Broca foi, no  entanto, o responsvel pela
implantao da teoria das --> localizaes cerebrais, j preconizada
por Gall no final do sculo XVIII, a -) frenologia.  brontofobia -
Medo patolgico de trovoada.

Brocimann, reas de - Mapa elaborado por K. Brodinann (1908) que
consiste na diviso do -@ crtex cerebral em 52 reas, numeradas, de
acordo com a arquitectura  celular (tamanho dos --> neurnios, a sua
densidade, abundncia de axnios mielinizados). No  um mapa de -->
frenologia nem um mapa contemporneo das funes  cerebrais. Constitui
apenas uma referncia anatmica ainda hoje utilizada.

Bruner, Jerome Seymour - Psiclogo norte-americano (Nova Iorque 1915).
Professor de Psicologia em Harvard (EUA) e em Oxford (Inglaterra). Tem
desenvolvido as suas investigaes em vrias reas: desenvolvimento
cognitivo da criana,  educao e -> percepo. No domnio da percepo
criou uma teoria designada por new look, na qual confere uma importncia
fundamental ao contexto social e motivacional  (v. --> motivao) em
que um objecto  percepcionado. Em 1956 Bruner, em colaborao com
Goodnow e G. Austin, publicou A Study of Thinking onde, adoptando as
teorias  experimentais de -- > Piaget, inicia o estudo de
desenvolvimento cognitivo da criana, dando grande importncia 
linguagem. Das suas publicaes podemos ainda  destacar: The Process of
Eclucation (1960), Studies in Cognitive Crozvth (1966), Communication as
Language (1982).

Brunet-Lzine, escala de - Escala de desenvolvimento psicomotor,
destinada a crianas desde o nascimento at aos cinco anos, que fornece
um quociente de desenvolvimento  (--> QD) das condutas sociais, -4
coordenao motora, linguagem e postura.

bruxismo - Tendncia para ranger os dentes durante o sono.

bulbo raquidiano - Parte inferior do --> encfalo situada entre a -->
espinal medula e o -4 crebro e que faz parte do--> tronco cerebral.
Inclui centros nervosos  que controlam a circulao, a respirao e o
tnus muscular.

bulimia - Desordem psicolgica caracterizada por episdios de uma
descontrolada ingesto de alimentos seguidos de vmitos autoprovocados.
Este -> sndroma  acompanhado  por estados de -@, depresso.

cafena - Estimulante psquico que se encontra, entre outras plantas,
no caf, ch, cacau e noz de cola. A sua aco principal consiste no
aumento do tempo de ->  viglia. Ingerida em doses excessivas pode dar
origem a -> convulses.

cainofobia, cainotofobia ou cenotofobia - (do gr. kainos, novo) Medo
exagerado da novidade, de novas situaes ou de novas teorias.

caloso, corpo - Feixe de fibras nervosas que liga bidireccionalmente os
dois --> hemisfrios cerebrais e desempenha um papel importante na
integrao das suas  funes.

campo psicolgico - Expresso concebida por -> W. Khler e adaptada por
-> K. Lewin, para explicar o comportamento de um indivduo ou de um ->
grupo como resultado  de um conjunto de fenmenos fsicos, biolgicos,
sociais ou psicolgicos. Estes fenmenos influenciam, em simultneo, as
--> percepes, as -> motivaes, os ideais  de uma pessoa ou
colectividade. Assim, podem ser explicados certos fenmenos de
organizao perceptiva (por exemplo --> figura-fundo) ou sociais (por
exemplo violncia  exercida contra uma minoria racial). cannabis -
Planta psicotrpica (v. psicotrpico). Os seus efeitos dependem da sua
qualidade, da quantidade absorvida e do consumidor. Em pequenas doses
causa euforia  passageira; o uso prolongado pode dar origem a casos de
intoxicao que provocam quebras da capacidade de -> ateno e ->
memria, no provocando, no entanto, ->  toxicodependncia. Pode
apresentar-se sob a forma de --> marijuana ou erva (folhas secas) e -4
haxixe (resina). Pode ser fumado, mastigado ou misturado em bebidas  e
bolos. V > droga.

caquexia - Falta de sade.

caquinao - Riso histrico.

carcter - Sinal identificador da natureza de um indivduo. Deve
distinguir-se de: 1. -> personalidade, que  mais global e integra a
soma total e estvel das condutas  do indivduo em relao ao meio; 2.
--> temperamento, que acentua mais os factores biopsicolgicos, a
partir dos quais se manifesta o carcter, (cf. -> caracterologia  e ->
tipologia). Em biologia: 1. Carcter hereditrio, inato ou genotpico,
consiste na manifestao de um -@ gene ou conjunto de genes numa
caracterstica observvel  num organismo vivo, por exemplo, a cor dos
olhos, a cor da pele ou a rugosidade das ervilhas (carcter utilizado
nas famosas experincias efectuadas por Mendel e  que conduziram 
formulao das leis de -> Mendel ou da hereditariedade) .Assim,
carcter  a manifestao fenotpica (v. -> fentipo) de um gene ou
conjunto  de genes. Por analogia com gene --> dominante e -- >
recessivo, define-se tambm carcter dominante e recessivo,
respectivamente. 2. Carcter adquirido ou de acomodao,  consiste na
manifestao de caractersticas observveis nos seres vivos que
resultaram da sua interaco com o meio ambiente, por exemplo, os
nadadores apresentam  a caixa torcica particularmente desenvolvida.

carcter social - Conceito criado por -> E. Fromm para definir a
ligao entre o indivduo e a sociedade. A sua funo  dispor as
energias dos membros da sociedade  de modo que o seu comportamento no
seja determinado por uma deciso consciente, como seguir ou no um
padro social, mas por um desejo de agir como se deve agir,  sentindo-se
ao mesmo tempo recompensado por actuar de acordo com as regras
culturais... e por dar o seu contributo ao funcionamento da sociedade.
(E. Fromin, 1963.)  Pode manifestar-se na sociedade ocidental segundo
estes tipos caracterolgicos: avarento, explorador, negociante,
produtivo e receptivo.

caracterstica Atributo, trao - (u. traos de personalidade e -->
personalidade), o que caracteriza algo ou algum.

caracterologia - Estudo dos caracteres individuais psicolgicos, com o
fim de os classificar. No contexto da -@ psicologia do desenvolvimento
investiga a diferena  entre caracteres inatos e adquiridos. V ->
tipologia,

caracterologia de Heymans - Le Senne - Sistema de --> caracterologia
elaborado pelos psiclogos holandeses C. Heymans e E. Wiersina em 1909,
e adaptado pelo psiclogo  francs Ren Le Senne em 1945.  uma ->
tipologia que, ao contrrio das de --> Kretschiner e -@ Sheldon, que
determinam tipos morfolgicos, apenas caracteriza  tipos psicolgicos.
Assim, caracteriza 8 tipos psicolgicos, a partir de 3 tipos de carcter
e dos seus contrrios: emotividade, actividade e ressonncia (primrio
e secundrio). 

cardiofobia - Medo patolgico de problemas de sade relacionados com o
corao.

cardiologia - Ramo da medicina que estuda problemas --> cardacos e
coronrios. cardiovascular - Que diz respeito ao corao e aos vasos
sanguneos.

carncia afectiva - Ausncia de afectos indispensveis ao
desenvolvimento harmonioso da criana (cf. Vinculao).

caritipo - Conjunto de --> cromossonitis de cada clula,
caracterizado pelo seu nmero, forma e tamanho. O caritipo  especfico
de cada espcie: espcies diferentes  possuem caritipos diferentes
(note-se que existem caritipos diferentes dentro da mesma espcie,  o
caso dos sexos ou de mutaes genticas).

carisma - Qualidade que define aquele que tem um poder de persuaso
muito forte, que consegue exercer --> autoridade facilmente.

cartesiano - (adj. que diz respeito a --@ Descartes.

castrao, complexo de - Segundo a -> psicanlise clssica  o -->
complexo que se associa ao medo,  ansiedade de perder os rgos
genitais ou a sua funo. V.  complexo de -4 dipo.

CAT - Sigla para designar Children's Apperception Test Ong.). Teste -@
projectivo destinado a crianas dos 4 aos 10 anos e elaborado a partir
do --> TAT. Contm  uma srie de figuras de animais em atitudes
antropomrficas que representam as situaes e problemas infantis
bsicos: agressividade, alimentao, asseio, convivncia  familiar,
pavor nocturno e rivalidade entre irmos, a partir das quais a criana
constri uma histria. Normalmente este teste  aplicado de 6 em 6
meses, a fim  de verificar a evoluo de problemas psicolgicos.

catalepsia - Estado psquico tpico em crises de --> esquizofrenia e
de --> Isteria, em que todo o movimento voluntrio  suspenso e a
sensibilidade se ausenta.  Este estado  acompanhado de rigidez
muscular, palidez, arrefecimento do corpo e diminuio do ritmo cardaco
e respiratrio. Cf. --> catatonia.

catatonia - Condio esquizofrnica caracterizada por alteraes da
tenso muscular, estupor (-> catalepsia) e negativismo (recusa em comer
ou falar).

cataplexia - Perda sbita do -- > tnus muscular que leva  queda
imediata da pessoa que a sofre e que pode ser consequncia de um -- >
choque ou de um ataque  --> cardaco.

catarse - Purificao, por exemplo, por --> sublimao. V, -@
catrtico, mtodo.

catrtico, mtodo - Mtodo psicoteraputico que pretende obter uma
catarse (purificao). O tratamento consiste na evocao e at no
reviver de acontecimentos traumticos  ligados aos problemas emocionais
do indivduo, o que permite uma descarga controlada desses problemas. O
mtodo catrtico foi utilizado pela --> psicanlise, entre 1880-1895,
associado  --> hipnose.

categoria - Conjunto de elementos que representam uma classe de
objectos ou pessoas agrupados por possuirem caractersticas comuns. Em
psicologia o termo categoria   geralmente utilizado para designar uma
entidade de natureza cognitiva. Assim, categorizar  uma actividade
cognitiva que tende a arrumar na mesma classe objectos  ou pessoas com
propriedades comuns. Utilizado em psicologia -@ social o processo de
categorizao serve para explicar o fenmeno de formao de ~-> grupo
ou discriminao  em relao a um determinado grupo. Cattell, James M.
- Psiclogo norte-americano (Easton 1860 - Lancaster 1944) assistente
de --> W. Wundt em Leipzig, notabilizou-se pela introduo do uso da ->
estatstica no tratamento de dados em psicologia. Atribui-se-lhe, ainda,
a paternidade, juntamente corri F. ~-> Galton, da expresso -> teste
mental.

Catitell, Raymond B. - Psiclogo ingls Mest Bromwich 1905-). A sua
obra, desenvolvida na universidade de Illinois nos EUA, incide
sobretudo no estudo da -->  personalidade (nela incluindo a -@
inteligncia) atravs da -> anlise factorial. Das suas obras podemos
citar: Handbook of Multivariate Experimental Psychology  (1966),
Handbook of Modern Personality Theory (1977), Personality and Learning
Theory (1980).

cegueira para as cores - Os chamados cegos para as cores, desde que no
totalmente acromatpsicos, so, ao contrrio do que se costuma pensar,
mais sensveis s  variaes das cores, decompondo uma cor nos seus
componentes. Assim, por exemplo, quando um cego para as cores confunde
um castanho com um verde,  porque nesse  castanho h, muito
provavelmente, verde na sua composio. Cf. --> acromatpsia e ->
daltonismo.

cenofobia - Medo de espaos vazios (cf. --> agorafobia).

cenotofobia - -> cainofobia.

censura - Segundo a -.> psicanlise o nosso --> superego censura
memrias desagradveis porque contrariam a moral da nossa sociedade, as
convenes.

centil --> percentil. 

ceraunofobia - Medo exagerado dos relmpagos. 

cerebelo - Estrutura do -@ encfalo que tem o aspecto de uma miniatura
do -@ crebro e situa-se inferoosteriormente em relao a este, atrs do
-@ tronco cerebral.  Desempenha um papel importante no controlo da
actividade motora, bem como no controlo da postura e equilbrio, embora
no desencadeie movimentos voluntrios. Para  executar as suas funes
recebe informao dos msculos e articulaes, da pele, dos olhos e
ouvidos, das vsceras e de zonas do crebro que se relacionam com o
movimento.

cerebral - 1. (adj.) Que diz respeito ao --> crebro. 2. Tipo de pessoa
em que prevalece a actividade intelectual (v. --> tipologia). 

crebrO - Constitui a maior parte do --> encfalo humano e apresenta
dois hemisfrios (direito e esquerdo) unidos por um extenso feixe de
fibras nervosas - o corpo  caloso que desempenha um papel importante na
integrao das funes dos dois hemisfrios. O crebro  o responsvel
pelas actividades ditas superiores atribudas  ao homem. A sua
superfcie forma circunvolues e fissuras composta por milhares de
milhes de --> neurnios que representam o ponto mais elevado da
integrao  neuronal e constituem o -> crtex cerebral.  aqui que a -4
percepo tem lugar, a -@ memria  armazenada, os planos so
formulados e executados. O grande nmero  de circunvolues aumenta
significativamente a superfcie do crtex; animais com o crebro maior e
mais complexo apresentam crebros com muitas circunvolues. Sabe-se
hoje que actividades distintas como a audio, a viso e a fala esto
associadas a diferentes zonas ou lobos cerebrais (lobos: frontais,
parietais, temporais e occipitais  - um em cada hemisfrio).

cerebrotnico - Indivduo que segundo a --> tipologia de --> Sheldon
tem uma -> personalidade em que domina a actividade cerebral;  atento,
tem tendncia para o isolamento, esconde as suas atitudes e sentimentos.
Tem a constituio fsica  do --> ectomorfo.

Charcot, J. M. - Neurologista francs (Paris 1825 - Nivre 1893).
Conhecido como um grande mestre da neurologia francesa dos finais do
sc. xix, dedicou-se, tambm,  ao estudo e tratamento da --> histeria,
atribuindo a sua origem a um choque emocional. S. --> Freud, ao
efectuar um estgio (1885 -1886) no hospital de SaIptrire,  descobriu
o -> inconsciente ao contactar com a --@ hipnose e sugesto,
teraputicas usadas por Charcot, neste hospital, para o tratamento de
doentes histricos.

Chomsky, Noam - Linguista norte-americano (Filadlfia 1928-). Professor
no Massachusetts Institute of Teclinology. Aos 23 anos publicou os
primeiros artigos sobre  a estrutura lgica da linguagem. Em 1959
criticou publicamente o modelo -4 behaviorista de --> Skinner quanto ao
comportamento verbal. Skinner centrava-se nos elementos  repetitivos da
linguagem, procurando apenas identificar os princpios simples do
comportamento verbal, aplicando-lhe os princpios do -->
condicionamento operante.  Chomsky considera a complexidade como a
caracterstica central da linguagem; a criana dispe de um mecanismo
inato pr-programado para extrair do meio envolvente  a informao
necessria que conduz  aquisio de um sistema lingustico. Tudo isto 
inadmissvel para os behavioristas. A psicolingustica chomskiana deu um
grande  contributo para a teoria generativa da linguagem que considera
a relao entre o pensamento e a linguagem numa perspectiva muito amp a;
muitos dos seus conceitos  so hoje aceites pelos linguistas, tais como
a distino --> competncial--> desempenho. Envolveu-se tambm em
actividades polticas relacionadas com o Vietname,  com a poltica
externa dos EUA e com a liberdade civil. Das suas obras destacam-se:
Logical Syntax and Semantics (1955), Syntactic Structures (1957),
Aspects of  the Theory of Syntax (1965), KnowIedge of Language (1969),
Vietnam: How the Govertiment Become Wolves (1972).

choque - 1. Estado que deriva de uma situao inesperada. 2. Hipotermia
e baixa frequncia cardaca. 

ciberntica - Disciplina que se ocupa do controlo de mecanismos e dos
seus sistemas de -> comunicao (especialmente dos que envolvem ->
feedback), de transmisses  electrnicas nas mquinas e das conexes
nervosas nos seres vivos.

cicio - Defeito na fala que consiste em pronunciar o z como ss ou o s
como o som th.

ciclotmico - (adj.); tipo ciclotmico: Segundo a -> tipologia de ->
Kretschiner, as pessoas deste tipo tm, morfologicamente, tendncia para
engordar, so sociveis,  alegres e bem-dispostas. Segundo o mesmo
autor, poder haver eventualmente uma relao entre a ciclotimia e a
predisposio para a --> psicose -- > manco-depressiva.

ciese - Gravidez.

cintica - Estudo do movimento, por exemplo, do movimento muscular.

cinestesia - Movimento.

circadiano, ciclo - Tambm designado por ritmo circadiano.  o ritmo
biolgico que se verifica num perodo de cerca de 24 horas. Por exemplo:
ciclo --> viglia  -> sono.

circular, comportamento ou reaco - 1. -@ Comportamento que
desencadeia comportamentos semelhantes, por exemplo, o riso provoca o
riso. 2. Conceito utilizado  por --> Piaget para definir o exerccio de
repetio realizado pela criana no estdio -> sensrio-motor com a
finalidade de adquirir um novo conhecimento; por  exemplo: um beb ao
agitar as pernas por acaso, consegue tocar numa boneca suspensa no
bero, em seguida, ensaia movimentos at conseguir tocar novamente na
boneca.

circunvoluo - V. -@ crtex cerebral.

cito - (gr. Utos, cavidade) Clula, quando usado como prefixo.

citosttico - Medicamento destinado a impedir a proliferao de clulas
malignas e a destru-las, usado, por isso, no tratamento de certas
formas de cancro.

citogentica - Ramo da gentica (--> hereditariedade) que estuda os
-- > cromossomas e os -@ genes da clula.

citologia - Estudo da formao, estrutura e funo, assim como da
anatomia, fisiologia e qumica das clulas.

citotxico - Tudo o que  destrutivo para as clulas. Existem agentes
citotxicos que destroem clulas ou que inibem a sua multiplicao (cf.
-> citosttico).

Claparde, douard - Psiclogo suo (Genebra 1873 - id 1940)
considerado um pioneiro da psicologia -> cognitiva. Atravs das suas
investigaes tentou atribuir   psicologia uma base emprica e,
sobretudo, biolgica. Interessou-se pela --> psicofisiologia do -@
sono. Ao comparar a psicologia --> animal com a psicologia  humana,
encarou a --> inteligncia como uma funo activa de adaptao a
situaes novas, ao contrrio do -- > instinto (adaptao inata) e do
-> hbito (adaptao  adquirida). Das suas obras destacam-se: La
Qnestion du Sommeil (1912), L'Education Fonctionelle (1931), La Gense
de l'Hypothse (1933).

clssica, psicologia - (cf. filosofia) Disciplina filosfica baseada na
-> introspeco, na anlise de estados de esprito, de contedos da ->
conscincia que  durou sculos, at 1879, altura da emancipao da -->
psicologia como cincia com a fundao, por -> Wundt, do primeiro
laboratrio de psicologia.

clastomania - Tendncia patolgica para a destruio de objectos.

claustrofobia - Pnico de espaos fechados.

claustromania - Tendncia para o isolamento de um modo prolongado e
repetitivo.

cleptomania - Desordem mental caracterizada por um impulso
incontrolvel para roubar, sem haver necessidade material do objecto
roubado. O cleptmano precisa de  sentir a -> emoo do perigo
(lanamento de grande quantidade de --> adrenalina no sangue), tal como
acontece com as pessoas que tm o vcio do jogo.

cliente - Palavra usada com frequncia em psicologia clnica, em
substituio da palavra paciente. Deve-se a Carl --> Rogers, fundador
de uma -> pedagogia  e de uma --> terapia -@ no-directivas i.e.,
centradas na pessoa a quem se dirige essa pedagogia ou terapia.
climactrico - (adj.) 1. Perodo de vida considerado como idade
crtica. 2. Ano climactrico: cada um dos anos da vida, mltiplos de 7
ou de 9, que os Antigos denominavam crticos, sobretudo a idade de 63
anos, o grande climactrico (63  = 7 x 9).

climatrio - (s.) Perodo da vida correspondente  --> menopausa na
mulher e  -@ andropausa no homem.

clnica, psicologia - Ramo da psicologia que se dedica ao estudo e 
aplicao da psicologia a pessoas com distrbios emocionais ou
comportamentais (v. --> comportamento).  Consiste no --> diagnstico e
na --> terapia de anomalias do comportamento (v. -> anormal).

cloaca, teoria de - Teoria psicanaltica que explica a noo infantil
segundo a qual os bebs nascem atravs de nus.

cocana - Substncia txica extrada das folhas de coca com efeitos
semelhantes aos da -~@ anfetamina. S. -@ Freud, na obra ber Coca
(1884), estuda a sua origem, as suas propriedades antidepressivas e
estimulantes. (cf. crack).

cdigo gentico - Sequncia de genes existentes nos --> cromossomas
que caracteriza cada espcie e define o --> caritipo. Embora o cdigo
gentico seja caracterstico de uma espcie, exceptuam-se o sexo e as
mutaes genticas que se explicam por alteraes locais nesse cdigo
gentico. 

coeficiente de - correlao Coeficiente que indica o grau de relao
entre duas ou mais -> variveis. Por exemplo peso e altura. O mais
utilizado  o coeficiente  linear de Bravais Pearson, simbolizado pela
letra @<r que mede a dependncia entre as variveis x e y sob a forma
de um nmero compreendido entre - 1 e + 1. O coeficiente igual a [11
traduz urna correlao linear perfeita;  o coeficiente igual a [01 uma
correlao nula. Um coeficiente positivo descreve urna correlao
directa (as duas variveis tendem a crescer ou decrescer ao mesmo
tempo); um coeficiente negativo descreve uma correlao inversa (uma das
variveis tende a crescer, enquanto a outra decresce).

cognio - Conceito utilizado para designar comportamentos,
pensamentos, -> atitudes e crenas, conscientes nos indivduos. Cf. -->
dissonncia cognitiva.

cognio social -  um dos domnios mais importantes da psicologia -->
social em que os investigadores, atravs do mtodo experimental, estudam
o tratamento de  informaes individuais sobre o mundo social (pessoas,
grupos, relaes interpessoais e situaes).

cognitiva, psicologia - Corrente da psicologia contempornea que estuda
fenmenos ligados ao conhecimento humano como a --> linguagem, a -@
percepo, a --> ateno e a -> memria. Quando se deu o seu
aparecimento como teoria oposta  ao -@ behaviorismo, comeou por
chamar-se cognitivismo, designao que caiu em desuso. A ascenso da
psicologia cognitiva teve lugar na dcada de 1950 graas ao
desenvolvimento da informtica e ao aparecimento da psicologia do
processamento de --@ informao de C, Sharmon e W. Weaver (1948). Para
alm da informtica, esta  corrente, que representa uma das teorias mais
fecundas da psicologia, depende das contribuies da lingustica (v. N.
~-> Chomsky), fisiologia, --> psicopatologia,  psicologia --> clnica,
psicologia -~@ organizacional.

cognitiva, terapia -> Terapia criada por Aaron T. Beck, baseada na
crena que o modo como o indivduo estrutura e interpreta as suas
experincias determina a sua  disposio e, consequentemente, o seu --@
comportamento. Por exemplo, -> atitudes negativas conduziro a
comportamentos negativos. Esta teoria aparece tambm sob  a designao
de teoria comportamental cognitiva.

cognitivismo - V. --> cognitiva, psicologia.

cognitivo - (adj.) 1. Em sentido lato, que diz respeito ao ~->
conhecimento. 2. Termo usado em psicologia (v. --@ cognitiva,
psicologia e -> cognitiva, terapia). 

coito - Cpula (juno) no sentido sexual, acto sexual.

colectivo, teste --> Teste que pode ser aplicado a vrias pessoas em
simultneo.

colrico - Segundo a -@ caracterologia de Heyrnans - Le Senne  o tipo
psicolgico caracterizado como sendo emotivo, activo e primrio. V -->
humores, teoria dos.

colculo -> quadrigmios.

Columbia, Escala de Maturidade Mental de Teste individual para avaliar o
nvel de maturidade mental de crianas (3-12 anos) com problemas
motores, surdez ou -@  afasia. Este teste  constitudo por cartes em
srie, com figuras de animais, pessoas ou objectos facilmente
identificveis.  pedida  criana a indicao da figura  que est a
mais, ou seja, aquela cujas caractersticas no pertencem s do
conjunto das outras imagens.

coma - Estado patolgico (v. --> patologia) caracterizado por uma
suposta ausncia de -@ conscincia. O indivduo sob este estado
aparenta estar desligado do  mundo j que perde a maioria dos ->
reflexos. 

comatose Estado de -@ coma parcial ou total.

comparao social, teoria da - Teoria criada por L. --> Festinger, em
1954, segundo a qual todos os indivduos tm necessidade de
autoconhecimento e auto-avaliao das suas aptides, atitudes e
opinies. Na ausncia de um termo de  comparao objectivo, a soluo 
a comparao comoutros indivduos que se encontram mais prximos. Entre
as consequncias que derivam desta teoria, destaca-se a  -@ presso
para a uniformidade social que tem lugar nos -@ grupos.

comparada, psicologia - Ramo da psicologia que faz experincias com uma
classe de observados, aplicando as concluses a outra, por exemplo,
experimentar em animais  e concluir em relao ao homem. (V. --@
animal, psicologia).

compensao - Processo psicolgico que tem como objectivo
contrabalanar um --> complexo de inferioridade, causado por carncias
ou deficincias fsicas, reais  ou imaginadas. --> Aaller diz-nos que
a compensao  muitas vezes um mecanismo inconsciente que leva o
indivduo a comportamentos de luta pela superioridade ou  xito. Por
exemplo: Napoleo procurou a glria para compensar a sua pequena
estatura; os neurticos delirantes imaginam ser personagens fabulosas ou
extraordinrias.

competncia - Termo utilizado por N. --> Chomski para indicar o
sistema de princpios e estruturas inatos que utilizamos no uso da
lngua. A defesa da existncia  destes princpios inatos baseia-se no
facto de que as crianas das diversas partes do mundo aprendem lnguas
diferentes comeando sensivelmente na mesma idade e  passando pelas
mesmas fases de evoluo. Cf. -> desempenho.

complexo - Conjunto organizado de sentimentos e pensamentos
parcialmente ou totalmente inconscientes que fazem parte da -->
personalidade do indivduo. O termo  foi introduzido por C. G. -@ Jun@
para explicar tendncias inconscientes, originadas na infncia,
geralmente em torno de um objecto ou pessoa com forte significado  para
a criana, podendo desencadear comportamentos patolgicos. (V. complexos
de castrao, dipo, Electra.)

comportamental, terapia - Mtodo psicoteraputico que pretende, atravs
do --> condicionamento por reforo positivo ou negativo, alterar um
comportamento individual  considerado como aprendido mas inadaptado. Por
exemplo: -> fobia, -> agressividade, ti.que, -@ enurese.
comportamentalismo --> behaviorismo ou --> condutismo.

comportamentalista, psicologia - V. ~-@ behaviorista ou psicologia ->
condutista.

comportamento ou conduta - (ing. behaviour, americ. behavior). Termo
que designa a actividade global ou conjunto dos actos de um indivduo
perante uma situao  ou conjunto de --> estmulos, ou seja,  a
resposta que um organismo d, ou a sua reaco, perante a situao que a
suscita.

comunicao - Processo de transmisso e recepo de informaes,
mensagens, sinais ou cdigos, de um organismo para outro, mediante
palavras, gestos ou outros smbolos,  Para que haja comunicao, os
meios de transmisso tm de ser entendidos para ambos os organismos, o
emissor e o receptor. Este entendimento  garantido pelo uso  de um
cdigo. Contribuem para o estudo da comunicao, para alm da psicologia
social: as cincias da linguagem, a inteligncia artificial, a ~->
etologia,  a --> ergomomia, etc.

conceito - Construo mental que permite representar, atravs de uma
palavra ou expresso, uma classe de objectos ou de acontecimentos que
possuem propriedades  ou elementos comuns. A formao de conceitos como
resultado da maturao intelectual e do desenvolvimento da linguagem,
foi analisada por J. -> Piaget.

concretas, estdio das operaes - Na teoria de Jean -4 Piaget sobre o
desenvolvimento, este estdio prolonga-se aproximadamente dos sete aos
doze anos e  caracterizado  por um aumento de empatia, pelo comeo das
anlises lgicas, pela compreenso das relaes causa-efeito mais
complexas, por uma maturao do pensamento simblico  e pela compreenso
da propriedade transitiva.

condensao - Mecanismo inconsciente que permite acomular num s
elemento vrias representaes simblicas. A condensao foi estudada
por S. -> Freud como resultado  da -@ censura realizada pelo ->
superego no --> sonho.

condicionado, reflexo - (RC) ou resposta condicionada. Padro de
comportamento adquirido por animais ou pessoas atravs do -->
condicionamento.  um princpio  bsico para a explicao de muitos
fenmenos da -4 aprendizagem e -@ motivao. Enunciado pela primeira
vez pelo fisilogo russo 1. --> Pavlov a partir da seguinte
experincia: toca-se repetidamente uma campainha (estmulo condicional -
EC) antes que a carne (estmulo incondicional - EI) seja colocada na
boca do co para produzir,  atravs de uma fstula provocada na lngua,
a salivao (resposta ou reflexo incondicionado - RI) at que o som da
campainha cause salivava-o mesmo antes de o alimento  chegar a ser
apresentado (resposta ou reflexo condicionado - RO.

condicionamento - Conjunto de operaes efectuadas no animal, ou no
homem, em que se associam estmulos a reaces do organismo, e que
permitem adquirir um novo  padro de comportamento (-@ hbito). (Cf.
--> condicionamento clssico, instrumental e operante).

condicionamento clssico ou pavloviano. - Foi estudado por 1. ->
Pavlov, que o designou por actividade nervosa superior. Consiste no
emparelhamento de um estmulo  incondicional (EI) com um estmulo
condicional (EC), produzindo este ltimo, na sua apresentao separada,
um reflexo --> condicionado (RC) igual, ou, pelo menos,  semelhante ao
~-@ reflexo incondicionado (RI). As leis do condicionamento clssico
so: 1. extino - o organismo deixa de dar o RC, se se passar a
apresentar unicamente  o EQ 2. generalizao -  o aparecimento de um
RCI adquirido quando ao organismo  apresentado um EC2 semelhante ao
ECl; 3. discriminao -  um processo complementar  da generalizao -
consiste na deteco de caractersticas de um estmulo que, embora
semelhante ao EC, se distingue deste nalguns aspectos importantes, no
provocando  resposta.

condicionamento instrumental - Este mtodo de -> condicionamento
comeou por ser esboado por --> Thorndike no decorrer dos seus
trabalhos sobre --> aprendizagem  por tentativa e erro. A partir
destes, enunciou a lei do --> efeito, segundo a qual o comportamento 
regido pelas leis que procura. O comportamento (a resposta)  ento o
instrumento que permite a obteno de uma recompensa, da o nome
condicionamento instrumental.

condicionamento operante - Concebido por --> Skinner em 1938, este
mtodo de ~-> condicionamento  distinto do --> condicionamento
cItissico e foi efectuado a  partir do -> condicionamento instrumental
de -4 Thorndike, aprofundando-o. Neste, a resposta instrumental ou
operante  emitida no interior do organismo. Os operantes  so
fortalecidos pelo --> reforo, mas a sua aquisio pode exigir uma
moldagem inicial por aproximaes sucessivas. Na experincia de Skinner:
o animal (rato ou  pombo)  colocado numa caixa onde, ao mover-se,
acciona ocasionalmente uma alavanca. O nmero de vezes que o animal
acciona a alavanca serve para moldar a aquisio. Em seguida, o
experimentador coloca comida num dispositivo alimentar de modo a que,
quando o animal volta a accionar a alavanca, caia comida para o prato.
Pode impor-se  uma discriminao se s se der comida quando a alavanca
for accionada e quando acender uma luz. Deste modo, a resposta 
reforada se a luz estiver acesa e no o ser se estiver apagada. Em
consequncia, o animal  s acciona a alavanca quando a luz estiver
acesa. No condicionamento operante o animal tem de ser activo, o seu
comportamento s  reforado se ele agir. Ao contrrio  do que se passa
no condicionamento clssico em que o animal  passivo e apenas espera
pela apresentao do estmulo condicional e que a este se siga o
estmulo incondicional  (cf. -> condicionado, reflexo).

conduta - Termo usado como sinnimo de --> comportamento. No entanto,
em psicologia, refere-se mais precisamente ao conjunto de aces
determinadas por -> emoes  e -> motivaes que se distinguem das
actividades concomitantes observveis no organismo: os comportamentos.

condutismo -- > behaviorismo.

condutista, psicologia -- > behaviorista, psicologia.

conflito - Situao em que existem impulsos emotivos e motivacionais
contraditrios. Quando o sujeito se encontra neste caso  necessrio
fazer uma opo sem a  qual o conflito no se resolver, resultando numa
frustrao. N. E. Miller ao estudar o conflito como fonte de frustrao
descreveu as seguintes variedades: 1. atraco-atraco  - em que h que
optar por uma situao, dentro de duas atraentes; 2. repulsa-repulsa -
ambas as hipteses de escolha so indesejveis; 3. atraco-repulsa -
quando  existe uma motivao por dois impulsos opostos, na medida em que
as duas situaes apresentam aspectos positivos e negativos. V -> defesa
do Eu, mecanismos de.

conformismo - Atitude que a psicologia -> social distingue em: 1.
conformismo pblico ou concordncia o sujeito d o seu acordo apenas e@
consequncia da influncia  das normas sociais, sem estar convencido; 2.
conformismo privado, o sujeito discorda publicamente mas conforma-se em
privado convertendo-se s normas.

conforto pelo contacto --> Comportamento caracterizado pelo bem-estar
do beb recm-nascido quando em contacto fsico com a me.

confuso mental - Estado psquico patolgico caracterizado por falta de
memria, desorientao espacial e temporal. Trata-se, geralmente, de uma
situao temporria  causada por uma doena infecciosa, um choque
emocional, intoxicao ou traumatismo.

congnito - Todo o tipo de caracterstica presente num indivduo desde
a sua vida intra-uterina mas no necessariamente hereditrio.

conhecimento - Apreenso da realidade (objecto do conhecimento) por um
sujeito (de conhecimento).

conscincia - 1. Estado de -- > viglia, funo mental que inclui -->
sensaes, -> percepes e --> memria. 2. Em psicologia -> clssica, 
o objecto da -> introspeco.

consciente - 1. (adi.) Aquele que tem conscincia de... 2. (s.) Segundo
a -4 psicanlise, o consciente  o -@ ego.

consciente colectivo - Hiptese posta por filsofos do passado e
presente e por etologistas (v. --> etologia) contemporneos segundo a
qual existe um esprito colectivo que define um dado grupo ou povo
(cf. -4 inconsciente colectivo).

conselheiro de orientao - Psiclogo especializado em orientar pessoas
que necessitam de ajuda na compreenso e soluo de problemas de
adaptao ou escolha nas  reas educacional, social ou vocacional.

conservao, noo de - Segundo a nomenclatura de -4 Piaget, esta noo
desenvolve-se na criana no fim do estdio -> pr-operatrio (dos dois
aos sete anos).  Por exemplo, quanto  conservao do nmero, a criana
comea a entender que um dado nmero de objectos mantm-se o mesmo ainda
que a sua disposio seja alterada;  no estdio seguinte, o das
operaes -> concretas (dos sete aos doze anos), o indivduo j percebe
que um objecto conserva as suas propriedades originais como, por
exemplo, a sua massa ou o seu volume  mesmo quando sujeito a
determinadas transformaes.

construtivismo - Concepo criada por -> Piaget, segundo a qual as
estruturas da -> inteligncia para alm de inatas, so produto de uma
construo do indivduo,  decorrente da sua aco sobre o meio. Para
este autor a percepo constri-se a partir de fragmentos passageiros de
informao sensorial, sendo a percepo, mais do que uma resposta
directa a estmulos, uma construo  com base em operaes cognitivas e
afectivas.

contiguidade - Princpio enunciado por --> Guthrie (1930), segundo o
qual a ocorrncia de dois acontecimentos em simultneo ou em proximidade
temporal,  condio  para a sua associao na > aprendizagem.

contratransferncia - V. -- > transferncia.

controlo de comportamento - Segundo -> Skinner, o -> comportamento
depende de aspectos como o -> reforo e a estimulao. V. -->
condicionamento operante.

convergente, pensamento - Segundo -> Guilford,  o tipo de pensamento
que converge para uma resposta objectiva como, por exemplo, a deduo
lgico-matemtica (cf.  pensamento divergente).

converso - Termo introduzido por S. -> Freud para designar um
mecanismo psicopatolgico de defesa do --> Eu em que existe uma
transposio de um conflito psquico para sintomas fsicos (por exemplo:
paralisias ou --> mutismo).  o mecanismo bsico da -- > neurose
conhecida como -@ histeria de converso.

convulso - Contraco muscular involuntria e violenta.

coordenao motora - Associao do sistema sensorial com o sistema
motor (coordenao sensrio-motora) que origina movimentos harmoniosos
(coerentes). Tem sido  analisada pela psicologia -> gentica, na medida
em que est ligada ao desenvolvimento cognitivo. Investigaes recentes
demonstraram que existem, desde o nascimento,  estruturas nervosas que
regem simultaneamente as actividades motoras e as actividades
sensoriais: por exemplo, os --> quadrigmeos coordenam a -@ percepo
visual  com o movimento das mos. No entanto, o tipo de coordenaes
rudimentares observadas no recm-nascido esto apenas ligadas a uma
actividade reflexa e, por isso,  bastante distintas daquelas que ocorrem
mais tarde, dotadas j de finalidade prpria.

coprolalia - Excessivo uso de palavres.

copulao - V. --> coito.

cores, teoria da viso das - V. Yot4izg-Helinholtz, teoria de.

coronria, doena - Afeco das artrias coronrias, por exemplo, a
angina de peito ou o enfarte do miocrdio.

corpo celular - V. -> neurnio.

correlacional, psicologia - Termo utilizado por L. J. -> Cronbach como
sinnimo de psicologia --> diferencial.

crtex - Termo que em biologia  utilizado para referir a parte externa
de rgos animais ou vegetais e cuja estrutura  mais ou menos
concntrica. Como exemplos  referem-se -> crtex cerebral, crtex
lmbico, ou > crtex supra-renal. (v. -> supra-renais, glndulas).

crtex cerebral - Conjunto de ~4 massa cinzenta em forma de pregas
sinuosas, (as circunvolues), com a espessura de cerca de 3 mm e que
representa 46% do volume cerebral. Envolve todas as superfcies do -@
crebro, incluindo as que se encontram nas zonas profundas das fendas
designadas por fissuras e sulcos,  as quais, juntamente com as
circunvolues, conferem ao crebro a sua aparncia enrugada. Representa
o desenvolvimento evolutivo mais recente do --> sistema  nervoso e
constitui o centro neuronal que integra os processos mentais superiores
atribudos ao homem. Desenvolve-se a partir de estruturas nervosas
embrionrias  no quinto ms de vida intra-uterina.

cortical, rea - Regio do --> crtex cerebral delimitada de acordo
com a sua funo ou arquitectura celular. Por exemplo, reas de -->
Brodrnann, rea de -->  Broca, -> rea de Wernicke.

CPI - (ing.) Em portugus, -> Inventrio de personalidade da
California. Inventrio composto de vrias centenas de questes de
resposta alternativa, tendo como  objectivo a avaliao da integrao
social de um indivduo, a sua --> socializao. Este inventrio teve
como origem o -@ MMPI.

crack - (ing.) Preparao qumica  base de --> cocana, que se
destina a ser fumada. Este nome deve-se ao som produzido pelos seus
cristais ao estalarem com o  calor do cigarro aceso. Causa euforia
momentnea e o seu consumo repetido cria -> dependncia.

cranianos, nervos - V. --> nervos cranianos.

criana - Pessoa de idade entre a infncia e a -@ puberdade. Note-se
que o conceito de criana tem variado ao longo dos sculos, sendo ainda
hoje em dia, pelo  menos nos pases ocidentais, o criado pelo
romantismo. criana selvagem Victor, como foi chamado, foi uma criana
encontrada em 1797 perto de Aveyron, em estado  selvagem, tendo  volta
de sete anos de idade. Foi integrado na sociedade p mdico francs,
Jean-Marc-Gaslo pard Itard, graas a quem progrediu nos campos
intelectual,  verbal e social. Franois Truffaut, cineasta francs,
rodou em 1969 uma excelente pelcula sobre esta comovente histria,
L'Enfant Sauvage.

criatividade - (lit. acto de criar) Capa- cidade de encontrar solues
novas para um problema ou de produzir novidades nos domnios artstico
ou cientfico. 1.  Do ponto de vista psicolgico  um acto inteligente
(-> inteligncia) que requer concentrao e inspirao (v. -->
insight, > pensamento convergente e pensamento  -> divergente). 2. A ->
psicanlise diz-nos que a criatividade existe em todos os indivduos,
como uma espcie de dom universal, no entanto, as --> inibies sociais
impedem a sua manifestao.

crise - Manifestao temporria de uma ruptura no processo evolutivo
(cf. adolescncia e E. --> Erikson).

cromtico - (adj,) Que respeita a cores.

cromossoma - Termo utilizado pela primeira vez por Walcleyer em 1888
para nomear as estruturas coradas observadas ao microscpio ptico, no
ncleo de clulas durante  a sua diviso. Os cromossomas so os
responsveis pela continuidade das caractersticas existentes nos
organismos ao longo das sucessivas geraes (cf,--> hereditariedade)  e
 neles que est contida toda a informao que garante o funcionamento
de todas as clulas. A sua constituio assenta estruturalmente numa
molcula, o --@ ADN,  que se encontra envolta por protenas (bsicas).
A informao contida nos cromossomas resulta da ordenao sequencial de
uma enorme quantidade de subunidades de  informao, denominadas ->
genes: nos cromossomas est contida a informao gentica. Na espcie
humana existem 23 pares de cromossomas homlogos em todas as clulas
somticas (nas sexuais ou gmetas existem 23 cromossomas sem os seus
homlogos); o sexo  caracterizado por um par que na mulher  xx e no
homem xy.

Cronbach , Lee J. - Psiclogo norte-americano (Fresno, Califrnia
1916-) contribuiu para a criao da psicologia -> diferencial. Os seus
trabalhos concentram-se preferencialmente na --> fidelidade e -->
validade dos testes psicolgicos. Das suas obras destacam-se: EssentiaIs
of Psychological Testing (1949) e Educational Psychology (1954),

crnico - Que dura um longo perodo de tempo, por exemplo, -@ doena
crnica. (cf. --> agudo).

cubos, teste dos - Criado por S. C. Kohs (1920),  um teste que utiliza
cubos coloridos com os quais se constroem vrias figuras geomtricas num
tempo limitado.  Tem como objectivo avaliar a capacidade lgica e o
sentido de observao.

culpa, sentimento de - Para a psicanlise, este sentimento depende do
-> superego e est ligado a proibies morais que o infligem. 

culto - Cerimnia ou ritual religioso, baseado na venerao.

cultura - Conjunto de tradies (incluindo a lngua, regras sociais,
religio, valores morais e estticos que caracterizam uma sociedade) que
so transmitidas de  gerao em gerao. A cultura define, explica uma
civilizao. (V. -> aculturao). 

cunhagem - (ing. imprinting) Processo de -> aprendizagem, semelhante ao
da -- > vinculao, que ocorre logo no incio da vida. Foi estudado
pelo etologista K.  -> Lorenz, com gansos. Quando um ganso recm-nascido
 exposto, pela primeira vez, a uni estmulo em movimento, segui-lo-.
Se o ganso seguir o objecto durante cerca de dez minutos, estabelece-se
uma vinculao - fica cunhado, independemente de ser a me ou outro
objecto qualquer, por exemplo, um pato de  madeira.

curva normal ou de Gauss - Representao grfica de uma distribuio de
frequncias, sob a forma de um sino em que o ponto mais alto corresponde
 --> moda. 

dactilologia - Linguagem gestual utilizada pelos surdos-mudos.

daltonismo - Caso particular de cegueira para as cores em que o
encarnado  confundido com o verde. O nome deve-se a john Dalton que
sefria deste tipo de cegueira.  V. --> Horner, lei de.

Darwin, Charles Robert - Naturalista britnico (Shrewbury 1809 - Down
1882). O facto de ser oriundo de uma famlia de cientistas permitiu-lhe
contactar desde muito cedo com as teorias cientficas mais importantes
da sua poca, entre  elas as ideias transformistas de Lamarck (1809).
Convencido acerca da variabilidade adaptativa das espcies animais, a
partir das observaes feitas na sua viagem  de circum-navegao,
compara-a  variabilidade existente nos animais domsticos e nas plantas
cultivadas onde o homem criou novas raas, escolhendo como progenitores
espcies que possuem um carcter determinado. Influenciado pela leitura
da obra do economista Malthus, (1797) On the Principal  of Population,
que defende a existncia de uma concorrncia vital entre os indivduos e
as espcies existentes, levando  sobrevivncia dos mais aptos, publica,
em 1959, a sua obra fundamental The Origin of Species by Means of
Natural Selection onde expe finalmente as suas ideias evolucionistas,
rompendo com a tradio  fixista e criacionista em vigor na sua poca.
Nas suas obras ulteriores, The Descent of Man and in Relation to Sex
(1871) e The Expression of the Einotions in Man  and Aninials (1872),
admite a origem do homem a partir do animal, sustentando que a sociedade
humana e os valores morais sobre os quais  fundada, so produto da
evoluo e seleco naturais. (V. -> evolucionismo).

debilidade ou deficincia mental - Atraso intelectual que no permite
responder s exigncias do meio. O seu diagnstico faz-se a partir de
testes que medem o -->  QI. Para um certo nmero de casos em que existe
uma debilidade profunda (30 < Qi < 50), a sua causa  muitas vezes
orgnica; no caso da debilidade  ligeira (50 < Qi < 75), esta est
associada  transmisso gentica de inaptides intelectuais ou, o que 
mais comum, a um meio socioeconmico desfavorvel. Segundo -> Piaget o
dbil consegue muitas vezes atingir o estdio das operaes -- >
concretas mas nunca o estdio das operaes  -@ formais. 

dcalage - (fr. Descontinuidade). Segundo > Piaget  a repetio ou
reproduo do mesmo processo de aquisies em idades diferentes. Por
exemplo, a operao --@  concreta de -> conservao da matria
adquire-se dos 7 aos 8 anos, do peso entre os 9 e 10 anos e do volume
somente por volta dos 11 / 12 anos.

declnio mnsico - Diminuio das capacidades de -> memria que vo
afectando progressivamente o comportamento.

deduo - Raciocnio no qual a concluso  uma consequncia necessria
das premissas (cf, -> induo).

defesa do Eu, mecanismos de - Segundo a -> psicanlise, so mecanismos
inconscientes de resoluo de conflitos. V. converso, ->fantasia,
projeco,  racionalizao, --> recalcamento, -> regresso, -->
sublimao.

deficincia mental - V. -@ debilidade.

degenerescncia - Termo introduzido na linguagem psiquitrica por A.
Morel (1853), para designar a degradao progressiva da -- >
personalidade que se acentua  de gerao em gerao. 

dj vu - (fr.), sensao de Iluso que consiste em, perante uma
situao nova, julgar, com bastante certeza, j se ter vivido essa
situao (v. --> paramnsia).  H psiclogos que afirmam que esta
iluso d-se porque existem na situao presente dados semelhantes a de
outras j passadas; outros pensam que inconscientemente  registamos a
situao antes desta passar ao nvel da conscincia. (V. --@
inconsciente e consciente.)

delinquncia - Acto que consiste em cometer, geralmente, pequenos
delitos; fala-se muitas vezes da delinquncia juvenil, por exemplo, em
zonas habitacionais degradadas. 

delrio, ou delirium - (lat.) Distrbio do pensamento que faz tomar por
reais factos imaginados. Pode ter como origem uma doena infecciosa ou
intoxicao ( --  > alcoolismo, -> toxicodependncia, etc.). Por vezes,
torna-se crnico, causando graves perturbaes da -@ personalidade,
--> psicoses que se dividem em: 1. psicose  alucinatria crnica em que
a -> alucinao  o trao dominante da patologia; 2. -> parafrenia,
distinta da --> esquizofrenia, porque embora o paciente acredite  nas
suas ideias delirantes, no tem --> dissociao da personalidade e, por
isso, relaciona-se bem com o meio; 3. --@ parania que se caracteriza
por uma construo delirante coerente, particularmente bem
sistematizada, embora com juizos falsos acerca da  realidade.

delrio da perseguio -> psicose alucinatria (v. --> delrio) que
consiste em pensar que se est gravemente ameaado pelos outros.  um
dos sintomas de muitas  formas de -> esquizofrenia.

detirium tremens - (lat.) --@ Delrio alcolico caracterizado por um
estado de -> confuso mental com -> alucinaes terrveis (serpentes,
aranhas, etc.), agitao,  tremuras e/ou blackouts (ing. perodos de
perda de conscincia), podendo causar a morte se no for tratado a
tempo. Surge no alcolico crnico, geralmente, quando  este deixa
bruscamente de beber.

demncia ou dementia - (lat.) Perda de capacidades implicando uma
alterao nos hbitos de vida da pessoa que a sofre. As demncias
consideram-se actualmente como  perturbaes mentais orgnicas, i. e.,
causadas por factores orgnicos.

demncia alcolica - Ocorre em estados muito graves de alcoolismo
crnico (cf. -@ Korsakov, sindroma de).

demncia precoce - Termo utilizado antes de E. --> Bleuler o ter
substitudo por --> esquizofrenia.

demncia senil - Associada  terceira idade, acarretando perda
progressiva de capacidades (cf. -@, Alzheimer, doena de).

demofobia - (de dnios, povo em gr.) Pavor de multides.

demonopatia --> Delrio que tem como objecto demnios ou algo com eles
relacionado: inferno, ataques demonacos, etc. Est muitas vezes
associado aos sintomas da  --> histeria.

dendritos - Prolongamento do --> neurnio, frequentemente muito
ramificado, que recebe impulsos dos -> receptores e de outros neurnios,
conduzindo-os ao corpo  celular e ao axnio.

deontologia - V --> tica.

dependncia - 1. Tendncia para procurar proteco e ajuda, associada a
falta de capacidade de deciso, maturidade e autonomia. 2. Comportamento
resultante da -@  frustrao. Na criana est frequentemente ligada 
hipersensibilidade, representa um meio de evitar as frustraes para as
quais se tornou muito sensvel; procura  apoio e proteco num adulto, a
fim de poder retardar certas actividades autnomas: comer, vestir-se ou
dormir sozinha. 3. Estado psquico e, por vezes, tambm fsico  que
resulta do uso de certos --> psicotrpicos que conduzem o indivduo ao
seu consumo de forma contnua ou peridica, para reencontrar os efeitos
psquicos ou  evitar o mal-estar da sua privao.  considerado como um
dos elementos caractersticos da --> toxicodependncia.

depresso - Estado de abatimento e de --> melancolia causador de
sofrimento. Existem depresses reactivas, as que consistem numa reaco
mais forte, do que da  maior parte das pessoas, a acontecimentos
exteriores penosos e depresses endgenas que aparentam ter nascido
dentro do doente porque,  primeira vista, parece  no haver motivo
para sofrimento. V. --> dopamina

depressiva, neurose - Estado de depresso grave mas sem perda de
contacto com a realidade (cf. -> marolaco-depressiva, psicose).

Descartes, R. - Filsofo francs (La Haye 1596 - Estocolmo 1650) que
considerava como uma evidncia o conhecimento da nossa alma (objecto de
estudo da, hoje chamada,  Psicologia Clssica) e, por isso, mais fcil
de conhecer que o nosso corpo e que os corpos extensos. A alma, para
este filsofo,  sinnimo de razo ou pensamento  ou ainda de bom senso,
o qual, segundo ele,  universal. Se os behavioristas negam a
perspectiva cartesiana sobre o pensamento, o mesmo j no poder
dizer-se dos  adeptos da psicologia --> cognitiva.

desejo - Sentimento ou conscincia de que uma coisa ou condio
aliviar ou satisfar uma carncia ou necessidade. A sede, por exemplo,
 uma necessidade que conduz   satisfao, e o desejo de beber nasce
desta,  a conscincia de estar nesta situao.

desempenho - (ing- performance) Termo utilizado por N. --> Chomsky
para designar o objecto da psicolingustica, ou seja, o funcionamento
das regras da linguagem e as suas limitaes devido s insuficincias da
--> memria e do sistema  de tratamento cognitivo no indivduo que
adquiriu a -> competncia de uma lngua.

desenvolvimento, psicologia do Estudo do ciclo da vida, desde a infncia
at  velhice. Podem estudar-se aspectos especficos do desenvolvimento
tais como o desenvolvimento  da linguagem, da moral, da sociabilidade ou
dos processos cognitivos. O suo Jean -> Piaget (1896-1980)  o autor
da teoria mais conhecida sobre o desenvolvimento --@ cognitivo. Para
ele, a mente infantil estrutura-se de uma maneira  completamente
diferente da do adulto. Por exemplo, uma criana ao ver um objecto
mexer-se julga que tem vida e que o nome de um objecto est dentro desse
objecto.  Quando uma criana pergunta porqu  porque pensa que cada
coisa tem uma finalidade particular. 

desequilbrio - Segundo --> Piaget so os desequilibrios que provocam o
nosso desenvolvimento --> cognitivo, pela procura de novos equilbrios;
assim, por exemplo,  quando uma criana recebe do meio em que est
inserida informaes inesperadas d-se um desequilbrio mas, graas a
ele, a criana adquire novos conceitos.

desinibio - Supresso temporria de uma -@ inibio por aco de um
--> estmulo que pode ser a administrao de certos medicamentos (-->
ansi()lti54 cos, --> antidepressivos, etc.), ou factores ambientais
agradveis. 

deslocamento - Em --> psicanlise  o processo que preside a todas as
formaes do -> inconsciente e atravs do qual uma --> pulso 
transferida do seu verdadeiro  objecto para um elemento substitutivo, o
que permite reduzir a tenso (v. -> sublimao). Este mecanismo pode
explicar os sintomas neurticos ou actividades de  -> desvio mas tambm
casos de observao corrente: um pai de famlia que reprimido pelo seu
chefe, quando regressa a casa, ralha com a mulher ou filho.  tambm  um
mecanismo resultante da -.> censura realizada pelo ~-> superego no -->
sonho (v. --> sonhos, interpretao freudiana dos).

despersonalizao - Perda da conscincia da identidade ou realidade
pessoal ou, ainda, perda da conscincia da identidade em relao aos
outros (cf- -> dissociao).

destreza - Habilidade motora que permite agir com preciso. desvio,
actividades de Comportamento de substituio explicado pelo mecanismo de
-4 deslocamento, como  roer as unhas, obsesso pela limpeza, etc. No
animal foram mencionadas pelos etlogos (v. --> etologia), entre os
quais -> Tinbergen que descreveu a seguinte experincia:  uma gaivota,
motivada para chocar os ovos, encontra o lugar do choco j ocupado, o
que faz com que esta oferea ao animal ocupante materiais de
nidificao. Saliente-se,  ainda, que certas ritualizaes prprias de
uma espcie, ou de determinados grupos humanos, manifestam este tipo de
actividades.

desvio padro - Designao introduzida por K. Pearson e utilizada em
--> estatstica como medida de disperso ou amplitude dos resultados,
em torno do valor central  de uma distribuio de frequncias. Constitui
a mdia aritmtica dos quadrados dos desvios individuais em relao 
--> mdia. Corresponde  raiz quadrada da -4  va

detector de mentiras - Aparelho complexo, tambm designado por
polgrafo que pretende medir os efeitos fisiolgicos das emoes
associadas a determinadas situaes.  Sugerido pela primeira vez por
Hugo Munsterberg (1863-1916), para ser aplicado no domnio da psicologia
-> forense, mediante o controlo da presso arterial, pode  tambm medir
a resistncia elctrica da pele (reflexo psicogalvnico): quando uma
pessoa est ansiosa ou com medo, a pele fica mais hmida em consequncia
da segregao  das glndulas sudorparas, o que conduz a uma diminuio
da resistncia elctrica. Os resultados obtidos so considerados,
habitualmente, imperfeitos.

determinsmo psquico - Expresso utilizada por S. --> Freud para
refutar as teorias sobre faculdades e tipos psicolgicos que sustentavam
o carcter genrico,  no homem, das caractersticas e traos
predominantes do comportamento. Freud salientou que o comportamento
humano resulta de --> motivaes determinantes (cf. -~@  tipologia). 

Dewey, J. - Filsofo, pedagogo e psiclogo norte-americano (Berlington
1859 - Nova lorque 1952). juntamente com C. Peirce e W. --> lames, foi
um dos fundadores do pragmatismo americano. Em 1896, com a publicao do
artigo 0 Arco Reflexo  na Psicologia, na Psychological Review, lana
os princpios do --@ funcionalismo em psicologia. Propunha uma viso do
comportamento que considerava o corpo e os  estados psquicos, por
exemplo a -> conscincia, como inseparveis, ao contrrio dos psiclogos
que tinham adoptado o modelo fisiolgico. O funcionalismo adquiriu
grande receptividade nos meios acadmicos norte-americanos; para alm de
recorrer a mtodos como -> questiondrios, --> testes mentais ou
observao directa, as  bases pragmticas desta perspectiva levaram a
que o seu mbito de estudo se alargasse, entre outros, ao das crianas.
Alis, de acordo com estes princpios Dewey,  a partir de 1894, passou a
dedicar-se aos problemas da educao. 

dextro - lit. Direito, por oposio a esquerdo. Que tem a ver com o
lado direito e, por extenso, aquele que usa com mais facilidade a mo
direita, ou seja, que  no  canhoto (cf. ambidextro ou ambidestro,
aquele que se serve de ambas as mos com igual -> destreza ou
facilidade).

diacrnico - Algo que se constri ao longo de uma evoluo temporal.

diagnstico - lit., Penetrar no conhecimento, portanto, compreender.
Clinicamente, todo o processo usado pelo mdico ou pelo psiclogo na
descoberta e compreenso  - conhecimento da doena ou do distrbio do
seu paciente.

distole - Distenso do msculo cardaco.

diastlico - (adj.) Que diz respeito  distole (v. -@ hipertenso
arterial).

didctica - Cincia que estuda os mtodos e as prticas pedaggicas.
Desde a dcada de 1960, no mbito das reflexes organizadas em torno das
cincias de educao,  estabeleceu-se distinguir didctica de ->
pedagogia, passando a considerar-se a didctica como uma cincia
autnoma, cuja teorizao, essencialmente epistemolgica  e psicolgica,
pode estar na base de prticas pedaggicas.

diencfalo - Parte do > SNC constitudo por um grupo central de ncleos
nervosos situados acima do --@ tronco cerebral, escondidos pelos ->
hemisfrios  cerebrais e que inclui o ~-> tlamo e o -> hipotlamo.

dieta - 1. lit. Alimento ou bebida, 2. Dietas com um fim especfico: de
emagrecimento; de aumento de peso; para baixar o nvel de colesterol
total; dietas para  diabticos, etc. 

diferencial, psicologia - Estudo das diferenas individuais ou de
grupo, sobretudo relativas  -> inteligncia e  -> personalidade,
relacionando-as com os factores da -> hereditariedade e do meio. Este
mbito da psicologia surge em 1957, com o estudo de L. J. -->
Croribach: The Two Disciplines of Scientific Psychology, onde distingue
a psicologia -> experimental da psicologia correlacional (nome dado por
este autor  psicologia  diferencial). 

diplide, clula - Clula que possui pares de --> cromossomas
homlogos (2n). No homem, todas as clulas so diplides (com 23 pares
de cromossomas) com excepo  das sexuais que so --> haplides. 

diplopia -> viso dupla. 

dipsomania - Tendncia irresistivel para ingerir bebidas alcolicas. O
dipsmano distingue-se do alcolico porque luta ansiosamente contra este
impulso. 

directiva, terapia - Que leva (dirige) o paciente a mudar o seu ->
comportamento, por exemplo, pela hipnose, como fez S. --> Freud.

disbasia - Alterao do equilbrio associado a perturbaes na marcha e
dificuldade em manter-se de p. 

discriminao - 1. Separao, por exemplo, a discriminao racial. 2.
Entre estmulos (percepo da diferena entre dois ou mais) presente
tanto no condicionamento  clssico como no condicionamento operante. 

discromotpsia ou dicromatismo - Deficincia na viso das cores, em que
s as duas cores primrias so reconhecidas (cf. --> acromatpsia e
--> cegueira para  as cores).

disfasia - Alterao e atraso da linguagem observados em crianas.

dslexia - Incapacidade na aprendizagem da leitura verificada nalgumas
crianas, nas quais no  diagnosticada qualquer deficincia ou problema
emocional grave;  tambm  conhecida por cegueira de palavras ou
estreptosimbolia (troca de smbolos). Embora no sejam conhecidas as
suas causas, muitos psiclogos educacionais, atribuem-na a uma m
organizao espacial (dificuldade  em distinguir esquerdo e direito) ou
a problemas afectivos. Figuras conhecidas como Einstein e Nelson
Rockfeller foram atingidas por este sndroma e descreveram  as
dificuldades que sofreram na escola. Em matemtica, por exemplo, pode
pedir-se  criana para somar 152 com 223, s que ela l 251 e 322 sem
se dar conta da inverso; do mesmo modo, na escrita assim pode passar
a missa (cf. --> disortografia).

dismetria - Descoordenao motora que pode ser devida a leses no ~->
cerebelo e que se caracteriza pela brusquido e falta de preciso dos
movimentos.

dismnsia - Forma de -@ amnsia com sintomas pouco acentuados.
dismorfofobla Preocupao exagerada ou crena obcessiva em ter um
aspecto disforme, na totalidade  ou numa parte do corpo. Surge na ~-@
puberdade devido  dificuldade em aceitar as alteraes corporais
prprias deste perodo.

disortografia - Dificuldade na aprendizagem da ortografia,
caracterizada pela confuso entre letras pouco diferentes, quer pelo seu
grafismo (n e m, p e q), quer  pela sua fontica (v e f). Est muitas
vezes associada  --> disledisplstico Segundo a -> tipologia de ->
Kretschmer,  um indivduo cujo tipo fsico rene as  caractersticas
pertencentes s dos: -> atltico, -> leptossmico e -> plcnico.

dispraxia - Perturbao na -- > coordenao motora associada a falta
de harmonia gestual.

dispneia - Dificuldade em respirar, normalmente associada a doena
cardaca ou pulmonar.

dissociao - Diviso da --> personalidade, em que existe uma parte
que funciona como outra pessoa, fora do controlo consciente e
voluntrio.  um dos sintomas da --@ esquizofrenia aparecendo na
linguagem comum sob a designao de dupla personalidade.

dissonncia cognitiva - Teoria enunciada por L. --> Festinger, em
1957, que entende a existncia simultnea de cognies que no se
ajustam entre si, isto , em  que a presena de uma -- > cognio
implica a existncia do seu contrrio. Por exemplo, acreditar que fumar
causa cancro pulmonar e, mesmo assim, fumar dois maos  por dia (cf.
princpio da reduo da -@ dissonncia cognitiva).

dissonncia cognitiva, princpio da reduo da - Definido por L. ->
Festinger (1957), como a necessidade de um indivduo em encontrar
consonncia entre as diversas cognies que dizem respeito ao mesmo
objecto. Existe uma tendncia  para reduzir a --> dissonncia
cognitiva, uma vez que esta  psicologicamente desconfortvel.

distribuio de frequncias - Tabela que indica o nmero de casos
observados em cada um dos intervalos sucessivos de uma --> varivel.

divergente, pensamento Que produz uma variedade de respostas perante uma
situao. Costuma dizer-se que este tipo de pensamento  directamente
responsvel pela -->  criatividade e pelo --> insight (cf. ->
convergente, pensamento).

DNA - (ing.) V. -@ ADN.

docimologia - (do gr, dokim, prova, logos, cincia) Termo proposto por
H. Piron e H. Laugier (1922) para designar a cincia dos exames, ao
porem em evidncia  as diferenas que existem entre as notas atribudas,
por dois ou mais examinadores, a uma mesma prova. Inicialmente limitada
 anlise sistemtica dos exames, estende-se  hoje ao estudo dos
sistemas de notao e do comportamento dos examinadores e examinados
(Landsheere). Os trabalhos de Benjamin Bloorn, da Universidade de
Chicago,  contriburam para a aceitao desta cincia, pelo sentido que
deram aos objectivos da educao e da avaliao.

doente - Aquele que sofre de uma enfermidade, i. e., de um distrbio
dos rgos, dos sistemas ou das funes do organismo (cf. -->
paciente).

dolicocfalo - Indivduo com o cramo alongado: dimetro
antero-posterior sensivelmente maior do que o transversal.

dominncia cerebral - Noo segundo a qual existe uma tendncia para um
dos -> hemisfrios cerebrais ser mais importante do que o outro (cf.
--> late~ rolidade).

dominante, gene -@ Gene que se manifesta sempre fenotipicamente (v.
--> fentipo) desde que esteja presente. Assim, embora o --> genotipo
possa apresentar o gene  horrilogo diferente, este ltimo no se
manifesta pois o outro domina. O gene que est presente e no se
manifesta fenotipicamente denomina-se gene recessivo. O  gene recessivo
 aquele que s se manifesta fenotipicamente quando o gene homlogo 
igual, ou seja, quando s ele est presente. 

domnio, necessidade de - Segundo Henry -@ Murray, necessidade de
dominar os outros.

dopamina --> neuroniediador qumico formado a partir da tirosina (v.
--> supra-renais, glndulas). Est implicado no desencadeamento e
execuo de movimentos voluntrios,  para alm dos ajustamentos
posturais com eles relacionados. Intervm tambm na gnese de
comportamentos complexos que envolvem as -> emoes. Estudos recentes
demonstraram que desempenha um papel importante na gnese de alteraes
sensrio-motoras que esto presentes na --> esquizofrenia, certas
formas de -->  depresso, psicose --> manaco-depressiva e -- >
neurastenia.

dor - Experincia sensorial desagradvel que provoca reaces de
defesa.  um sinal, um meio de alerta do organismo. A sensao dolorosa,
durante muito tempo considerada  como algo de exclusivamente sensorial,
pode ser actualmente entendida como resultado de uma interaco de
factores culturais ligados  educao (--> ateno, ->  ansiedade,
sugesto, etc.) com factores sensoriais.  possvel aprender a controlar
a dor, por exemplo: o mtodo psicoprofilctico que ensina s mulheres
grvidas  o parto sem dor. (Cf. --> endorfina.)

Dora - Pseudnimo de uma jovem histrica analisada por S. --> Freud.
Este caso foi relatado em Um Caso de Histeria (1905). Trata da questo
da funo traumtica  da -> sexualidade na -4 histeria.

dosagem - Regulao das-> doses.

dose - 1. Quantidade de um medicamento que se deve tomar de cada vez.
2. Proporo fixa das substncias que entram numa composio qumica,
farmacutica, por exemplo.

Down, sndroma de --> mongolismo.

droga - Substncia -> psicotrpica susceptvel de alterar os estados
de conscincia e o comportamento. As drogas podem classificar-se em:
duras, criam --> toxicodependncia (-> crack, -- > herona, -- >
morfina, -> anfetamina e barbitricos); drogas leves, lcool, ->
cannabis, -@ tabaco, utilizadas como estimulantes  para actividades
intelectuais ou recreativas, usadas ocasionalmente ou regularmente, sem
consequncias pessoais e sociais graves, embora como  o caso do tabaco
e do lcool, possam criar --> dependncia fsica e prejudicar a sade.
Saliente-se que esta distin o no corresponde nem s classificaes
farmacolgicas nem  s legais, nem to-pouco  um critrio objectivo
para agrupar estas substncias, apenas se refere a uma certa realidade:
por exemplo, a herona e a morfina so muito mais nocivas que o cannabis
(cf. -@ psicotrpico).

dromomania - impulso incontrolvel para viajar.

dupla personalidade - Designao comum para -> dissociao.

durao de vida - (ing., life span) Tempo de durao da vida de um -->
organismo ou de uma espcie.

Ebbinghaus, Hermann - Psiclogo alemo (Duppertal 1850 - Halle 1909).
Notabilizou-se pelos estudos realizados sobre a --> memria. Criou um
procedimento experimental  que consistia na memorizao de materiais
verbais no relacionados e no teste da recordao desses mesmos
materiais, utilizando slabas sem significado como, por  exemplo, zuf ou
dac, para evitar qualquer interferncia facilitadora do processo de -->
aprendizagem. Partindo do princpio de que as suas slabas no tinham
qualquer  significado, admitia que toda e qualquer associao entre elas
era original e reveladora das leis da aprendizagem associativa na sua
forma mais pura. Muitos dos  resultados dos seus trabalhos esto
ultrapassados, mas outros chegaram aos nossos dias, como  o caso da
curva de -@ esquecimento. Antecipou tambm as noes de  memria a
curto prazo e memria a longo prazo. Da sua obra destacam-se: Acerca da
Memria (1885) e Fundamentos da Psicologia (1908). 

ECG -> electrocardiograma. 

ecmnsia - Incapacidade para recordar acontecimentos recentes associada
a um eclodir excessivo de --> memria em relao ao passado. As crises
ecmnsicas podem  ocorrer na -@ histeria, no decorrer da -@ hipnose e
em certas -> demncias senis (em que pode surgir uma irrupo do passado
com caractersticas alucinatrias). Acontece tambm sob a aco de
certos -> psicotrpicos que mudam  o estado de conscincia como, por
exemplo, o cido lisrgico (-@ LSD). cf. --> amnsia.

ecollia - 1. -@ Mania compulsiva de repetir o que outros disseram. 2.
Um dos sintomas de -> autismo. Neste caso, as palavras repetidas no so
necessariamente  a cpia do que outros disseram.

ecologia comportamental - Ramo da ecologia que se dedica ao estudo das
 consequncias funcionais da seleco natural no comportamento.
Relacionado com o --> neodarwinisino, foi fundada em 1978, por N. B.
Davis e J. Krebs, na obra Behavioural  Ecology, and an Evolution
Approach. 

ectomorfo - Tipo morfolgico proposto por -- > Sheldom para
caracterizar um indivduo magro, com membros longos, de aspecto delicado
e frgil, em que domina o  sistema nervoso. Est muito prximo do >
leptossmico classificado por --> Kretschmer. A sua -@ personalidade 
a do -> cerebrotnico, ou seja, tem tendncia  para o isolamento,
esconde as suas atitudes e sentimentos,  atento.

dipo, complexo de - Segundo Freud, surge durante a fase -@ flica
que, no rapaz se caracteriza por grande atraco pela me e sentimentos
ambivalentes em relao  ao pai (identifica-se com este, que se torna o
seu ideal mas por outro lado, considera-o um rival). Desaparece, na
maioria dos casos, quando surge o complexo do  --> castrao,
consequncia do medo de punio do incesto. Cf. complexo de -->
Electra e complexo de -@ focasto.

educao - Educar significa conduzir a - do latim e(x) - ducere; da,
educao ser lit. o acto de <,levar algum, normalmente a criana, a
atingir determinados objectivos. 

educao especial - Conjunto de prticas educativas destinado a
crianas e adolescentes atpicos (com deficincias mentais ou
sensoriais, ou com capacidades superiores s normais) que exige
currculos diferentes daqueles que esto em vigor.

educacional, psicologia - Ramo da psicologia --> aplicada que estuda:
1. as interaces que se estabelecem entre o indivduo e as situaes de
educao; 2. os estados psicolgicos resultantes da aco educativa; 3.
a influncia das variveis intervenientes no processo educativo.

EEG --> electroencefalograma.

efeito, lei do - Lei da -@ aprendizagem por -> condicionamento
instrumental, enunciada por-> Thorndike, em 1899. Afirma que a relao
estmulo - resposta (E-R)   fortalecida se for seguida de satisfao, e
enfraquecida, se for seguida de punio. A ltima parte da lei foi
minimizada por falta de confirmaes experimentais  sendo, mais tarde,
substituda pela noo de extino.

eferente - Que conduz de dentro para fora ou do centro para a periferia.
V. --> neurnio e -> sistema nervoso perifrico.

Egas Moniz - V. --> Moniz Egas, 

ego - (Palavra latina para Eu) O Ego , segundo --> Freud, a instncia
reguladora das tendncias instintivas (@,. -> instinto) quando em
confronto com a realidade cultural em que a pessoa se insere. O ego
rege-se pelo princpio da realidade que procura concilian, tendncias
pessoais  e a presso socio-cultural, tentando assim evitar, a um tempo,
a punio externa e interna (a autoculpabilizao) criando mecanismos de
defesa, por exemplo, ->  fantasia. Cf. id. e --> superego. V ->
tpica.

egocentrsmo - O egocentrismo (no confundir com -> egoismo) consiste
em preocupar-se muito consigo mesmo. Normal nas crianas, que acreditam
que os outros vem o mundo exactamente da mesma maneira que elas
poder ser uma --> patologia  no adulto.

egosmo - Preocupao excessiva consigo prprio em detrimento dos
outros. (Contrrio de --> altrusmo).

egotismo - Tendncia para uma pessoa considerar-se melhor que os
outros.

ejaculao precoce - Ejaculao que acontece cedo de mais em relao
ao1 parceiro(a) com quem se tem o acto sexual e, da, a no satisfao
total dele(a).

Electra, complexo de - complexo equivalente ao de --@ dipo mas para
as raparigas. Segundo -> Freud esta situao surge com o complexo de
--> castrao, ao contrrio  do que acontece com os rapazes,

electrocardiograma - (ECG) Registo da actividade do potencial elctrico
do batimento -> cardaco. Serve para detectar doenas do corao e das
artrias coronrias  (v. --> coronrio) e tem aplicao em Psicologia
no domnio do -> condicionamento e das --> emoes.

electrochoque - Mtodo de tratamento de distrbios mentais atravs da
aplicao de uma corrente elctrica sobre o -> encfalo, produzindo uma
crise de --> epilepsia  generalizada. 

electroencefalograma - (EEG) Tcnica de explorao da actividade
elctrica do --> crebro, atravs da amplificao e registo das
variaes de potencial elctrico  recolhidas por elctrodos colocados na
superfcie do couro cabeludo. Fundamental no diagnstico da morte
cerebral, utiliza-se tambm para diagnosticar a -@ epilepsia  e
patologias ligadas a distrbios do --> sono.

Elpenor - sndroma de Estado crepuscular acompanhado de desorientao
espacial e -> confuso mental que se d a seguir a um sono profundo
(geralmente provocado  pelo excesso de lcool ou pela aco de
medicamentos hipnticos). Foi descrito por M. Logre (1936) que lhe deu
este nome, evocando o marinheiro de Ulisses que morreu  ao cair, durante
o sono, do telhado da casa de Circeu.

emasculao - O mesmo que castrao (operao que consiste em retirar
os testculos).

embrio - Fase do desenvolvimento que, no ser humano, se estende desde
o tempo da concepo at ao 3. ms de gestao de vida intra-uterina.

emissor - Aquele que emite uma mensagem.

emoo - Reaco intensa acompanhada de manifestaes fisiolgicas e
psicolgicas (v. sistema -- > lmbico). O senso comum e a maior parte
das teorias psicolgicas  que explicam as emoes, afirmam que as
expresses corporais (por exemplo, contraces faciais) se seguem s
emoes (medo, alegria, etc.). A teoria das -@ emoes  de JamesLonge
estabelece a seguinte sequncia: -4 percepo - expresses corporais
emoo, o que contraria a maioria das teorias psicolgicas da emoo.

emoes de James-Lange, teoria das -Teoria proposta por W. --> James e
C, Lange (1890), segundo a qual a --> emoo  experimentada pela
tomada de conscincia  da nossa prpria resposta  situao activa de
medo ou clera. Ao vermos um animal perigoso (--> percepo),
desencadeia-se uma resposta corporal (fugir, acelerao  do ritmo
cardaco) seguindo-se a tomada de conscincia desta resposta, a emoo
(neste caso, o medo).

empatia - Reciprocidade afectiva ou intelectual, compreenso mtua
fundamental para a criao de laos de amizade ou de amor. Para certos
psicanalistas  uma condio  importante para que se estabelea a
relao entre o paciente e o analista. A psicologia -> diferencial
utiliza -> questionrios, que atravs da > anlise factorial pretendem
avaliar vrias dimenses de empatia entre indivduos diferentes. Neste
sentido,  a reaco emptica  considerada como o resultado de uma
conduta suscitada por um indivduo que induz o outro numa atitude de
aceitao, de compreenso.

emprica, psicologia - Como o prprio nome indica, uma psicologia
emprica (baseada nos sentidos - v. --> empirismo) no  uma cincia
(Psicologia Cientfica)  embora lhe possa servir de base.  uma
psicologia do senso comum. Este pode acertar mas no  cientfico,
falta-lhe um -4 mtodo, por exemplo, o experimental.

empirismo - Filosofia que afirma que todos os nossos conhecimentos tm
como origem a -> experincia dos -> sentidos e, por extenso, a
experincia de vida.

empresarial, psicologia - V. -@ organizacional, psicologia.

encfalo - Parte do SNC situado na caixa craniana. O encfalo 
constitudo por: --> crebro (-> crtex cerebral), --> cerebelo e -@
tronco cerebral. O seu peso mdio  de 1350 g no homem e 1250 g na
mulher. O encfalo provm do desenvolvimento de 5 vesculas cerebrais
primitivas:  telencfalo, diencfalo, mesencfalo, metencfalo e
mielencfalo (esta terminologia  tambm utilizada para referir
diferentes zonas do encfalo).

enculturao - V -> socializao.

endo- - pref. que designa interno (cf. -> exo).

endcrino, sistema Conjunto formado pelas --> glndulas endcrinas que
segregam para o sangue as --> hormonas. As hormonas so mensageiros que
permitem s clulas  comunicarem a longas distncias, transmitindo um
sinal s clulas alvo (que possuem receptores especficos). A secreo
no sangue  regulada pelo mecanismo de retrocontrolo,  ou seja, a sua
libertao induz directa ou indirectamente a libertao de outra
substncia que, por sua vez, inibe a secreo da primeira, fechando um
ciclo, garantindo  um equilbrio hormonal e impedindo situaes de
ruptura irreversveis. O sistema endcrino, como todas as clulas de um
organismo vivo, no  um sistema isolado,  dando respostas em funo de
sinais vindos do meio externo e interno ao organismo. Assim, o estado de
esprito de um indivduo, a sua condio fsica, so um todo,  do qual
este sistema faz parte e em funo do qual responde. V. sistema -->
hipotalmico-hipofisrio.

endomorfina - V --> endorfina.

endomorfo - tipo morfolgico proposto por -4 Sheldon para caracterizar
um indivduo cujo aparelho digestivo est especialmente desenvolvido e
tem o corpo gordo.  Corresponde ao tipo --> pcnico de --> Kretschmer.
A sua --> personalidade  a do -> viscerotnico, i. e.,  socivel,
tem bom humor e gosta de boa comida.

endorfina ou endomorfina - Substncia natural endgena sintetizada no
--> SNc e em certos rgos perifricos com efeitos semelhantes aos da
-> morfina e codena. Desempenha um papel regulador na percepo da -@
dor, -> stress, temperatura corporal, comportamento alimentar, -> sono,
sistema cardiovascular, -@ emoo,  -> aprendizagem e --@ memria. Por
exemplo, pode inibir a aprendizagem por diminuio da emoo e -4
motivao necessrias. No exerccio fsico, parto e stress dos exames,
verifica-se o aumento da sua concentrao no sangue.

enissofobia - Medo exagerado de ser alvo de crticas.

entrevista Mtodo de -> observao que consiste numa conversa entre um
entrevistador e um entrevistado para obter deste ltimo informa es que
podem ser utilizadas  com os seguintes fins: 1. diagnstico - com o
objectivo de identificar sintomas patolgicos (realizado por psiclogos
clnicos ou psiquiatras) ou para seleccionar  candidatos a um lugar
(realizado por tcnicos de entrevista); 2. teraputico em que o
psiclogo ou psiquiatra pretende modificar o comportamento patolgico do
paciente;  3. realizao de um estudo - em que a entrevista  requerida
pelo entrevistador (psiclogo ou no). De acordo com o objectivo da
entrevista, diversas metodologias  so possveis: controlo do contedo,
da extenso e da forma da resposta (questes fechadas); ausncia de
controlo (muitas vezes impraticvel) dos trs termos, contedo,
extenso e forma (entrevista no-directiva); o entrevistador conhece
todos os temas sobre os quais tem de obter respostas do inquirido, mas a
ordem e a forma como  as ir introduzir so deixadas ao critrio do
entrevistador, sendo apenas fixada uma orientao para o incio da
entrevista (entrevista semidirectiva). No caso das  entrevistas de
estudo faz-se um tratamento estatstico dos dados obtidos de muitas
entrevistas, a fim de os analisar e interpretar.

enurese - Emisso involuntria de urina (incontinncia urinria)
durante o sono, em adultos ou em crianas a partir dos trs anos. Tem
como causa, geralmente, problemas  de ordem afectiva.

epilepsia - Doena no -> SNC caracterizada por manifestaes
convulsivas, com etiologias diversas: traumticas, infecciosas
(encefalites), tumores, etc.

equilibrao - Sempre que, num acto de inteligncia, a -- >
assimilao e a --> acomodao estejam em equilbrio, d-se, segundo
--> Piaget, a equilibrao.

ereco - Passagem de um rgo a um estado rgido, por exemplo, a
ereco do pnis. 

ergofobia - Excessivo pavor do trabalho.

ergonomia - Disciplina que, a partir do estudo das condies fsicas e
psquicas dos locais de trabalho, concebe mobilirios ou equipamentos
que para alm de prevenirem  os acidentes, tornam o ambiente mais cmodo
e agradvel, com melhores condies de sonoridade e luminosidade, m
quinas mais fceis de utilizar.

ergoterapia - Mtodo de aprendizagem e prtica de tcnicas destinados a
deficientes motores ou deficientes mentais. Baseia-se num esforo de
aprendizagem. Cf, -> ocupacional, Terapia.

Erikson, Erik Homburger - Psicanalista norte-americano de origem alem
(Frankfurt 1902 - Harvard 1974). Iniciou a sua vida profissional como
professor de Artes  Plsticas numa escola de Viena de ustria fundada
por Anna -> Freud que o encorajou a estudar psicanlise na Sociedade
Psicanaltica de Viena. Em 1933, emigrou para  os EUA onde se tornou o
primeiro psicanalista de crianas em Boston. A partir de ento, comeou
a desenvolver investigaes relacionadas com a psicologia do -@
desenvolvimento. Viveu na reserva de ndios Sioux, onde observou as
crianas da tribo. Mais tarde, trabalhou no Institute of Child Welfare
da Universidade da Califrnia,  onde elaborou estudos sobre os ndios
Wurok. Embora psicanalista, foi crtico da -> psicanlise freudiana por
esta no dar importncia s interaces entre o indivduo e o meio. Para
Erikson,  a energia psicossocial que orienta o desenvolvimento e no a
--> libido. Perspectivou oito idades no desenvolvimento biolgico  e
social do indivduo que vo do nascimento at  morte. Os seus trabalhos
e publicaes valeram-lhe o prmio Pulitzer e o National Book Award. Das
suas obras destacam-se:  Cliildhood and Society (1950), Identity, Yonth
and Crises (1968) e, ainda, obras psicobiogrficas, Young Luther (1958)
e Ganclhi's Triffli (1969). V. -@ idades,  Teoria das oito.

ergenas, zonas - Aquelas zonas do corpo que ao serem estimuladas
provocam prazer sexual.

Eros - Na mitologia grega, deus do Amor e, por extenso, ertico  tudo
o que diz respeito ao amor, incluindo a sua parte sexual. Para > Freud,
Eros  o princpio da vida (que preside  sua conservao), por oposio
ao princpio da  morte, Thnatos.

ertico - V. --> Eros.

erotomania - Necessidade sexual exagerada (cf. ninfomania).

escala -> Teste que contm uma srie de itens, aos quais foi atribuda
uma ordem quantitativa verificada atravs de uma -> padronizao. Podem
ser utilizadas em:  1. -@ psicometria - a) --> bateria de testes b)
--> questionrio, c) --> inventrio de personalidade; 2. -->
psicofisiologia, estabelecer a relao entre os  nveis de estimulao e
resposta, estimando os nveis de sensao; 3. psicologia -->
diferencial, provas constitudas por itens ordenados por dificuldade
crescente  (permitem avaliar um nvel expresso em termos de idade ou -@
estdios).

escolar, teste de aptido - V. -@ avaliao do rendimento escolar,
teste de.

esgotamento nervoso --> Nervoso, esgotamento.

espinal medula - Poro do -@ SNC que se prolonga desde o -> encfalo,
pela coluna vertebral atravs dos buracos das vrtebras, at  regio
lombar e de onde irradiam  os pares de nervos raquidianos.

esquecimento - Impossibilidade provisria ou definitiva de aceder a um
conhecimento adquirido ou a uma experincia vivida no passado prximo ou
longnquo. Pode dividir-se em diferentes categorias: 1. esquecimento por
-> recalcamento, estudado pela ~-> psicanlise, constitui uma defesa
erri relao a um acontecimento traumatizante do passado; 2.
esquecimento provocado, surge como  consequncia de um acidente
cerebral, uma virose, tumor ou interveno neurocirrgica; 3.
esquecimento regressivo, est ligado ao envelhecimento, que pode
originar  uma progressiva diminuio das capacidades de aquisio de
novos conhecimentos e de memorizao de acontecimentos recentes. Para
alm destas explicaes, a psicologia,  a partir dos primeiros estudos
de -@ Ebbinghaus relativos  -- > memria, props diversas teorias
tais como: a teoria do trao mnsico e a teoria da interferncia.

esquecimento, curva de - Criada por H. -> Ebbinghauss (1885) e testada
em si mesmo. Decorridos vrios intervalos de tempo aps a aprendizagem
de listas de palavras  (utilizando listas diferentes para cada
intervalo), quis saber que esforo teria de dispender para reaprender a
lista at ao nvel anteriormente atingido. Descobriu  que, nestas
condies, a reaprendizagem implicava menos tempo do que na aprendizagem
original. Esta economia de esforo declina  medida que o intervalo de
reteno  aumenta. O declnio  mais rpido logo a seguir  aprendizagem
e em seguida vai-se tornando mais gradual. 

esquema corporal - Ideia que temos do nosso prprio corpo e, graas 
qual, nos podemos representar a todo o momento e em todas as
circunstncias.  um modelo permanente,  essencialmente tctil, visual e
postural, que serve de referncia constante nas nossas relaes com o
espao, o tempo e o mundo envolventes. O conhecimento que temos do nosso
prprio corpo (--> somatognsia) elabora-se progressivamente, desde o
nascimento, a partir de experiencias  sensiveis onde se fundem as
necessidades, os desejos e as representaes, o prazer e a dor, as
recordaes e as impresses actuais. Graas a isto, distinguimo-nos  em
relao ao que nos rodeia e guardamos o sentido da nossa -- >
identidade.

esquizofrenia - A esquizofrenia, termo criado por -@ Bleuler, a partir
do grego schizo (dividir ou clivar) e phren (mente), significa
literalmente mente desdobrada,  o que no quer dizer personalidade dupla
mas pensamento divorciado da realidade, dissociao entre o pensamento
do doente e a realidade fsica do seu prprio corpo  e do ambiente. A
designao esquizofrenia veio substituir a denominao demncia
precoce. A doena  acompanhada de alucinaes (ouvir vozes, por
exemplo) que  para o doente so to reais como qualquer outra coisa. O
esquizofrnico  introvertido em relao aos outros e ao mundo exterior.
Actualmente considera-se a esquizofrenia  como um grupo de distrbios
mentais em vez de se considerar como uma entidade nica. V. -->
dopamina.

esquizofrenia ambulatria - Forma ligeira da doena em que a pessoa no
precisa de ser hospitalizada.

esquizofrenia catatnica - Caracterizada por acentuadas perturbaes na
actividade: inibio generalizada ou actividade excessiva.

esquizofrenia hebefrnica ou hebefrenia - Tipo de esquizofrenia
caracterizada por superficialidade e inadequao afectiva, pelo riso sem
motivo e -- > imbecilidade.  E um -> comportamento regressivo (v. -->
regresso) acompanhado de maneirismos.

esquizofrenia paranide ou parania - (do gr. para, perto de e noo,
pensar, compreender). 1. Doena mental grave, com delrio de perseguio
e sobrevalorizao de si mesmo (cf. -@ egotismo). Como doena em si
mesma  rara (alguns psiquiatras negam mesmo a sua existncia) embora
sejam frequentes sintomas paranicos na esquizofrenia. 2. Quando  os
sintomas so ligeiros, fala-se apenas de personalidade paranide;
conquanto no se trate de uma -@ neurose nem de uma --> psicose, as
pessoas com este comportamento  (paranide relativamente suave) tm
dificuldade em manter relaes interpessoais, devido a uma
hipersensibilidade em relao aos outros, rigidez e suspeitas mais  ou
menos justificadas mas sempre exageradas.

esquizide - (adj.) Tipo de comportamento aparentado (embora com formas
mais ligeiras) ao do esquizofrnico.

esquizotimia - Segundo a -> tipologia de Kretschmer, o tipo
esquizotmico ou leptossmico tem as seguintes caractersticas fsicas:
 magro e alto e tem  como -> traos de personalidade a tendncia para
se isolar do mundo. O esquizotmico tem predisposio para a -->
esquizofrenia. 

estdio Fase - Segundo a psicologia do -> desenvolvimento de -->
Piaget, h quatro estdios no desenvolvimento motor e intelectual do
indivduo, o --> sensrio-motor,  o --> pr-operatrio, o das
operaes -> concretas e o das operaes -> formais. 

estdios, teorias dos - Teorias que partem do princpio que existem
vrios estdios sequenciais, explicativos de uma realidade. Um dos
exemplos  o da teoria de  -~> Piaget mas h outro tipo de teorias dos
estdios como as que tratam, no do --> desenvolvimento -4 cognitivo,
mas do processamento de -@ informao, como ainda  as que referem a
tomada de decises.

estatstica - Cincia que utiliza tcnicas de recolha, tratamento,
anlise e interpretao de dados relativos a uma populao (conjunto de
pessoas ou objectos com  caractersticas comuns).  um auxiliar muito
importante no campo da psicologia -> aplicada. Uma investigao
estatstica comporta diversas fases: 1. definir as unidades
estatsticas sobre as quais operar (--> amostra); 2. recolha de dados
(--> amostragem), tendo sempre presente qual ou quais as
caractersticas comuns da populao  estudada (-@ varitvel); 3.
estatstica descritiva, apresentao de dados sob a forma de tabelas,
curvas ou grficos que contm toda a informao. Devido  dificuldade
em apreender e interpretar os dados, procede-se geralmente  sua
reduo: usando polgonos de frequncias quando no esto agrupados em
classes e histogramas quando esto agrupados em classes.  Mas como
atravs destes processos  difcil comparar todos os resultados,
utilizam-se tambm medidas descritivas que representam, de forma
sintetizada e significativa,  a situao do conjunto e tm um carcter
qualitativo (de localizao: --> mdia, --> mediana, --> moda, -->
percentil; de disperso: amplitude total, amplitude serniquartlica e
-- > desvi.o padro). Quando se pretende estudar a associao entre
duas variveis utilizam-se  os -> coeficientes de correlao, ou tabelas
de contingncia quando se quer avaliar a dependncia ou independncia
entre as variveis.

estatuto - Lugar ou posio que um indivduo ou grupo ocupa numa
sociedade, abarcando tambm o conJunto de atributos e privilgios a ele
ligados (cf. -> papel social).

esterilidade - Incapacidade (feminina ou masculina) em procriar devido
a factores genticos; no tem, no caso do indivduo do sexo masculino,
nenhuma relao com a -@ impotncia. 

esteretipo - Percepo rgida de uma realidade (grupo de pessoas ou
objectos) que no permite avali-la objectivamente. Aplica-se a opinies
e representaes sociais cristalizadas. Traduz-se em anedotas e
caricaturas estreitamente relacionadas com a categorizao. V. -->
categoria e -- > preconceito.

estmulo - Qualquer forma de energia externa ou interna ao organismo,
capaz de excitar um -> receptor sensorial susceptvel de provocar uma
reaco especfica no  organismo.

estreptosimbolia - V. --> dislexia. 

estrogneo -> Hormona sexual feminina produzida pelos ovrios, cuja
concentrao no sangue varia em relao com o ciclo menstrual.

estroboscpico, movimento - Iluso perceptiva do movimento em que uma
sucesso de estmulos discretos  percebida como uma continuidade. A
aparncia contnua do  movimento depende principalmente da durao de
cada imagem e do intervalo temporal que separa duas imagens sucessivas.
E explicado pelas capacidades limitadas de  resoluo temporal da viso.
O cinema baseia-se neste fenomeno.

estupefaciente -- > Psicotrpico (psicodislptico) que pode dar origem
a --> toxicodependncia.

estupor - Estado de inibio psicomotora acompanhado de indiferena em
relao ao mundo exterior. Pode ocorrer durante a evoluo dos seguintes
casos: --@ depresso  grave (estupor melanclico); --> esquizofrenia
(estupor catatnico); -@ confuso mental,

tica - Disciplina filosfica que estuda os fundamentos da -- > moral.
Fala-se cada vez mais de tica profissional ou --> deontologia ao
tratarem-se problemas como o do sigilo profissional do clnico ou da
--> eutansia, por exemplo.

etilismo - V. -> alcoolismo.

etiologia - 1. Estudo sobre a origem das coisas ou de certo grupo de
fenomenos. 2. Ramo da medicina que estuda as causas das doenas.

etnopsiquiatria - Ramo da psiquiatria que estuda certos distrbios
mentais em funo da pertena a grupos tnicos e culturais.

etologia - Estudo biolgico do comportamento dos animais e do homem no
seu habitat natural. Surgiu como reaco contra as experimentaes da
psicologia -@ animal,  exclusivamente centradas no laboratrio, como a
dos -@ behavioristas. K. -> Lorenz e N. -> Tinbergen foram os
fundadores desta cincia: a partir de inmeros estudos  sobre os padres
comportamentais que parecem instintivos, constataram que  possvel
mudar os comportamentos inatos (-@ instinto) desde que se conheam e
controlem  os estmulos que os originam. Num dos textos que lana as
bases tericas da etologia, On Aims and Methods in EtItology, Tinbergen
(1963) formula quatro questes  a partir das quais esta cincia se ir
orientar: 1. De que modo um comportamento observado num animal influi na
sua sobrevivncia e xito adaptativo?; 2. O que   que faz com que este
comportamento ocorra neste dado momento e qual o seu mecanismo?; 3. Como
se desenvolve este mecanismo quando o indivduo cresce?; 4. Qual o
percurso evolutivo dos sistemas de comportamento de cada espcie at se
atingir o estado actual? Segundo a definio do etlogo Hinde (1970), a
etologia intenta  proceder ao estudo da funo adaptativa, da
causalidade imediata (externa e interna), da -- > filognese e -->
ontognese dos comportamentos, numa perspectiva  integrada. Os estudos
sobre a ontognese, -> hereditariedade, ecologia, entre outros, tm
contribudo para consolidar o patrimnio desta cincia. O aparecimento
da etologia humana permitiu um novo desenvolvimento do estudo do
comportamento do homem na sua vida normal e patolgica, dando origem 
etopsicologia e etopsiquiatria.

eu - (lat., -- > ego) 1. O sujeito da aco, o ente consciente. 2.
Para --> Rogers, o eu  a parte mais importante da nossa vida
psquica e  descrito como  um modelo interno que se forma nas suas
interaces com o mundo e na luta pela auto-realizao pessoal. A teria
do eu de Carl Rogers considera o eu como sendo o  principal motivo (v.
-> motivao) do comportamento humano. 

eu- (pref. de origem gr.) Prefixo que designa felicidade. 

euforia - Entusiasmo, alegria. Pode ser causada por -> estupefacientes.

eugenia - Ramo da biologia criada por F. Galton, a partir de estudos
sobre a hereditariedade, que pretendia o aperfeioamento da espcie
humana, seleccionando  os melhores (sobretudo os mais inteligentes) e
excluindo os piores. Os partidrios da eugenia puseram a hiptese da
--> inteligncia ser herdada exactamente como  a cor das olhos ou da
pele, argumentando que se devia impedir a reproduo de indivduos com
um -- > QI baixo.

eunuco - Homem estril devido a -> emasculao, no caso do eumico,
normalmente acompanhada de exciso do pnis. Os euriucos serviam para
guardar os harns.

eurapenia --> Coito em que o -> orgasmo  consumado.

evolucionismo - Teoria que se baseia em dados da anatomia comparada,
zoogeografia e paleontologia para concluir que os seres vivos se
complexificam e diversificam  em consequncia de uma sucesso de
transformaes que decorrem ao longo do tempo. Esta teoria embora
iniciada por Lamarck, em 1809, s foi aceite no mundo cientfico  a
partir da publicao da obra de C. --> Darwin The Origin of Species by
Means of Natural Selection (1959). A descoberta de fsseis pr-humanos e
o desenvolvimento  de uma paleontologia humana contriburam para
confirmar as teses evolucionistas acerca da origem do homem. O postulado
evolucionista de uma -> hereditariedade biolgica e psicolgica
impulsionou, principalmente na Gr-Bretanha sob a influncia de F. -->
Galton, uma srie de investiga es sobre a -->  hereditariedade das
condutas.

exibicionismo - Tendncia para ser o centro das atenes. Segundo -- >
Murray, esta necessidade pode ser acompanhada pelo desejo de chocar os
outros. Enquanto  -4 parafilia  um caso extremo em que h uma
necessidade de exibir os rgos genitais em pblico.

existencial, psicologia - Deriva da filosofia existencialista (v. -->
existencialismo) e relaciona-se com as atitudes dos filsofos
existencialistas em face da  psicologia.

existencialismo - Corrente filosfica do sculo xx, embora com razes
no sculo anterior, que, como o prprio nome sugere, valoriza sempre a
existncia em relao   essncia.

exo- - pref. que designa externo, exterior (cf. -> endo).

expansividade - lit. Ser extrovertido (v. -> extroversolintroverso).
Se exagerada, pode constituir uma neurose caracterizada pela arrogncia
e pelo -@ narcisismo.

experincia - 1. Que se relaciona com os sentidos (v. -> empirismo) e
com o passado da nossa vida. 2. -.> Experimentao, fase do ~-> mtodo
experimental, usado  em psicologia -- > cientfica.

experimentao - Terceira fase do mtodo experimental, sendo as outras,
respectivamente, a observao, a hiptese e, no final, a concluso;  a
experincia propriamente  dita.

experimental, psicologia - Psicologia que recorre ao --> mtodo
experimental, dentro ou fora do laboratrio. A psicologia cientfica 
experimental, ao contrrio  da psicologia -> clssica, que se baseava na
> introspeco.

exploratrio, comportamento - Comportamento de um organismo numa
situao nova.

extrapiramidal - Conjunto de estruturas nervosas e de feixes situados
nas regies subcorticais e subtalmicas do --@ crebro. Os centros
extrapiramidais esto  unidos por numerosos circuitos que asseguram o
controlo da motricidade, de forma diferente do feixe --> piramidal,
nomeadamente o tnus muscular. As leses neste  sistema caracterizam-se
por hipertonia ou contraco muscular generalizadas observveis, por
exemplo, na doena de -> Parkinson.

extra-sensorial, percepo - (V. parapsicologia) -> Percepo de factos
cuja explicao cientfica no  (ainda) possvel, tais como a
premonio ou a telepatia.

extroverso/introverso - 1. Dois conceitos concebidos por C. -@ Jung,
segundo os quais os indivduos se orientam para o mundo interior ou para
o exterior. O extrovertido  investe grande parte da --> libido nos
objectos. O introvertido tem uma libido que flui para os processos
psquicos subjectivos. 2. Duas das dimenses da teoria da -->
personalidade de -> Eysenk que considera as diferenas entre os
indivduos cujo comportamento se orienta para o exterior  (pessoas e
objectos) e os que se orientam para o interior (para si mesmos). Segundo
Eysenk os extrovertidos gostam dos contactos sociais, da agitao, da
mudana;  os introvertidos gostam do trabalho solitrio, uma existncia
regrada, poucos contactos sociais. Os distrbios de comportamento
associados aos extrovertidos so:  --@ histeria, --> deliquncia; nos
introvertidos so: -> ansiedade, -> depresso, -> obsesses, -->
fobia. Este psiclogo tambm fundamentou biologicamente  estes
comportamentos: a activao cortical  insuficinte nos extrovertidos,
excessiva nos introvertidos.

Eysenk Hans, Jrgen - Psiclogo britnico de origem alem (Berlim,
1916-), Emigrado para Frana e depois para a Gr-Bretanha onde se fixa
(1934), doutorou-se em Londres (1940), tornando-se director do
departamento de psicologia  no Instituto de Psiquiatria da Universidade
de Londres. Interessando-se pelos aspectos estatsticos de problemas da
-- > personalidade (se as diferenas entre pessoas  normais e
neurticas so diferenas de uma maneira fundamental ou de grau)
encontrou com a ajuda da -@ analise factorial quatro dimenses da
personalidade: ->  extroverso/introverso, -> neuroticismo e ->
psicoticismo. Crtico da ~-> psicamlise, dedica-se tambm  terapia
--> comportamental. Das suas obras destacamos: Dimmentions of
personality (1947), The Scientific  Study of Personality (1953), Crime
and Personality (1965), The Biological Basis of Personality (1967).

Eysenk, questionrio de personalidade de (EM) Teste elaborado por -- >
Eysenk destinado a avaliar a -- > extroverso/introverso.
  fabulao - Narrao fantstica e extraordinria entendida como
verdadeira pelo sujeito que a engendrou. Pode apresentar dois aspectos:
1. prprio das crianas  dos 3 aos 7 anos (por exemplo, o amigo
imaginrio ou a identificao com heris das histrias) e dos
adolecentes (--> identificao); 2. patolgico, prprio do  -- >
delrio e da -> mitomania.

fbulas, teste das - Teste em que se pede ao indivduo, a ele
submetido, que d a sua interpretao de fbulas que lhe so
apresentadas. So usados, por exemplo,  como -> testes de -->
inteligncia.

factor geral - (G) Factor que se encontra em todos os -@ testes em que
entra uma --> anlise factorial. Estes baseiam-se essencialmente no
clculo de correlaes  e destinam-se a identificar factores num
conjunto de --> variveis independentes no domnio da --> estatstica.

factores especficos - Factores que se encontram exclusivamente num
teste (cf. -> factor geral).

fala, defeito na - Pode ser congnito ou adquirido. A -> afasia  um
exemplo deste ltimo.

flica, fase - Segundo -> Freud situa-se entre os 3 e 5 anos de idade e
caracteriza-se pelo facto de a pulso sexual dirigir-se directamente
para os rgos sexuais.   nesta fase que se d o aparecimento do
complexo de -> dipo nos rapazes e do complexo de --) Electra nas
raparigas. Cf. fases -> arial, -> genital, ^-@ oral  e de -> latncia.

falo - (gr., phalls; lat., pliallii) Pnis. H, na Histria da
Cultura, muitas aluses a --> smbolos flicos.

familiar, terapia - Psicoterapia colectiva destinada a indivduos
afectados por -> delinquncia, toxicodependncia, -> alcoolismo ou
esquizofrenia ou  outro problemas do comportamento e  sua famlia. Em
vez de se centrar no caso individual, a aco teraputica alarga-se ao
grupo familiar, considerado como  um todo responsvel pelo comportamento
de cada um dos seus membros. As sesses teraputicas, que incluem o
paciente e a sua famlia, recorrem a diversas tcnicas,  entre elas a
gravao em vdeo que posteriormente  mostrada aos participantes.

fantasia - > Imaginao de acontecimentos. S  considerada patolgica
(v. -@ patologia) quando acarreta distoro da realidade. A fantasia 
um dos mecanismos de defesa do Eu ou Ego.

fantasma - Em linguagem psicanaltica (v. --> psicanlise)  a
personificao do medo, assim, fala-se de os nossos fantasmas.

fantasma, membro - Iluso de percepcionar uma parte do corpo que foi
amputada. Atribui-se este fenmeno  existncia do -> esquema corporal.

farcomania ou farmacofilia - Hbito compulsivo para consumir
medicamentos.  uma forma de --> angstia que se pode manifestar em ->
fobia, -@ obsesso ou ->  hipocondria. O medicamento serve para
apaziguar a angstia em relao a qualquer sintoma patolgico. Embora
com caractersticas diferentes da -> toxicodependncia,  a farmacofilia,
para alm de manifestar --> dependncia psquica, pode tambm causar
dependncia fsica pelo abuso de medicamentos.

fase - Perodo de durao de um acontecimento. E algo de recorrente.
Usa-se este termo em psicologia do --> desenvolvimento (--> Piaget
prefere o uso da palavra  -> estdio) e em --> psicanlise.

Fechner, Gustav Theodor - Bilogo, fsico e filsofo alemo (Forst 1801
Leipzig 1887).  considerado o criador da psicofsica. Foi um dos
primeiros autores a utilizar  a medida em psicologia. Inspirado pelos
trabalhos sobre as -> sensaes de E. H. Weber, que foi seu professor,
enunciou uma lei: a sensao cresce com o logaritmo da estimulao,
lei esta que quis generalizar a todos os  factos da -> conscincia. Das
suas obras destaca-se: Elementos de Psicofsica (1860).

feedback - (ing.) ou retroaco 1. Em -> psicofisiologia  o processo
que permite manter o equilbrio num sistema, por exemplo, ->
homeostasia. 2. Na --> aprendizagem   o processo de -@ transferncias
e interferncias que se estabelecem entre uma aprendizagem e outra
anterior.

Feminilidade - Conjunto de caractersticas prprias da populao
feminina.

fentipo - Caractersticas morfolgicas e comportamentais observveis
em cada espcie ou indivduo, em oposio com as suas caractersticas a
nvel gentico (cf. --> gentipo).

Ferenzi, Sandor - Mdico e psicanalista hngaro (Miskolc 1873 -
Budapeste 1933). Ligado a S. --> Freud, desde 1906, separou-se deste, a
partir de 1923, por divergncias sobre a tcnica de cura das ->
neuroses. Ao escrever uma obra juntamente com O. --@ Rank, O
Desenvolvimento da Psicanlise (1923), props uma nova teraputica: a
tcnica activa. Pretendeu, ainda, criar uma nova cincia: a bioanlise.
No livro Thalassa,  Psicanlise das Origens da Vida Sexual, formula as
bases dessa nova cincia, partindo do princpio de que a existncia
intra-uterina  uma repetio das formas anteriores  da vida cuja
origem  aqutica; por consequncia, o nascimento  a perda do estado
originrio, ao qual todos os seres vivos aspiram regressar.

Ferrire, Adolphe -- Psiclogo e pedagogo suo (Genebra 1879 - id.
1960). Foi um dos fundadores do Instituto Jean Jacques Rousseau (1912) e
da Liga Internacional  para as Escolas Novas (1921). Crtico do ensino
tradicional, foi um dos defensores dos mtodos --> activos,
preconizando a iniciativa individual, a actividade de  grupo. Das suas
obras destaca-se: UEcole Active (1922).

Festinger, Leon - Psiclogo social norte-americano (Nova lorque 1918
id. 1987). Aluno e continuador de K. --> Leu,in, criou duas teorias que
exerceram grande influncia  na psicologia -> social contempornea:
teoria da -> comparao social e teoria da -- > dissonncia cognitiva.
Das suas obras destacam-se: Mien Prophecy Fails (1956),  A Theory of
Cognitive Dissonance (1957) e Conflict, Decision and Dissonance (1964).

fetal - Perodo do desenvolvimento que, no homem, se desenrola a partir
da fase embrionria, isto , do terceiro ms de gestao at ao
nascimento.

fetichismo ou feiticismo - (do fr. ftiche que, por sua vez, vem do
portugus feitio) 1. Objecto de venerao que pode estar ligado a
sentimentos religiosos. 2.  Do ponto de vista sexual, um fetiche  uma
parte do corpo ou objecto no ligados directamente a zonas -> ergenas
mas que provoca excitao sexual nalgumas pessoas (v. -> parafilia).

fidelidade - de um teste ou escala Uma das formas de --> padronizao
em que se avalia a credibilidade do -> teste ou -> escala, pela
consistncia dos seus resultados.  Um dos mtodos utilizados consiste na
aplicao do teste duas vezes  mesma --> amostra populacional (com um
intervalo de tempo entre as provas de vrios meses),  calculando-se o
--> coeficiente de correlao entre os resultados obtidos nas
diferentes aplicaes.

figura-fundo - Distino concebida pela psicologia da -> Gestalt entre:
a figura - parte do campo perceptivo que sobressai do fundo e que se
individualiza e o  fundo - estrutura indistinta e cujas partes no so
nitidamente definidas. A figura aparece segregada do fundo e numa
posio de relevo. Este fenmeno explica-se  pelo facto de que, embora o
contorno de uma forma divida o estmulo visual em duas partes, estas no
podem ser simultaneamente observadas: s uma ou outra parte pode ser
vista num dado momento. O exemplo mais comum deste fenmeno  o das
figuras reversiveis: quando uma forma, que aparece situada em plano
secundrio,  se revela subitamente em primeiro plano, e vice-versa.

filognese - Processo de evoluo das espcies que decorre ao longo dos
tempos.

fstula - Inciso.

fixao - Segundo a -@ psicanlise  uma ligao privilegiada da -@
libido a objectos ou imagens relativos s fases -@ pr-genitais. V ->
regresso.

fixao, amnsia de - Sinnimo de amnsia antero-retrgada (v. -->
amnsia).

fleumtico - Tipo psicolgico que aparenta ser imperturbvel,
associado, segundo a tradio, aos ingleses. Na -> caracterologia de
Heymans - Le Senne  o indivduo  no-emotivo, activo e secundrio. V
--> humores, Teoria dos.

fobia - (do gr. fbos Meter medo, espantar). Medo irracional e
obsessivo de certos objectos, seres vivos ou situaes, segundo a ->
psicanlise,  um sintoma de  --> neurose ou de --> angustia que tem
origem num --> conflito --@ inconsciente. S. --> Freud designou-se
por histeria da angstia. 

forense, psicologia - Ramo da psicologia --@ aplicada que trata dos
aspectos psicolgicos das leis, tribunais, procedimentos jurdicos e, em
particular, investiga  as caractersticas de uma testemunha e da sua
idoneidade.

forma, psicologia da - V. -> Gestalt, psicologia da. 

formais, estdio das operaes - Este , segundo -> Piaget, o ltimo
estdio de desenvolvimento e comea aos 12 anos de idade. Caracteriza-se
pelo desenvolvimento  das capacidades lgicas e de representao
simblica tal como so usadas pelos adultos. Este estdio de -- >
desenvolvimento depende em grande parte do grau de  instruo da pessoa
em causa; muitos adultos, segundo -> Piaget, nunca chegam a fazer
raciocnios formais, A cultura de uma dada sociedade  tambm
determinante  na execuo das operaes formais. Nas sociedades em que
no existem escolas formais, nenhum dos seus membros  capaz de
raciocinar formalmente.

fornicao - Acto sexual praticado fora do casamento.

Fraisse, Paul - Psiclogo francs (Saint-tienne 1911-). Professor de
psicologia -> experimental na Faculdade de Letras de Paris (1957-1980),
dirigiu o Instituto  de Psicologia da Universidade de Paris,  director
da revista L'Anne Psychologique e presidente da Unio Internacional de
Psicologia Cientfica. Da sua obra destacam-se:  Structures Rythmiques
(1956), Psychologie du Temps (1957) e Trait de Psychologie
Exprimentale (1963-1966) em colaborao com J. -> Piaget. 

frenologia - Teoria criada por E J. Gall no final do sculo XVIII que
defendia os seguintes princpios: as funes mentais so independentes e
esto localizadas  em zonas especficas do -@ crebro. Os diferentes
rgos cerebrais geram faculdades mentais proporcionais ao tamanho do
rgo; as faculdades so inatas;  os rgos cerebrais podem ser
externamente identificados pela observao das bossas no crnio. H
muito tempo considerada falsa e, por isso, abandonada,  esta teoria foi
divulgada primeiro na Europa, com o nome de organologia, e,
posteriormente, introduzida nos EUA, por J. C. Spurzheim. Teve muita
influncia nos trabalhos  dos fisiologistas e neurologistas do sculo
xix.

Freud, Anna - (Viena 1895 - Londres 1982) Filha de Siginund --> Freud
e continuadora da obra do pai,- fundadora da psicanlise infantil.
(Introduo  Psicanlise:  Palestras Dirigidas aos Analistas das
Crianas e aos Professores, 1926; O Ego e os Mecanismos de Defesa, 1936;
O Tratamento Psicanaltico em Crianas, 1946, entre  outros.)

Freud, Sigmund - (Freiberg 1856 Londres 1939) Mdico austraco de
origem judaica, conhecido como o pai da --> psicamlise. Exerceu a
maior parte da sua actividade  em Viena, tendo, no entanto, passado por
Paris em 1885 e 1886, onde trabalhou com o neurologista Jean-Martin ->
Charcot. juntamente com Josef --> Breuer, dedicou-se  ao estudo da cura
da -- > histeria pela --@ hipnose (v. --> Anna 0). Casou-se com
Martha Bernays de quem teve seis filhos, trs rapazes e trs raparigas.
Em 1902 foi nomeado professor de Neuropatologia na Universidade de
Viena, cargo que manteve at 1938, altura em que teve de fugir ao
nazismo, exilando-se com a famlia  em Londres. (Estudos sobre a
Histeria, juntamente com Breuer, 1895; A Interpretao dos Sonhos, 1900;
Totem e Tabu, 1912/13; O Ego e o Id, 1923; Moiss e o Monoteismo, 1939,
entre outros.)

frigidez - Impossibilidade, na mulher, de obter prazer durante as
relaes sexuais. Pode manifestar-se segundo dois aspectos: 1.
anafrodisia, aus ncia de desejo  e prazer sexuais; 2. frigidez parcial,
existe prazer mas no se atinge o -> orgasmo. Tambm pode distinguirse
quanto  data do seu aparecimento: 1. primria, durante as primeiras
relaes sexuais; 2. secundria, aps um longo perodo de vida sexual
satisfatria, devido a distrbios hormonais, doenas do aparelho
genital ou, mais frequentemente, causas afectivas.

Fromm, Erich - Psicanalista norte-americano de origem alem (Frankfurt
1900 - Muralto 1980). Estudou Psicologia e Sociologia nas Universidades
de Heidelberg, Frankfurt  e Munique. Aps o seu doutoramento em 1922, na
Universidade de Heidelberg, foi para Berlim a fim de praticar ->
psicanlise no Instituto Psicanaltico desta cidade.  Antes de emigrar
para os EUA em 1933, ligou-se ao Instituto de Investigao de Frankfurt,
onde contactou com H. Marcuse e T. Adorno  Desde esta poca  dedicou-se
a conciliar K. Marx com S. --> Freud, tentando integrar os factores
socioeconmicos na explicao da --> neurose. Fromm tentou corrigir o
desprezo  que Freud deu ao papel da sociedade na formao do carcter
humano, mostrando como esta modela os seus membros, tal como as suas
necessidades e caractersticas comportamentais  se harmonizam com os
objectivos sociais. Nos EUA foi nomeado, em 1962, professor de
Psiquiatria na Universidade de Nova lorque. A sua obra representa um
protesto contra as diversas formas de totalitarismo e alienao social,
criando um conceito mediador entre o indivduo e a sociedade: o -->
car cter social. Das  suas obras destacam-se: Escape from Freedom
(1941), Psychoanalysis and Religion (1950), The Anatomy of Human
Destructiveness (1973).

froteurismo - (fr. frotteurisme) -> Parafilia em que a procura de
prazer consiste em tocar ou esfregar-se numa pessoa que no aceita tal
facto. 

frustrao - Termo muito usado em psicanlise; as frustraes acontecem
quando as nossas pulses no so satisfeitas e da resultar um distrbio
emocional. V. -->  conflito

fuga - Comportamento que leva o animal ou o homem a evitar um estmulo
indesejvel. Surge em certos casos de -> ansiedade como fenmeno de
resistncia  realidade.

funcionalismo - Teoria segundo a qual a anlise do -> comportamento e
da mente deve ser feita segundo as funes destes, em vez de segundo
os seus contedos. (V. -@ Dewey, Y. e W. --> james.)

Galton, Francis - Cientista britnico (Birmingham 1882 - Londres 1911).
Foi fundador da psicologia -> diferencial, da -> psicometria e da -~>
eugenia. Primo de  C. --> Darwin, tornou-se, tal como este, um dos
maiores cientistas da sua poca. Foi o primeiro cientista a aperceber-se
da importncia do estudo de -> gmeos  monozigticos e dizigticos,
para avaliar os efeitos dos factores genticos e do meio na diversidade
humana. Com o objectivo de melhorar a espcie humana (eugenia), comeou
por escrever um livro, O Gnio Hereditrio, em que tentou demonstrar que
a influncia dos factores ambientais  insuficiente para  explicar a
ocorrncia de vrios gnios em determinadas famlias. Grande defensor da
quantificao, estava convencido de que todas as caractersticas
humanas, fsicas  e mentais, podiam ser quantificadas. Apercebeu-se da
importncia da aplicao estatstica de uma srie de dados que recolheu
para confirmar as suas teses eugenticas.  Em colaborao com K.
Pearson, concebeu muitos instrumentos de avaliao dos indicadores de
desenvolvimento psicolgico que foram, mais tarde, utilizados pela
psicometria.

Gauss, curva de - V. --> curva normal.

Ganser, sndroma de - Manifestao voluntria de sintomas de distrbios
mentais, com vista a um determinado fim, por exemplo, ser isento do
servio militar, onde  este  obrigatrio, atrair a ateno dos outros;
normalmente o paciente exagera esses sintomas porque, na realidade,
no correspondem ao seu estado e ele desconhece  a verdadeira
caracterizao da doena que pretende assumir.

gay - (ing. lit. alegre, bem-disposto) Termo usado actualmente para
designar homossexuais (v. -> homossexualidade) (especialmente os
masculinos) por aparentarem, segundo o -> esteretipo social, boa
disposio e, nalguns casos (hoje em dia  menos frequentes que no
passado devido  sua maior aceitao social), tomarem atitudes
provocatrias.

gmeos - Indivduos que nascem do mesmo parto. Existem dois tipos de
gmeos: 1. dizigticos - resultam de dois vulos diferentes que so
fecundados por espermatozides  diferentes. Podem apresentar
caractersticas genticas to diferentes como aquelas que existem entre
outros irmos; 2. monozigticos - resultam da fecundao de  um nico
vulo por um espermatozide que d origem a um ovo (zigoto) que, por sua
vez, se divide em duas rplicas; por isso, tm caractersticas genticas
muito  idnticas. O estudo de gmeos monozigticos reveste-se de
particular interesse na confrontao entre a determinao das
caractersticas genticas hereditrias e  o papel do meio, no
desenvolvimento de certos desempenhos, por exemplo, -@ inteligncia ou
-4 personalidade. (V. -> hereditariedade.)

gene - Nome dado pelo botnico dinamarqus Wilhelin Johamisen, em 1909,
para definir a unidade fundamental da --> hereditariedade. A definio
de gene, de acordo  com o ramo das cincias em que  objecto de estudo,
pode considerar-se como: 1. entidade biolgica que se pode detectar
observando o efeito numa mutao. 2. poro  cromossmica que pode ser
separada da vizinha por recombinao (engenharia gentica) ou toda a
sequncia de -@ ADN que promove a sntese de um peptdeo simples
(biologia molecular).

gentica - Cincia que estuda os mecanismos da --> hereditariedade.
Nasceu em 1915, com a publicao da obra de Thomas Hunt Morgan, O
Mecanismo da Hereditariedade Mendeliana, onde este autor estabeleceu, a
partir da explicao de -> genes  e de regies de --> cromossomas, como
se transmite a informao necessria, ou pelo menos parcial,  formao
dos @ caracteres.

gentica, epistemologia - Estudo do desenvolvimento do conhecimento.
Fundada por Jean -> Piaget, esta epistemologia considera que o
conhecimento cientfico, de  um modo geral, tal como a psicologia,
tambm  sujeito a uma --> gentica, j que o processo do conhecimento
cientfico  um processo evolutivo e que o estudo cientfico  da
realidade resulta de um processo de -- > equilibrao e no de uma
descoberta progressiva de uma verdade esttica, relacionando-se ainda
com a --> adaptao  do indivduo ao meio. O estudo do desenvolvimento
de um indivduo, comeando com o recm-nascido, passando pela infncia
at chegar  adolescncia,  tambm objecto  de uma Epistemologia
Gentica, uma vez que a aquisio de conceitos  resultado de um
processo evolutivo de construo - h uma gnese dos conceitos tal como
h,  por exemplo, uma gnese do nmero. 

gentica, psicologia -  o estudo do desenvolvimento das estruturas
cognitivas bem como da origem e do desenvolvimento de aptides. ->
Piaget foi o criador da Psicologia  Gentica. Para ele, o
desenvolvimento cognitivo resulta de um equilbrio entre o organismo e o
meio, ou seja, de uma boa adaptao. 

gentica, psiquiatria - Ramo da psiquiatria que se dedica 
investigao de factores hereditrios que possam estar na origem de
certas doenas mentais. 

genital, fase - D-se, segundo a -> psicamlise, a partir da -- >
puberdade, atravs de uma orientao da --> libido para a consumao do
acto sexual. Cf. fases  --> anal, -> flica, --> latncia e --> oral.

gentipo - Caractersticas genticas de uma espcie ou indivduo. E o
material gentico herdado por um organismo, estando presente uma cpia
completa em cada clula  do seu corpo. Desde a primeira clula do
organismo, em que o gentipo j est determinado, ocorre um complexo
processo de desenvolvimento e crescimento em permanente  dialctica com
o meio, que determina o seu comportamento e morfologia, ou seja, o seu
--> fentipo. 

geofagia - Impulso para comer terra.

geral, psicologia - Corpo terico dos conhecimentos acumulados pela
Psicologia Cientfica ao longo dos anos, independentemente da sua
aplica o prtica (cf. psicologia  --> aplicada). A distino , no
entanto, artificial, j que, por exemplo, no domnio terico, a
Psicologia Experimental ter de recorrer necessariamente  experincia,
ou seja, a uma aplicao prtica.

geriatria ou geratologia - Especialidade mdica que se dedica ao
tratamento de doenas tpicas da velhice. 

gerontologia - Estudo dos idosos e do processo de envelhecimento. 

Gesell, Arnold - Psiclogo e pediatra norte-americano Misconsin 1880
Connecticut 1961), conhecido pelos seus estudos sobre o desenvolvimento
da criana. Devem-se-lhe  as primeiras investigaes sobre o
desenvolvimento fetal, embora dispusesse de meios muito limitados. Criou
uma escala de desenvolvimento com o seu nome que se destina  a avaliar o
quociente de desenvolvimento (-> QD) nos domnios motor, verbal e de
adaptao social, em crianas com idades compreendidas entre um ms e
cinco anos.  Foi autor da trilogia: A Criana na Civilizao Moderna (A
Criana dos Zero aos Cinco Anos, A Criana dos Cinco aos Dez Anos e O
Adolescente dos Dez aos Dezasseis  Anos).

Gestalt, psicologia da ou psicologia da forma. - Teoria que parte do
princpio de que todos os fenmenos psicolgicos devem ser explicados na
sua totalidade ou  configurao, sem dissociar os elementos do conjunto
onde se integram e, fora do qual, no tm significado. Nasceu na
Alemanha, no princpio do sc. xx, como reaco  contra o ->
associacionismo, comeando pelo estudo da -> percepo (onde, alis,
mais se destacou) alargando-se, mais tarde, a outros fenmenos: sociais,
-@ aprendizagem,  -> memria, etc. Foi fundada por M. -> Wertheimer, W.
-> Khler e K. -> Koffka, todos eles judeus alemes emigrados para os
EUA com a asceno do nazismo. Coube  a Wertheimer enunciar a lei bsica
da organizao da percepo: No  possvel distinguir um objecto como
um todo mediante a soma das percepes das suas vrias  partes
componentes, sendo necessrio considerar um conjunto de factores que
caracterizam as relaes entre todas as partes do objecto. Partindo
desta lei, foram  ento criadas as leis do agrupamento: proximidade,
semelhana, continuidade e fechamento. A continuidade e o fechamento
podem ser considerados como expresses de  pregnncia ou -> boa forma,
isto , com qualidades que lhe conferem maior probabilidade de serem
percebidas como figuras num determinado fundo (v. -> figura-fundo).  A
psicologia da Gestalt utilizou ainda os conceitos de -> campo
psicolgico, -> isomorfismo, insight e movimento ~4 estroboscpico.

a) Proximidade: tendncia para agrupar os elementos mais prximos. Entre
as vrias possibilidades de organizao  privilegiada aquela onde
existe proximidade dos  elementos (vertical ou horizontal).

b) Semelhana: os elementos visuais que se assemelham pela cor, forma ou
textura so vistos como sendo da mesma categoria.

c) Continuidade: os elementos visuais que esto em continuidade tendem a
ser agrupados.

d) Fechamento: os objectos incompletos tendem a ser vistos como
completos, sobretudo quando so objectos que nos so familiares,

Gibson, James Jerome - Psiclogo norte-americano (Chio 1904 - Nova
lorque 1979). Celebrizou-se, juntamente com a sua mulher Eleanor Gibson,
pelas suas teorias e  estudos sobre a -> percepo visual. Recusou as
teses clssicas que explicavam a percepo a partir da -@ sensao. No
sendo um psiclogo da -> Gestalt, partilhou  com esta escola a
preocupao em contextualizar a actividade perceptiva, no a reduzindo
ao estudo das variveis particulares como acontece no -->
associacionismo.  Para Gibson, a percepo d-se em funo das
propriedades da estimulao sensorial que, por sua vez, derivam das
propriedades do meio e dos seus objectos. Afirmou  o carcter activo dos
rgos sensoriais que procuram a informao na energia do estmulo,
cooperando constantemente uns com os outros na obteno de informaes
sobre o mundo. Introduziu o conceito de ecologia do estmulo
referindo-se aos factores externos da percepo (estmulos que rodeiam o
indivduo), valorizando a percepo  directa, ou seja, um estudo do
sujeito no seu meio natural, no qual se desloca, desprezando as
experincias artificiais feitas em laboratrio. Da sua obra destacam-se:
The Perception of the Visual World (1950), The Senses Consi 1dered as
Perceptual Systems (11.966) e The Ecological Approach to Visual
Perception (1979).

glndula - Tecido celular especializado que tem como funo a secreo
de substncias. As glndulas distinguem-se em: 1. endcrinas - que
segregam para o sangue  -- > hormonas (--> hipfise, --> tiride,
--> supra-renais, etc.); 2. excrinas - que expulsam as suas secrees
para o exterior do organismo ou no tubo digestivo  (sudorperas,
salivares, lacrimais, etc.); 3. mistas - que segregam para o sangue e
para o exterior (testculos, ovrios e pncreas).

globus histericus - (lat.) Sensao de ter um n na garganta, ou corpo
estranho na faringe que pode ser considerado como sintoma de -> histeria
ou angstia.

glossollia - Linguagem imaginria usada voluntariamente, cuja
utilizao pode ser sintoma de -> histeria ou --> delrio. Embora
alterada, obedece s regras gramaticais  da lngua habitualmente falada
pelo indivduo que a pratica.

gnose - (gr. gnsis, conhecimento) Conhecimento, em sentido religioso,
conhecimento de ordem mstica; em Filosofia, estudo do acto de conhecer
(origem, natureza,  valor e limites do conhecimento), da, a palavra
gnosiologia (ou gnoseologia) - Teoria do Conhecimento.

Goodenough, teste de - Teste de inteligncia destinado a crianas entre
os 3 e os 13 anos de idade, em que se pede  criana que desenhe a
figura de um homem. A  avaliao  feita de acordo com as
caractersticas do desenho apresentado e a pontuao total  convertida
em padres de --> idade mental.

gradiente de textura - ndice de distncia baseado nas mudanas de
textura do campo perceptivo, as quais dependem da distncia do
observador. Num campo lavrado  pode verificar-se este efeito: os sulcos
de terra prximos parecem menos densos do que os situados a uma grande
distncia. o gradiente de textura pode dar a impresso de profundidade,
Compara-se a metade superior do desenho com a metade inferior.

grafologia - Estudo de caractersticas da -> personalidade de um
indivduo, atravs da sua caligrafia.

grafomania ou graforreia - Impulso irresistivel para escrever,
caracterstico de certos estados de excitao manaca (v. -> mania),
manifestando-se tambm nalguns  casos de -> parania. Por exemplo,
cartas de reivindicao para instituies, personalidades, jornais, etc.

graforreia --> grafomania.

gravidez nervosa - Iluso caracterizada por um conjunto de sintomas
fsicos tpicos da gravidez (amenorreia, enjos, aumento do volume
abdominal), que surgem, geralmente,  em mulheres com sintomas de ->
histeria ou em mulheres estreis que desejam ter um filho.

grupo - Em psicologia social  um conjunto de indivduos que partilham
uma ou vrias caractersticas comuns. A prpria sociedade pode ser
considerada como um grupo  no seu sentido mais lato. Um indivduo pode
pertencer simultaneamente a vrios grupos com graus de insero variada;
existem alguns autores que no distinguem grupo  de organizao, a
partir do conceito de incluso parcial, ou seja, envolvimento segmentado
das pessoas em diferentes grupos sociais. Pode ainda distinguir-se grupo
primrio: pequeno conjunto de pessoas que comunicam directamente entre
elas e ligadas por laos afectivos (por exemplo, famlia ou pequeno
clube) de grupo secundrio:  conjunto formalmente unido em que existem
objectivos comuns (por exemplo: os trabalhadores de uma empresa). A
psicologia social, ao estudar os fenmenos de comportamento  social,
centra-se no estudo do grupo de que os sujeitos fazem parte; investiga
fenmenos como a presso que um grupo exerce sobre o indivduo atravs
de vrios mecanismos  (imitao, sugesto, etc.); esta presso induz no
indivduo modificaes de ordem psicolgica: integrando-se, tende a
interiorizar as normas e os valores do grupo.  K. -> Lewin, um dos
psiclogos que mais contributos deu nesta rea, para alm dos estudos
empreendidos em dinmica de --) grupo, dividiu a psicologia de grupo em
seis disciplinas que viriam a ser desenvolvidas pelos seus
continuadores: relaes intergrupais, participao e ajustamento
individual, treino de lderes, produtividade  de grupo, comunicao e
difuso da influncia social e --@ percepo social. V. psicologia -->
organizacional, e presso para a uniformidade social. 

grupo-controlo - Numa --> experimentao,  o grupo observado que mais
se assemelha ao grupo experimental. No est, contudo, sujeito a -->
variveis independentes. 

grupo, dinmica de - Para K. --> Lewin, domnio de investigaes e
prticas experimentais relativas a pequenos grupos com o objectivo de
mudar alguns dos seus  comportamentos habituais. Neste contexto, o ->
grupo  entendido como um campo de foras de coeso e ruptura, em que
existe uma interdependncia dinmica entre  os seus elementos.

grupo, terapia de - Forma de -4 psicoterapia colectiva em que embora as
vrias pessoas sejam tratadas simultaneamente, no o so de modo
idntico. Geralmente, o  processo envolve reunies entre os pacientes e
o terapeuta que actua como lder dos debates ou como moderador.
Admite-se que ouvir os problemas dos outros e o modo  como foram
resolvidos pode ter efeitos catrticos (v. -> catarse) e teraputicos
sobre o indivduo. Vrios psiclogos e psiquiatras consideram-na mais
eficiente  do que a terapia individual, uma vez que associa s tcnicas
analticas tradicionais a possibilidade de fenmemos de interaco, como
simpatia, diferenas de representao do --> papel social, entreajuda,
actividade colectiva, comunicao, etc. Existem muitas formas
especializadas de terapia de grupo, mais ou menos vinculadas s
seguintes tcnicas: 1. -@ psicodrama e --> sociodrama; 2. terapia de
orientao psicanaltica aplicada ao grupo.

Guilford, Joy Paul - (Marquette, Nebraska 1897-) Psiclogo
norte-americano que se interessou pelo estudo da -@ psicometria e da
-> personalidade, passando, mais  tarde, a dedicar-se ao estudo das
aptides cognitivas, propondo um modelo de estrutura do intelecto.
Organizou os resultados da sua pesquisa segundo uma --> anlise
factorial. Distinguiu dois tipos de pensamento, o --> convergente e o
-@ divergente. O primeiro  do tipo dedutivo (caso de uma deduo
lgico-matemtica). O segundo   o que permite a originalidade, o ->
insight e a --> criatividade. (Nature of Human Inteligence, 1967; Way
beyond Q, 1977, entre outras obras.)

Guthrie, Edwin Ray - Psiclogo norte-americano (Lincoln 1886 -
Washington 1959). Iniciou a sua carreira docente na Universidade de
Washington onde permaneceu at  1956. Durante a Segunda Guerra Mundial
foi consultor-chefe no Military Intelligence Service (1941-1942). Foi um
dos primeiros psiclogos a aderir ao -> behaviorismo de --> Watson.
No entanto, o seu behaviorismo foi denominado formal. No sendo
partidrio do mtodo experimental, enunciou uma lei (lei da ->
contiguidade): sempre que um estmulo seja contguo a uma resposta,
torna-se associado a essa resposta. Tentou demonstrar por anlise lgica
que o princpio fundamental da associao por contiguidade num nico
estmulo  adequado para explicar todos os fenmenos da aprendizagem
(Osgood). A lei teve grande  repercusso, tendo sido usada como um
pressuposto dos princpios matemticos da --> aprendizagem. Tentou
demonstrar tambm como esta tese poderia ser aplicada na  psicologia --
> educacional, na anlise dos fenmenos sociais e da -> personalidade
(v. --> neobehaviorismo). Da sua obra destacam-se: The Psychology of
Learning  (1935) e Association by Contiguity (1959).

hbito - Comportamento intelectual, motor ou social adquirido por -->
aprendizagem. 

habituao - Termo utilizado pela primeira vez por R. Docige (1923)
para designar a adaptao de um organismo a certas excitaes sensoriais
que ao fim de um nmero  de repeties deixam de provocar qualquer
reaco. Por exemplo: o organismo cria uma -> tolerncia para
determinados medicamentos por efeito do seu uso repetido.

hafefobia - Pavor em ter qualquer contacto fsico com os outros, por
mais inofensivo que possa parecer esse contacto. Frank Perry, em 1963,
realizou um filme, David  and Lisa, que tocava este assunto.

halo, efeito de - Tendncia para generalizar as avaliaes acerca de um
indivduo a partir da formao de uma primeira impresso (v. formao de
--> impresses). Por exemplo, se ao conhecermos algum, o considerarmos
inteligente, facilmente inferimos que  simptico, atraente,  etc. 

Hans - (o caso do pequeno Hans) Tal como o caso de -> Anna O, este foi
tambm um famoso caso estudado por -> Freud. Consistiu na -->
psicanlise de uma criana a quem Freud se referiu como sendo o Hans e
que tinha pavor (--> fobia) de cavalos. A -@ neurose desta criana
tinha como origem um conflito de ordem sexual, confirmando a teoria
freudiana que as crianas tm uma vida sexual.

haplide, clula - clula que tem apenas uma cpia de cada > cromossoma
(n), ou seja, no possui pares de cromossomas homlogos (2n). Por
exemplo, as clulas  sexuais ou gmetas como o espermatozide e o vulo
que, no caso do homem possuem 23 cromossomas como as outras clulas ->
diplides.

Harlow, Harry F. - Psiclogo norte-americano (1905-1981). Foi
presidente da Associao Americana de Psicologia e notabilizou-se pelas
suas experincias, realizadas  em colaborao com a sua mulher Margaret
Kuerme-Harlow, com macacos resus bebs. O seu trabalho mais conhecido
foi sobre os sistemas de afectividade e mes substitutas: separaram-se
macacos recm-nascidos das suas mes e colocaram-nos numa jaula  onde
tinham sido postas duas mes substitutas, uma de arame com leite num
bibero, a outra acolchoada e felpuda mas sem leite. Os macacos
preferiam abraar-se   me felpuda e a permanecer, dirigindo-se apenas
 me de arame para obter alimento. Igualmente, perante uma situao de
medo, corriam para a me felpuda na busca  de conforto. Esta experincia
demonstrou que a necessidade de contacto fsico nos bebs  to
importante quanto o  a alimentao. Harlow tambm realizou estudos
importantes sobre a -> aprendizagem. Descreveu o fenmeno de aprender
como se aprende, utilizando a expresso predisposio para a
aprendizagern que, segundo  este autor, explica aquilo a que os
gestaltistas chamaram --@ insight. Da sua obra destaca-se: Learning to
Love (1971).

haxixe - Produto extrado da resina da -@ cannabis. Habitualmente usado
como leo para impregnar o tabaco A ser fumado.

hedonismo - 1. Em Filosofia  a doutrina moral que defende que se deve
a todo o custo evitar a dor, sendo o prazer o valor mximo. 2. Em
Psicologia  a teoria segundo  a qual o nosso comportamento  motivado
pelo prazer e pela fuga  dor.

Heider, Fritz - Psiclogo social norte-americano de origem austraca
(1896-1988). Doutorou-se na Universidade de Graz na ustria. Na
Universidade de Berlim aderiu   psicologia da -- > Gestalt e colaborou
com K. -> Lewin. Quando, em 1930, emigrou para os EUA, foi trabalhar com
K. --> Koffka na Universidade de Massachusetts.  Adaptou as leis da ->
percepo dos objectos ao domnio da percepo das pessoas. Sustentou
que a percepo de um objecto social (pessoa com todas as suas
componentes  psicolgicas) constitui uma realidade exterior, com
propriedades perceptveis por todos,  semelhana do que ocorre na
percepo de outros objectos. Considerado  um dos fundadores da
psicologia -@ social dentro da corrente cognitivista (psicologia -->
cognitiva), E. Heider foi um dos primeiros psiclogos a defender a noo
de que o equilbrio cognitivo depende em@boa parte dos processos
intelectuais. E de realar, ainda, uma das suas caractersticas como
autor: tinha o costume de expor  as suas teorias comeando pelo ponto de
vista do senso comum, isto , pelo modo como os no psiclogos encaram o
mundo. Da sua obra destaca-se: A Psicologia das  Relaes Interpessoais
(1958). 

heliofobia - Medo de estar exposto ao sol.

Helmholtz, H. von - Fsico alemo (Potsdam 1821 - Charlottenburg 1894)
que desenvolveu a teoria dos trs tipos de --> receptores de cores de
Thomas Young (v. -4  Young-Helmholtz, teoria de). No campo da acstica,
efectuou uma anlise dos sons musicais com ressoadores, criou uma teoria
da -> percepo de base emprica e relacionou  a capacidade dedutiva
(v. -> deduo) com o -> inconsciente.

hematofobia - Pavor de ver sangue.

hemiplegia - Paralisia de um dos lados do corpo (direito ou esquerdo).

hemisfrios cerebrais - As duas partes (direita e esquerda) que
constituem o --> crebro unidas pelo corpo -> caloso.

hereditariedade - Transferncia de informao de pais para filhos ao
longo das geraes. Observa-se na espcie (hereditariedade especfica),,
o que faz com que  cada espcie, cavalo, co ou homem, parea e actue de
forma caracterstica e que no permita o cruzamento com qualquer outra.
Observa-se tambm individualmente (hereditariedade  individual), o que
faz com que cada indivduo seja nico dentro da mesma espcie. A
hereditariedade  assegurada pela manuteno do material gentico nos ->
cromossomas,  determinando o -@ gentipo da espcie ou do indivduo.
Para alm dos factores genticos herdados, os factores ambientais
interagem, permanentemente, no decurso  da vida, determinando o ->
fentipo (cf. -> Mendel, leis de).

Hering, iluso de V. --> iluso perceptiva.

Hering, teoria de - Teoria de viso das cores que assenta no princpio
de que existem trs pares fixos de --> receptores visuais:
verde-encarnado; azul-amarelo;  preto-branco (cf. -> Young-Helmholtz,
teoria de).

hermafrodita - Segundo a mitologia clssica, Hermafrodite, filho dos
deuses gregos Hermes e Afrodite, apresentava caractersticas masculinas
e temininas; da, clinicamente,  ser o estado caracterizado pela
no-diferenciao dos rgos reprodutores, isto , o hermafrodita
apresenta tanto tecido ovariano quanto testicular, no podendo  pois
dizer-se se se trata de um indivduo do sexo masculino ou feminino (cf.
-> bissexual).

herona --> Psicotrpico --> opiceo, derivado semi-sinttico da ->
morfina. Para alm de causar > dependncia (psquica e fsica) forte,
alivia a -4  ansiedade e causa euforia. Tem como efeitos a longo prazo:
letargia, impotncia sexual, para alm de outras doenas graves que
conduzem  morte.  a -> droga mais  utilizada pelos toxico-dependentes
(v. --> toxicodependncia) que a consomem misturada com outros
produtos, como o cido acetilsaliclico ou a glucose. Esta mistura
habitualmente no contm mais do que 3 a 10% de herona. Embora possa
ser fumada ou inalada, geralmente  injectada por via intravenosa. (V.
--> overdose.)

heterossexualidade - Comportamento sexual que se caracteriza pela
atraco por pessoas de sexo oposto.

hidrocefalia - Grande aumento craniano devido a acumulao de fluido
cerebrospinal no crnio. Se no for tratado a tempo, pode causar danos
irreparveis.

hidrofobia - Horror  gua. Designao imprpria para raiva, embora
seja um dos sintomas desta doena.

hierofobia - Repulsa por tudo o que est relacionado com religio. 

hgh - (ing.) Termo no cientfico para designar um estado de bem-estar
passageiro sob o efeito de drogas. 

hiperestesia - Sensibilidade exagerada aos estmulos sensoriais,
sobretudo aos tcteis.

hiperfagia - Apetite exagerado, caracterstico da -> bulitnia,

hiperfrenia - Actividade mental excessiva, por exemplo, durante o
estado manaco, i. e., de euforia, na --> psicose manaco-depressiva. 

hipermnsia - Capacidade exagerada para recordar, acompanhada de
excitao psquica. 

hiperpneia - Aumento do ritmo respiratrio. 

hipersomnia - Tendncia patolgica para dormir. Sonolncia excessiva.

hipertenso arterial - Tenso arterial elevada. Pode haver um aumento
na mnima, a diastlica (o mais grave), na mxima, a sistlica ou em
ambas.

hipertmia - Afectividade exagerada caracterstica dos ->
manaco-depressivos.

hipertiroidismo - Patologia endcrina que se caracteriza por
hipersecreo da -4 tiride. Pode provocar irritabilidade, nervosismo,
inquietao e at perturbaes  psquicas graves.

hipertrofia - lit. Aumento (cf. --> atrofia, o seu contrrio); no caso
de uma -> tenso arterial elevada constante, pode dar-se uma
hipertrofia ventricular esquerda,  factor de risco em doenas
cardiovasculares.

hipestesia - Diminuio da sensibilidade.

hipnofobia - Medo de adormecer. 

hipnoniania --> Obsesso em dormir.

hipnose - Estado transitrio de modificao da -> conscincia idntico
ao do --@ sono, provocado por sugesto e concentrao num objecto e no
qual o indivduo  hipnotizado obedece a certas ordens do hipnotizador.
Sob a influncia de --> Charcot que utilizava este mtodo para tratar a
-@ histeria, S. --> Freud criou a  -> psicanlise ao descobrir que sob
o efeito da hipnose, os seus pacientes manifestavam actividades do ->
inconsciente. No entanto, Freud acabou por abandonar a  hipnose como
mtodo teraputico passando a usar o mtodo das -> associaes livres
(v. --> Anna O).

hipntico - Medicamento que actua no -- > SNC e que  indicado em
doses teraputicas para o tratamento de insnia. Causa -> dependncia
fsica e psquica, sobretudo,  aps o uso prolongado de doses elevadas. 

hipocondria - Preocupao exagerada em relao  prpria sade,
associada  crena em doenas imaginrias. A sua denominao foi criada
por Hipcrates (469 a. C.  - 399 a. C.) que a considerava como uma forma
de -> melancolia, cuja origem se situava no hipocndrio (regio
subdiafragmtica). Foi descrita por Molire (162-1673)  no Malade
Imaginaire como uma -@, angstia que corresponde  necessidade de se
ser reconhecido como doente, para obter a ateno dos outros, fugindo,
assim, a qualquer  obrigao social. A hipocondria pode revelar-se em
vrios graus de intensidade, desde o simples caso de -@ ansiedade
passando pela -> nosofobia at ao delrio hipocondraco  ligado  ->
esquizofrenia e  --> parafrenia. 

hipfise ou pituitria -> Glndula endcrina localizada na base do -->
crebro, na sela turca. Encontra-se ligada ao -@ hipotlamo pelo
pednculo ou baste hipofisiria.  E considerado o crebro endcrino
porque, atravs das estimulinas, pelo lbulo anterior ou adeno-hipfise,
controla a actividade cortical das glndulas -> supra-renais,  gnadas
(testculos e ovrios) e da --> tiride. Entre as hormonas segregadas
pela adeno-hipfise citamos duas: 1. somatotrfica ou hormona do
crescimento (HC),  a hormona que existe em mais elevada concentrao na
hipfise, desencadeia a actividade e o crescimento dos ossos  e dos
msculos. A sua secreo  elevada no recm-nascido e atinge os valores
do adulto aos 4 anos; 2. prolactina, que durante a gravidez estimula o
desenvolvimento  da glndula mamria; activa a sntese de lactose e de
casena (protena do leite). A neuro-hipfise ou hipfise posterior, que
 um prolongamento da hipfise, armazena  duas hormonas produzidas em
ncleos hipotalmicos: 1. a oxitocina, que estimula a contraco do
msculo liso da glndula mamria, facilitando a sada do leite; durante
o parto, estimula as contraces uterinas, que permitem a expulso do
feto; actua na adeno-hipfise activando a prolactina; 2. vasopressina ou
hormona antidiurtica,  que actua nos rins regulando a reabsoro da
gua filtrada do sangue. A hipfise actua em estreita ligao com o
hipotlamo constituindo o sistema -- > hipotalmico-hipofisirio. 

hipotalmico-hipofisirio, sistema - Interconexo entre o -->
hipotlamo e a -.> hipfise, que constitui um sistema coordenado
atravs da variedade dos seus dispositivos  de regulao, assegurando
comportamentos vitais como a fome, sede, temperatura e reproduo. Este
sistema  responsvel pela interaco entre o sistema --> endcrino  e
o -> sistema nervoso.

hipotlamo - Pequena estrutura nervosa situada no ~-> diencfalo por
baixo do --> tlamo e ligada  -> hipfise. Embora represente apenas
menos de 1% do peso do -> crebro, desempenha um papel crucial no
controlo homeosttico (cf. --> homeostasia) e  o principal centro de
regulao comportamental essencial para  a sobrevivncia. Faz parte
integrante do sistema -> hipotalmico-hipofisirio, constituindo o
centro regulador do meio interno por parte do -> SNC, uma vez que contm
vrios conjuntos de clulas neurossecretoras e est ligado a outras
zonas do crebro, recebendo informaes do meio interno e externo.

hipotenso arterial - O contrrio de -> hipertenso arterial.

hipottico-dedutivo, raciocnio - Raciocnio demonstrativo, caso do
usado em lgica e em matemtica; caracteriza, segundo -@ Piaget, o
estdio de desenvolvimento  - operaes --> formais; raciocnio
diferente do indutivo (v. -> induo).

hipotimia - Diminuio da resposta afectiva caracterstica de certos
estados de -> depresso.

hipotiroidismo - Insuficincia do funcionamento da -> tiride. Na
criana induz graves perturbaes no crescimento e no desenvolvimento
psico-motor. No adulto pode  originar fadiga e --> depresso.

hipotrofia - atrofia.

Hiskey-Nebraska, teste de - Teste de --> inteligncia para avaliar a
capacidade de -> aprendizagem em crianas com surdez mdia ou profunda.

histeria - Estado de comportamento, durante sculos associado s
mulheres (ao tero) mas, na realidade, comum a ambos os sexos. Apresenta
como sintomas, --> alucinaes,  paralisia e cegueira temporrias,
entre muitos outros comportamentos sem base somtica (v. Anna O). Pode
falar-se tambm de neurose histrica.

histograma - Representao grfica de uma distribuio de dados
agrupados em classes de frequncia. V. --> estatstica.

histria clnica - V. --> anamnese.

Holingren, teste de - Teste usado no sculo XIX para detectar problemas
na viso das cores (cf. -@ Yoiing-Helmoltz, teoria de) bem como o grau
de abstraco em  -4 pacientes com leses cerebrais.

holofrstico, estdio - Um dos primeiros estdios do desenvolvimento
lingustico, no qual a criana usa apenas uma palavra para designar toda
uma frase ou um mero  desejo ou necessidade como, por exemplo, gua. 

Holtzman, teste do borro de (cf. --> Rorschach, teste de) Teste -->
projectiuo em que o indivduo a ele submetido  colocado perante uma
srie de borres de  tinta que suscitam a imaginao pelas figuras que
sugerem. O indivduo dar a sua resposta a cada um deles: pretende-se
avaliar a sua -4 personalidade.

homeostasia - lit. estado igual) Termo criado por W. Carmon em 1929,
para designar um conjunto de mecanismos fisiolgicos que permitem o
equilbrio interno do organismo.  O conceito de homeostasia inclui todos
os fenmenos adaptativos, processos de auto-regulao, que so
necessrios para responder s modificaes do organismo na  sua
interaco com o meio. So, nomeadamente, mecanismos de
controlo/retrocontrolo que envolvem o -> sistema nervoso e o sistema -@
endcrino, que, respectivamente,  atravs do -> hipotlamo (-> SNQ e da
-> hipfise (sistema endcrino) regulam a temperatura do corpo, a fome,
a sede, o --> sono, etc.

homfilo - Normalmente usado no sentido de -> homossexual, pode tambm,
em sentido lato, designar aquele que ama a humanidade.

homofobia - Pavor de homossexuais. Segundo muitos clnicos, este pavor
tem origem na suspeita ou no conhecimento secreto que a pessoa em causa
tem da sua --> homossexualidade.

homossexualidade - (do gr. hmoios, semelhante, da mesma natureza)
Homossexual  aquele que tem preferncia sexual por indivduos do mesmo
sexo (homens ou mulheres,  consoante o caso). Se, no passado, este tipo
de preferncia foi considerado como um vcio ou uma doena, hoje em dia,
muitos clnicos e as sociedades mais avanadas  consideram a
homossexualidade apenas como uma preferncia, um tipo de gosto sexual e
nada mais. Recentemente, mais precisamente em 1993, surgiu um debate nos
EUA  e em certos pases da Europa em torno da questo: homossexualidade,
resultado de factores biolgicos ou ambientais? O bilogo americano Dean
Hamer que lidera este tipo de investigao  desde 1993 sugere que, a
partir de estudos efectuados em homossexuais masculinos, esta
homossexualidade  resultante de factores genticos mas tambm
ambientais:  de facto, em cerca de metade dos casos estudados no se
encontraram factores hereditrios. No entanto, os recentes estudos
chamaram a ateno para este novo factor  gentico: cientistas
analisaram o --> AdN em pares de irmos, ambos homossexuais, em vrias
famlias com uma histria de homossexualidade do lado materno,
concluindo  que no deve ser ocasional o facto de haver recorrencia na
configurao do ~-> cromossoma X, herdado da me. Estas descobertas
foram publicadas na revista Nature  Genetics, sugerindo que um ou mais
genes no cromossoma X tem influncia no facto de um indivduo do sexo
masculino vir a ter preferncias homossexuais. A mesma fonte  no
concluiu, no entanto, a mesma recorrncia da configurao gentica do
cromossoma x no mesmo nmero de pares de irms homossexuais, estando
pois o estudo da homossexualidade  feminina, neste momento, menos
adiantado.

homossexualidade ego-distnica - Caso em que o indivduo no aceita a
sua --> homossexualidade devido s presses socioculturais. Esta no
aceitao  o nico  caso que , actualmente, considerado por muitos
psiclogos e psiquiatras como uma patologia, devido  -> ansiedade em
que o indivduo vive por no se aceitar tal  como  (cf. -->
homossexualidade ego-sintnica). 

homossexualidade ego-sintnica - Caso em que o indivduo aceita bem a
sua --> homossexualidade, como sendo uma preferncia igual,
valorativamente, a outras.

hrmica, psicologia - Ramo da psicologia criada por -> McDougIall que
tem como objecto o estudo dos -> instintos.

hormona - Mensageiro qumico produzido por -> glndulas endcrinas
libertado directamente no sangue e que permite s clulas do organismo
comunicarem a longas distncias.  As hormonas so libertadas depois de
ter havido um sinal, dirigindo-se para outras clulas (clulas alvo com
receptores especficos) onde induziro uma resposta  especfica. A sua
regulao faz-se por retrocontrolo. As hormonas dividem-se em trs
grupos de acordo com a sua estrutura qumica: esterides, derivadas do
colesterol  e produzidas no crtex supra-renal e gnadas (aldosterona,
cortisol, testosterona, progesterona); peptdicas, muito numerosas,
formadas por uma cadeia de aminocidos  (insulina, -@ endorfina); grupo
de hormonas que deriva do aminocido tirosina (adrenalina,
noradrenalina, tiroxina, doparnina). As hormonas, para alm de terem  um
papel importante no desenvolvimento psquico e maturao sexual, actuam
a nvel psicoafectivo e garantem a -> homeostasia.

Horner, lei de - Relativa ao -@ daltonismo. A confuso verde-encarnado
, segundo Horner, transmitida por via feminina aos indivduos do sexo
masculino, sem que  as mulheres sofram de daltonismo.

Horney, Karen - Psicanalista norte-americana de origem alem (Hamburgo
1885 - Nova lorque 1952). Secretria do Instituto Psicanaltico de
Berlim, depois de emigrar  para os EUA, fundou o Instituto Americano de
Psicanlise (1941). Entrou em desacordo com S. -> Freud a propsito da
origem das --> neuroses, defendendo a predominncia  dos factores
culturais na gnese dos estados neurticos. Da sua obra destacam-se: The
Neurotic Personality of Our Time (1937) e Neurosis and Woman Growth: The
StruggIe  Towards Self-Realization (1950).

Hull, Clark - Psiclogo norte-americano (Nova lorque 1884 - New Haven
1952). Aderiu ao --@ behaviorismo e, em colaborao com K. Spence,
elaborou uma teoria do comportamento centrada nos fenmenos da -->
aprendizagem. Contribuiu  com o mtodo hipottico-dedutivo para o
desenvolvimento da psicologia ~-> experimental. Tambm introduziu a
medio de --> variveis que intervm entre o --> estimulo  e a
resposta. A teoria de HulI, embora complexa, teve o mrito de dar relevo
ao papel do -- > reforo na aprendizagem, introduzindo a -@ moffluo
como uma varivel  interveniente (v. --> neobehaviorismo). 

humanista, psicologia - Deve-se a --> Maslow a criao desta teoria
psicolgica mais preocupada com os valores, tais como os estticos e os
da auto-estima, do  que com exageros que este psiclogo considera
existirem na -4 psicanlise e no --> behaviorismo. (V.-> Rogers, C. e
-> eu.)

humores, teoria dos - Teoria atribuda a Hipcrates (469-369 a. Q,
segundo a qual a vida  mantida pelo equilbrio entre quatro humores:
sangue, fleuma, blis amarela  e blis negra, procedentes,
respectivamente, do corao, crebro, fgado e bao. Cada um destes
humores tem diferentes qualidades: o sangue  quente e hmido, a fleuma
 fria e hmida, a blis amarela  quente e seca e a blis negra fria e
seca. Segundo o predomnio  de cada um destes humores na constituio de
um indivduo, existem as diferentes biotipologias: sanguneo, -->
fleumtico, bilioso ou -> colrico e melanclico.  V -> tipologia.

Hunt-Minnesota, teste de - Teste destinado a detectar deficincias
orgnicas cerebrais em indivduos adolescentes ou adultos.

itrico - Que diz respeito  medicina.

iatrognico, efeito - Doena causada por efeitos imprevisveis de um
medicamento ou tratamento.

-iatria - suf. que designa tratamento.

caro, complexo de - Segundo --> Murray,  a atraco pelo fogo (cf.
--> piro-mania) combinada com um passado de --> enurese, com o desejo
de imortalidade e  com o --> narcisismo.

cone - 1. Imagem religiosa pintada, usada sobretudo na Igreja Catlica
Ortodoxa. 2. Em Psicologia fala-se de --> iiiewria ic@iica. 3. Um
iconoclasta  aquele que destri imagens religiosas por no aceitar o
seu valor > siinblico e de --> culto.

id - Segundo -> Freud,  a base de toda a vida psquica,  a sede das
tendncias instintivas (v. -> instinto e -> pulso) que se orientam
pela libido (princpio do prazer) (cf. --> ego e superego). V ->
tpica.

idade mental - (IM) Nvel de desenvolvimento intelectual de uma criana
definido por uma -> escala (v. --> Binet-Simon, escala e --> QI).

idades, teoria das oito - Deve-se a Eric --> Erikson, psicanalista que
dividiu o desenvolvimento humano em oito estdios ou idades segundo as
crises por que a  pessoa passa. As crises podem ter consequncias
positivas ou negativas. 1. Idade - 1. Ano de existncia - confiana ou
desconfiana. 2. Idade - 2. Ano de existncia - autonomia ou dvida
(dependncia) e, da, um sentimento de vergonha. 3. Idade - 3. ao 5.
Anos da nossa vida - iniciativa ou sentimentos de --> culpa. 4. Idade
- 6. Ano at  Puberdade - diligncia ou complexo de inferioridade. 5.
Idade - -@ Adolescncia - Noo da -@ identidade ou confuso acerca do
--> papel a desempenhar. 6. Idade - Primeiros anos da vida adulta -
Intimidade/amor ou isolamento 7. Idade - Meia-idade ->
Criativi@ade/interesses ou estagna sorao. 8. Idade - Velhice -
Sentimento de integrao (v. --> integrao social) e calma ou de
desespero.

Ideia fixa - Tal como o nome indica,  uma ideia que persiste no nosso
--> consciente apesar de no haver razo aparente para a sua
persistncia (cf. -> mania e --> obsesso). nada no corresponde 
imagem real (cf. -- > alucinao).

Identidade - Conscincia de si prprio, do lugar que se ocupa no
mundo. 

identidade, crise de - A expresso crise de identidade deve-se ao
psicanalista Eric -> Erikson e pode acontecer Iluso d durante a -->
adolescncia.  V. --> moratria, fase. 

Identificao - Processo consciente ou no, segundo o qual uma pessoa
assume caractersticas de outras pessoas ou grupos (v.-> afiliao,
necessidade de e -> transferncia).  Figura impossvel 

Idiotia -- > Debilidade mental profunda corresponde a um --> QI
inferior a 30.

Illinois, teste de aptido psicolingustica de - (em ing., ITPA) Teste
destinado a avaliar aptides psicolingusticas em crianas com este tipo
de problema. 

imagem mental - Representao mental das caractersticas sensoriais de
um objecto ausente do campo perceptivo.  um instrumento da -@ memria
capaz de reactualizar  as --> percepes pertencentes ao passado do
indivduo.

imaginao - Capacidade de, a partir de -@ experincias e de ->
imagens do nosso passado, construir novas imagens (cf. -->
criatividade).

imago - Termo introduzido por -- > Jung (1911) para designar a imagem
que uma criana constri em relao a uma pessoa (geralmente pai ou
me), fixando-se no seu  -> inconsciente e que ir orientar,
posteriormente, a sua conduta e as suas relaes com os outros.
Elaborada a partir de experincias precoces, -> frustraes e
satisfaes infantis, esta representao tem uma forte carga afectiva.
Sentimentos ambivalentes podem gerar dois imagos contrrios (por
exemplo, bom pai gratificante e r@au pai frustrante). A relao que o
indivduo ter com os outros  depender de um bom ou mau imago,
projectando nas pessoas que o cercam as caractersticas essenciais da
imagem conserva a. V. -> projeco.

IMAO - Inibidores da Monoamina-oxidase Grupo de --> antidepressivos
que tm em comum a capacidade de inibir a actividade do enzima
monoamina-oxidase (MAO). Os  IMAO aumentam os teores de catecolaminas
neuromediadores) por inibio da sua degradao, o que est de acordo
com as teorias que vem na -> depresso  uma insuficincia dos
neuromediadores degradados pelo MAC. Os IMAO tm indicaes mais
limitadas que os tricclicos ou antidepressivos da segunda gerao no
tratamento  da depresso, obrigando a um controlo clnico rigoroso, dado
os seus possveis efeitos secundrios e por serem incompatveis com
muitos medicamentos e certos alimentos (v. -> psicotrpico).

imbecilidade - Forma de -@ debilidade mental menos grave que a -->
idiotia e que corresponde a um -> QI entre 40 e 50.

imitao - Cpia do comportamento de outras pessoas; acontece, por
exemplo, quando as crianas imitam os adultos -  um processo de ->
aprendizagem (v. --> sensrio-motor,  estdio).

impotncia - 1. Em sentido lato, fraqueza (sentimento de impotncia
perante uma situao, por exemplo). 2. Do ponto de vista sexual,  a
incapacidade, mais frequentemente  pontual, do indivduo do sexo
masculino em realizar o acto sexual, o que no implica que ele seja
estril (v. ~@ esterilidade). Nos indivduos do sexo feminino,  o
correspondente quela ariornalia costuma chamar-se --> frigidez.

impregnao - (al. prdgung ou einpr- @un ) Termo utilizado em ->
etologia como sinnimo de --> cunhagem. 

impresses, formao de - Organizao da informao acerca de um
indivduo de modo a que se possa enquadr-lo numa determinada categoria
positiva ou negativa (inteligente,  atraente, honesto, preguioso,
vaidoso, etc.). A primeira impresso formada  importante porque,
consoante seja positiva ou negativa, cria uma tendncia para generalizar
outros atributos consistentes com o primeiro (v. halo, efeito de).
Dentro da psicologia social, este tema foi abordado essencialmente a
partir  de duas perspectivas distintas: 1. pela psicologia da -- >
Gestalt (S. --> Ash, 1946) que supe a adopo de uma estratgia
configuracional na percepo dos outros, isto , o significado de cada
impresso  construido em funo das suas  relaes contextuais com as
restantes impresses; 2. pela abordagem de integrao de informao (N.
H. Anderson, 1974) que sustenta que cada elemento informativo  contribui
independentemente para a impresso global. 

impulso - Tendncia para... (v 1  --> nomeostasia). Segundo a ->
psicamlise, impulsos so -> pulses do --> id.

Inadaptao - Dificuldade de insero social.

incesto - Relao sexual entre membros prximos de uma mesma famlia.

incondicionado, estmulo - V. condicionado, reflexo.

incondicionado, reflexo - V. -> reflexo.

inconsciente - 1. (adj.) No ter conscincia de.... ser irrp-,non,;vpl
9-Um na psicanlise, o inconsciente (s.)  a sede das --> pulses (cf.
--> id) mas tambm  o local onde se encontram interiorizadas (v. -@
interiorizao) as proibies sociais, os tabus (v. --> superego).

inconsciente colectivo - Segundo o psiquiatra suo C. --> Jung, o
inconsciente colectivo  o detentor de memrias ancestrais (arqutipos)
que produzem imagens,  tais como a do velho sbio ou da me-terra,
imagens essas que povoam os nossos sonhos, fantasias e, mesmo, -->
alucinaes. A poesia, os mitos e a religio teriam a a sua origem. 
tudo aquilo que inconscientemente est  armazenado na --> memria
colectiva de um povo, por exemplo, a antipatia imediata que uma pessoa
possa ter por um indivduo de um pas vizinho, pas esse que, no
passado, teria representado uma ameaa para o seu pas. Jung acreditava
tambm que, para alm da herana do inconsciente colectivo, as pessoas
eram portadoras, logo   nascena, de um inconsciente pessoal, local
de memrias individuais reprimidas. Para Jung a anima  a -@
personalidade interior coberta pela pessoa que e a  aparencia - a
personalidade visvel usada para mascarar a verdadeira.

incontinncia - Dificuldade em conter dejeces ou impulsos sexuais.

indivduo - lit. Aquele que no se pode dividir, sob pena de deixar de
ser quem ; o indivisvel (cf.-> pessoa e v.-> personalidade dupla).

induo - Raciocnio que parte do particular para o geral, (cf. ->
deduo).

industrial, psicologia - Ramo da psicologia -@ aplicada que se dedica
aos problemas humanos no trabalho industrial. Hoje em dia, esta
designao tende a ser substituda  por psicologia -> organizacional.

infantilismo - Comportamentos infantis observados em indivduos de
idades mais avanadas.

inferioridade, complexo de - V Aoller, A.

influncia social - Termo que em psicologia -> social significa a
mudana de --> atitudes, opinies e valores de um indivduo, resultante
do contacto com outros  indivduos. Cf. -> presso para a uniformidade
social.

influxo nervoso - Alterao electroqumica provocada por um -->
estmulo, efectuada pelo -> neurnio e propagada ao longo da sua
membrana (nomeadamente do axnio).  A transmisso do influxo de um
neurnio para outro  assegurada pelos --> neuromediadores a nvel das
sinapses. 

informao, processamento de - Conjunto de investigaes criadas pela
psicologia -> cognitiva que evidencia as modalidades de estruturao e
conservao, da formao  de representaes e de tratamentos simultneos
de informao que funcionam sucessivamente. O interesse por estas
investigaes est relacionado com o desenvolvimento da -> inteligncia
artificial. 

inibio - 1. Bloqueio emocional involuntrio que se traduz em
incapacidade de iniciativa, Comportamento frequente nos tmidos (v. -->
timidez) ou em certas situaes  particulares (exame, actuao em
pblico), surge tambm em muitos casos de -- > depresso. 2. Processo
oposto  excitao; conceito que em -@ psicofisiologia, foi utilizado
pela primeira vez  por -> Pavlov para designar a diminuio ou extino
de uma resposta ou reflexo --> condicionado, quando este deixa de se
seguir ao --> estmulo que o provocara  (estmulo incondicionado). 3.
No processo de --> aprendizagem, o termo inibio  por vezes utilizado
para referir as interferncias negativas que perturbam novas  aquisies
(v. --> transferncia).

Inibidores da Monoamina-oxidase - V. --> IMAO.

inqurito -  uma maneira de obter dados por meio de -@ entrevistas e
de -> questionrios. O inqurito  extensivo quando  usado para obter
uma -@ amostra representativa,  estudando-se grandes grupos de
indivduos, sendo, no entanto, os dados colhidos limitados e
superficiais - para este efeito pode usar-se o -> questionrio. O
inqurito  intensivo usa-se quando se pretende recolher dados mais
profundos e completos; dirige-se a pequenos grupos e recorre ao uso de
uma outra tcnica, a --@ entrevista.

insight - (ing.) ou intuio Termo criado por W. --> Khler em A
Mentalidade dos Macacos (1956), para designar a soluo sbita de um
problema, em contraste com a --@ aprendizagem por tentativa e erro.
Actualmente a utilizao deste termo refere-se  possibilidade de se
estabelecerem  novas relaes ou conexes para encontrar uma ideia ou
compreender um problema. 

insnia - Dificuldade em dormir, seja em adormecer, seja pelo facto de
acordar cedo e no conseguir tornar a adormecer - insnia terminal.

Instinto - Conjunto de comportamentos complexos caractersticos de uma
espcie, e que no necessitam de -> aprendizagem (inatos). Durante muito
tempo considerou-se  que todos os comportamentos animais (motores,
sociais, alimentares e sexuais) se reduziam ao instinto, consistindo
este numa espcie de caracterstica imutvel e  per@eita i

A --> etologia, ao constatar que  possvel modificar consideravelmente
os comportamentos instintivos animais desde que se conheam os est
mulos originadores,  contribuiu para a clarificao de que o instinto
no  imutvel nem perfeito, revelando, alm disso, uma
complementaridade entre instinto e aprendizagem (v. -> cunhagem).  Em
relao ao homem, dado que em todas as suas condutas existe uma
interaco entre o inato e o aprendido, evita-se atribuir-lhe qualquer
actividade instintiva.  Alis, S. -> Freud fala em -> pulses sexuais
no homem e no em instintos sexuais, dada a complexidade de escolha e
diversidade de fins no comportamento sexual  humano.

integrao social - Existe uma boa integrao social sempre que h uma
realizao total das potencialidades de cada um (v.-> Rogers) ou a
pessoa  auto-realizada  (v. --> Maslow). Se no houver essa
integrao, a pessoa poder ser uma inadaptada ou delinquente (v. -@
inadaptao e --> delinquncia).

inteligncia - (lat. intellegentia, compreenso) Porque se trata de um
conjunto de aptides, tem sido difcil criar uma definio de
inteligncia. De facto, a inteligncia  refere-se s competncias
individuais mais complexas. Assim, podem citar-se algumas das definies
mais correntes: a capacidade de entender smbolos abstractos,  conceitos
e relaes; a capacidade de aprender novas matrias e de aprender com a
experincia; a capacidade de nos adaptarmos a novas situaes e de
resolver problemas  em sentido lato).  preciso no confundir habilidade
com inteligncia. Desde cedo que a inteligncia foi objecto de medio.
Galton (1822-1911), primo de Charles  Darwin, foi o introdutor do
conceito de medio da inteligncia ao trabalhar no campo da > eugemia -
estudo dos aspectos hereditrios que poderiam melhorar  a espcie
humana. Alfred --> Binet (1857-1911), introdutor da Psicologia
Experimental em Frana e criador do -> mtodo comparativo, abordou este
assunto a partir  do estudo de pacientes com traos excepcionais -
primeiro, doentes mentais e os atrasados, depois os sobredotados,
grandes matemticos, jogadores de xadrez para,  finalmente, se dedicar
ao estudo das crianas. O mtodo comparativo, ao desenvolver uma
psicologia individual, tem os olhos postos no funcionamento da
mquina  mental. Para o estudo da inteligncia, usou questionrios que
aplicou, sobretudo, s suas filhas Armande e Marguerite e elaborou o
Estudo Experimental da Inteligncia  em 1903. Em 1904, o Ministrio
Francs da Instruo Pblica, preocupado com o ensino/aprendizagem dos
mais atrasados (agora que a instruo primria se tornara obrigatria)
nomeou uma comisso para resolver o problema da educao das crianas
que revelavam atrasos mentais. Binet resolveu ento medir directamente o
nvel intelectual  das referidas crianas, atravs do uso de provas que
so resolvidas com sucesso nesta e naquela idade pelas crianas
normais, podendo, assim, determinar-se a idade  mental de uma criana.

inteligncia artificial - Conjunto de tcnicas e mtodos destinados a
criar programas informticos capazes de realizar operaes intelectuais
prprias da --> inteligncia  humana. 

inteligncia, testes de medio da -> inteligncia faz-se atravs de
-@ testes. Em 1905, -> Binet criou a Escala Mtrica de Inteligncia
composta por 30 testes  que incluiam vrios processos de avaliao, tais
como o significado de palavras, a memorizao de nmeros, a descoberta
de erros, entre outros. Foi assim criado  o primeiro teste de
inteligncia que toma em considerao o resultado das pesquisas
experimentais feitas por Binet nos domnios da --@ memria, da -@
ateno, da  --> imaginao, da inteligncia de um modo geral, nas
crianas. Estas pesquisas tomaram, como alis  habitual em Psicologia,
como critrio de normalidade (v. ->  normal) o critrio da maioria;
assim sendo, considerou-se prprio de uma determinada idade o ser-se
capaz de resolver determinados problemas. Esta escala comeou  por ser
aplicada por meio de testes verbais. Depois, passou a usar-se a tcnica
do papel e do lpis - os chamados testes de papel e lpis. Com este
tipo de registo, a aplicao  e avaliao dos testes tornou-se mais
fcil e mais rigorosa, tendo atingido um razovel grau de rigor na
actualidade (v. --> QI).

Inteligncia, quociente de --> QI.

interiorizao - Acto de tornar nossos, costumes, -@ tabus, -->
normas, valores da nossa sociedade, i. e., passar a senti-los como
fazendo parte da nossa natureza  e no apenas como --> conceitos.

introspeco - At ao sculo XIX, a psicologia foi uma disciplina
filosfica que se ocupava do estudo de estados de conscincia ou de
factos psquicos. Este  estudo fazia-se atravs de uma auto-anlise
mais ou menos potica, dependendo de quem a fazia: a introspeco. Este
tipo de introspeco (introspeco na 1. pessoa,  uma vez que o
analisado e o observador eram a mesma pessoa) fazia parte do que se
convencionou chamar Psicologia --> Clssica por oposio a uma
Psicologia Cientfica. V --> mtodo e -@ observao.

introverso - Dimenso da --> personalidade na teoria de -> Eysenk (v.
-@ extroverso/introverso). intuio -> insight.

inventrio de personalidade - Escala destinada a avaliar a -->
personalidade de um indivduo.

Inventrio Multifsico de Personalidade de Minnesota (ing. MMPI) Famoso
teste de --> personalidade publicado em 1942 nos EUA, do qual fazem
parte 550 questes s  quais se pede que se responda verdadeiro,
falso ou no sei. Pretende-se avaliar graus de energia, vitalidade e
vigor psquicos ou, ainda, estados de ansiedade.

Inventrio de Personalidade da Califrnia (ing. CPI) Teste baseado no
MMPI, constitudo por vrias centenas de questes de resposta
alternativa. Tem como objectivo  detectar graus de auto-aceitao,
autodomnio, auto-realizao ou de -- > socializao.

isofilia - Atraco (aparentemente de carcter no sexual) por
indivduos do mesmo sexo. Diferente de --> homossexualidade.

isomorfismo - Conceito utilizado pela psicologia da --@ Gestalt para
exprimir a existncia de uma identidade de forma, ordem e organizao
entre os processos fisiolgicos  e os processos perceptivos. Os
gestaltistas entenderam que a -> percepo dependia de factores
estruturais relativos s propriedades fisiolgicas do -> crtex rebral,
aplicando a sua concepo globalista  fisiologia do -> crebro. Os
impulsos desencadeados pela estimulao nervosa produziriam no crtex
cerebral campos tensionais,  formados por estruturas de --> neurnios
que se organizariam segundo as leis fsicas do campo electromagntico, e
de que as percepes seriam a sua expresso. Constituir-se-ia,  assim,
um isomorfismo entre as propriedades do campo perceptivo e as
propriedades do campo cortical. Este conceito foi abandonado por falta
de confirmao.

James, William - Filsofo e psiclogo norte-americano (Nova lorque 1842
- New Hampshire 1910). Fundador do -@ funcionalismo, trouxe 
psicologia norte-americana a tendncia pragmtica que a caracterizou.
Mais interessado em estudar  os processos do que os contedos da -->
conscincia, contestou os princpios preconizados por --> Wundt. Deste
modo, criou a expresso corrente da conscincia  para acentuar que os
processos mentais devem ser analisados como contnuos e no como partes
da conscincia, conforme defendia Wundt. Mas a sua celebridade deve-se,
sobretudo,  teoria que criou em associao com o fisilogo dinamarqus
C. Lange, sobre as - emoes (v. --> emoes de Janies-Lange, teoria
das). Da sua obra destacam-se:  Principals of Psychology O 890) 
Psychology: Briefer Course (1892) e The Mcaning of Truth (1909).

Janet, Pierre - Psiclogo e psiquiatra francs (Paris 1859 - id. 1947).
Tal como S. -@ Freud, trabalhou com -> Charcot no Hospital de
SaIptrire em casos de  -@ histeria. A sua obra no domnio da -->
psicopatologia centrou-se nas noes de fora psicolgica (potencial de
energia do indivduo) e tenso psicolgica (forma  de utilizar a fora
psicolgica) que, quando no se coordenam, explicam os estados de
histeria. Da sua obra destacam-se: Obsessions et Ia Psychasthnie
(1903), De  VAngoisse  I'Extase (1926).

Jocasta, complexo de - Segundo a mitologia grega, Jocasta, me de
dipo, casou com o filho sem saber de quem se tratava. Representa,
segundo a --> psicanlise,  o papel da me nas relaes me-filho no
complexo de -@ dipo. 

Jones, Ernest - Psiquiatra e psicanalista britnico (Cowerton 1879 -
Londres 1958). Foi fundador da Sociedade Britnica de Psicanlise e do
jornal Internacional  de Psicamlise. Da sua obra destaca-se uma clebre
biografia de S. -- > Freud: Vida e Obra de Signiund Freud (1953).

Jung, Carl Gustav - Psicanalista suo (Kesswill 1875 - Ksnacht 1961).
Licenciado em Medicina pela Universidade de Basileia (1900),
especializou-se em psiquiatria  no Hospital Brgholsi de Zurique. ->
Bleuler apresentou~o a S. --> Freud (1907) com quem manteve estreitas
relaes, tendo realizado juntos uma viagem aos EUA.  Aps uma srie de
divergncias com os conceitos freudianos de -- > libido e ->
inconsciente, Jung rompeu com Freud (1913), fundando a sua prpria
teoria que designou por psicologia -> analitica. Acreditando que a
anlise do -> inconsciente colectivo pudesse contribuir para a
compreenso do -> consciente individual, dedicou-se ao estudo dos
hbitos, mitos, tradies e religies  dos povos primitivos. Termos por
ele criados como -@ complexo, -- > introversolextroverso e
arqutipo, fazem hoje parte do vocabulrio comum. Da sua obra
destacam-se:  Relaes entre o Eu e o Inconsciente (1926), Contribuies
para a Psicologia Analitica (1228), A Psicologia do Inconsciente (1942)
e Psicologia e Alquimia (1944).

justaposio - Segundo -@ Piaget, as crianas nos dois primeiros --@
estdios da existncia tm tendncia a justapor, i. e., a ligar entre si
elementos sem a  preocupao de descobrir relaes de causalidade entre
eles.

Kahn, teste de - Teste -4 projectivo que usa smbolos culturais.

Kanner, sndroma de --> Autismo infantil.

Keller, plano de - Conhecido entre ns sob a designao de ensino
recorrente, o aluno estuda a matria por unidades capitalizveis,
requerendo o exame de cada unidade  logo que se sinta apto a faz-lo.
Este plano de estudos personalizado deve-se ao --> behaviorista Fred
Keller.

Klein, Melanie - Psicanalista britnica de origem austraca (Viena 1882
Londres 1960), As suas investigaes centraram-se na distino entre
dois momentos do desenvolvimento  de conflitos precoces na relao
me/filho, durante o primeiro ano de vida da criana. No primeiro
momento denominado posio esquizo-paranide (at aos trs meses),  a
criana manifesta hostilidade em relao  me mas se a me satisfizer
as suas necessidades, ajuda-a a superar os seus impulsos agressivos. No
segundo momento  denominado posio depressiva (do quarto ms at ao fim
do primeiro ano), o amor e o medo levam  formao do -> superego. A me
 objecto de pulses libidinais e destrutivas geradoras de uma -->
ambivalncia que, por sua vez, causa culpabilidade. Seguem-se mecanismos
de  reaco que tentam reparar os sentimentos de culpa. Para esta autora
cada uma destas fases pode voltar a manifestar-se no adulto dando origem
a: --> esquizofrenia  ou -> paranias se os indivduos regressarem ao
primeiro momento; --> depresso no caso de regressarem ao segundo
momento. Saliente-se que M. Klein, ao contrrio  do que props S. --@
Freud, defendeu que a formao da estrutura da --> personalidade ocorre
durante o primeiro ano de vida, situando o complexo de --> dipo  no
momento da posio depressiva. Da sua obra destacam-se: Psicanlise da
Criana (1932) e Os Progressos da Psicanlise (1952).

Kleine-Levin, sndroma de - Mais comum entre adolescentes do sexo
masculino, caracteriza-se por estados de -> bulimia e por uma excessiva
necessidade de dormir  muitas horas.

Kluever-Bucy, sndroma de - Srie de comportamentos caracterizados
tanto por alteraes do domnio -- > cognitivo, como do emocional (v.
-@ emoo), tais como  -) agnosia visual e exagero de necessidade
sexual.

Koffka, Kurt - Psiclogo norte-americano de origem alem (Berlim 1886
Northampton 1941). Foi, juntamente com W. --) Khler e M. ->
Wertheimer, um dos fundadores  da psicologia da -- > Gestalt.
Doutorou-se na Universidade de Berlim em 1908. De 1911 a 1924 trabalhou
na Universidade de Giessen. Emigrou para os EUA onde ocupou vrios
cargos at ser nomeado professor de Psicologia no Smith College. Da sua
obra destaca-se:  PrincipaIs of Gestalt Psychology (1935).

Khler, Wolfgang - Psiclogo norte-americano de origem alem (Reval
1887 - Enfield 1967). Foi um dos fundadores da psicologia da -->
Gestalt, juntamente com K. --@ Koffka e M. -> Wertheimer. Dirigiu uma
estao de investigao  de primatas em Tenerife (1913-1920). Aqui
realizou famosas experincias sobre a --> inteligncia dos chimpazs,
formulando o conceito de aprendizagem por -- >  insiglit. Em 1921, foi
nomeado professor da Universidade de Berlim. Emigrou para os EUA, em
1935, tornando-se professor de Psicologia no SwartIunore College
(Princeton)  at  sua reforma, em 1957. Das suas obras destacam-se:
Dynamics in Psychology (1940) Gestalt Psychology (1947) e The Mentality
of Apes (1956).

Korsakov, sndroma de --> Psicose associada ao alcoolismo crnico mas
que tambm pode ocorrer em casos de traumatismo, intoxicao por C02,
gravidez ou tuberculose.  Deve-se, sobretudo nos alcolicos, a uma grave
carncia de vitamina B. Caracteriza-se por lapsos de memria em relao
a acontecimentos recentes, desorientao espcio-temporal, polinevrite
dos membros inferiores e --> paramnsia.

Kretschmer, Ernest - Psiquiatra alemo (Wstenrot 1888-Tbingen 1964).
Professor de Psiquiatria e Neurologia nas Universidades de Tbingen e de
Marburgo. Opositor  ao regime nazi, foi afastado das suas funes entre
1933 e 1946. Elaborou uma --> tipologia morfolgica, baseada no estudo
de vasto material clnico, com o qual correlacionou a --> personalidade
com a predisposio para certas doenas mentais e com factores da
constituio fsica do corpo. Os tipos morfolgicos descritos por
Kretschrner so: atltico,  -> leptossmico, -@ pcnico e displstico.

K, teste --> Teste inserido no --> Inventrio Multifsico de
Personalidade de Minnesota (NMPI) que tem como objectivo detectar
doenas falsas, inventadas para  proveito prprio. 

Kuhlman-Binet - Adaptao dos testes de -@ inteligncia de A. -> Binet
 cultura americana, feita em 1912.

Kuder-Richardson, frmulas de - Frmulas de avaliao da coerncia dos
itens de um -> teste a partir da determinao da sua --> fidelidade.
Destes autores, a  frmula mais utilizada  designada por KR20:

r = [n1(n - 1)] [(ot2 - ypq)lat2]

em que r representa a fidelidade do teste, n o n. dos seus itens, atI a
-> varincia, (at o --> desvio padro), das notas totais, p e q a % de
indivduos que  acerta e que erra em cada item, respectivamente. Ipil 
o somatrio do produto entre p e q, sendo este calculado separadamente
para cada item.

lateralidade - Utilizao preferencial de um dos lados do corpo. Vrias
hipteses tm tentado explicar este fenmeno sem que alguma se mostre
completamente satisfatria.  No existem diferenas anatmicas
significativas entre os dextros e os canhotos.  uma questo onde 
difcil determinar se as causas so fisiolgicas ou hereditrias  ou se
resultam de factores educativos. No entanto, sabe-se que a lateralidade
depende do grau de dominncia de um dos --> hemisfrios cerebrais sobre
o outro: o  hemisfrio esquerdo  dominante nos indivduos dextros.

leptossmico - Indivduo magro, de aparncia frgil, rosto alongado e
ombros estreitos. Segundo a --> tipologia de --> Kretschmer, o
leptossmico cansa-se com  facilidade,  hipersensvel e tem
predisposio para a --> esquizofrenia. Segundo a tipologia de ->
Sheldon corresponde ao --> ectomorfo.

lesbianismo -@ Homossexualidade entre as mulheres.

leucotomia pr-frontal - Cirurgia que produz pequenas reas de leso na
-@ massa branca profunda de ambos os lobos frontais (regio
pr-frontal) foi proposta pelo  neurologista portugus Egas -> Moniz
(prmio Nobel da Medicina em 1949) e executada pelo seu colaborador, o
neurocirurgi@@ Almeida Lima, em 1936. Destinada a tratar a --@
esquizofrenia e algumas --> neuroses obsessivas graves, causou bastante
controvrsia, porque embor@ os pacientes permanecessem com  certas
funes intactas, como a linguagem e a memria, o seu comportamento
emotivo sofria grandes alteraes, ou seja, a agitao anterior dava
lugar a comportamentos  apticos, prximos da -> demncia. No entanto,
convm lembrar que os medicamentos mais eficazes neste tipo de doenas
s apareceram no final da dcada de 1950 e  que, por isso, para alm do
colete de foras e dos -> electrochoques, no havia outras alternativas
teraputicas. Cf. -@ lobotomia frontal.

Lewin, Kurt - Psiclogo social norte-americano de origem alem (Mogilno
1890 - Newton 1947). Professor na Universidade de Berlim (1226) onde,
como psiclogo da -> Gestalt, realizou trabalhos importantes no domnio
da --> memria, -->  percepo e psicologia da criana. Com a asceno
do nazismo emigrou para os EUA onde, de 1939 a 1945, ensinou em
diferentes universidades (Standford, CornelI, Harvard).  Influenciado
pelo pragmatismo americano, comeou a dedicar-se ao estudo da ->
frustrao e --> regresso (1937-1941), nvel de aspirao (1936-1944)
e -@ aprendizagem  (1942). A sua teoria, baseada na noo de --> campo
psicolgico, leva-o a realizar experincias sobre a dinmica interna de
pequenos grupos (-> liderana) e, at,  a intervir socialmente por
solicitao das autoridades ou de grupos de cidados (modificao de
hbitos alimentares, problemas de integrao de grupos tnicos).  Com
este incentivo, alguns dos seus discpulos comearam a intervir em
organizaes empresariais, dando origem  psicologia -4 organizacional.
Demonstrou, tambm,  preocupaes epistemolgicas e, por isso, criou o
grupo de topologia que reunia anualmente personalidades ligadas a
domnios diversos como: -> psicanlise, antropologia,  fenomenologia e
sociologia. Da sua obra destacam-se: A Dynamic Theory of Personality
(1935) e Principles of Topological Psychology (1936). 

libido - Segundo -> Freud, a libido id)  o princpio da vida (Eros),
princpio do prazer que est ligado  actividade sexual; ope-se ao
princpio da morte (Thnatos)  e entra em --> conflito com o princpio
da realidade (v. --> ego). O objecto libidinal , pois, o objecto de
desejo sexual. 

licantropia -> Delirio que se manifesta num indivduo que julga ser
lobo e, por isso, age como tal.

liderana - Funo assumida por um ou vrios indivduos que numa
determinada situao influenciam ou transformam a conduta de outros
(indivduo, - grupo ou organizao),  com o fim de obter destes ltimos
os desempenhos que lhes so atribudos. Para K. - Lezvin o fenmeno de
liderana deve ser estudado -como uma manifestao das  interaces no
grupo (--> dinmica de grupo) e no o lder nas suas caractersticas ou
qualidades individualizadas. Assim, considera-a como um caso especial de
--> influncia social, caracterizando trs estilos de liderana a
partir de experincias de campo realizadas em colaborao com Lippit e
Whyte: 1. laissez-faire  ou laxista - o comportarrineto do grupo, assim
como o do seu lder, oscila de maneira mais ou menos incoerente; o grupo
no visa objectivos claros, mudando de objectivos  e metodologia sem
fundamentao suficiente; dado que no h correcta percepo do grupo
como um todo, assim como, da posio de cada participante, os conflitos
so  frequentes; o investimento de muita energia na relao interpessoal
impede a sua canalizao para actividades produtivas; a ausncia de
resultados  fonte de --  > frustraes e, por consequncia, de
agressividade contra o lder e contra outros membros do grupo; 2.
autocrtico ou autoritrio - existe empobrecimento das decises  e
solues no interior do grupo e tambm na sua relao com o exterior; os
membros do grupo so pouco criativos, perdem iniciativa, tornam-se
inquietos e desconfiados;  os lderes autoritrios criam -@ bodes
expiatrios para mobilizar a actividade do grupo; 3. democrtico ou
participativo - tendncia ao aumento de liberdade e profundidade  de
comunicao entre os membros do grupo. As -> motiva es so variadas,
mais ligadas  dinmica interna e externa do que  responsabilidade do
lder; aumento da  criatividade do grupo e melhoria das qualidades das
decises e solues, quer no seu interior, quer na relao com outros
grupos.

Likert, escala de --> Escala usada para medir --> atitudes,
normalmente atravs de uma -> anlise factorial.

lmbico, sistema - conjunto de estruturas interconectadas e localizadas
nos -> hemisfrios cerebrais, envolvendo parte do lobo frontal e
temporal, o -- > tlamo e com estreitas ligaes anatmicas com o ->
hipotlamo. Compreende vrias  regies do crtex lmbico, situado na
confluncia dos dois hemisfrios com o -> tronco cerebral. As estruturas
mais importantes deste sistema so: 1. a amgdala  (forma de amndoa) 
constituda por duas estruturas simtricas localizadas em cada
hemisfrio cerebral no interior do lobo temporal, desempenha um papel
importante  na percepo das -> emoes faciais e na relao sistema
imunolgico/--> stress; leses na amgdala afectam o comportamento
emocional; verificadas em animais de laboratrio, estes revelaram
sexualidade indiscriminada (cpula de qualquer objecto) e perda  de
capacidades, tanto agressiva como defensiva. 2. o hipocampo (forma de
cavalo-marinho), situado imediatamente atrs da amgdala, desempenha um
papel importante  no campo da --> memria;  uma das zonas mais
afectadas pela doena de -> Alzheimer. O sistema limbico est tambm
implicado na --> motivao.

limiar - Intensidade mnima de um -> estmulo, capaz de provocar uma
resposta.

linguagem - Considera-se a linguagem como o conjunto da lngua (hbitos
lingusticos que permitem a comunicao) e da fala.  pela linguagem
escrita ou oral, pela  utilizao da palavra com sentido, que adquirimos
e desenvolvemos conhecimentos ou ainda pela linguagem mmica ou gestual.
Alguns psiclogos encararam a possibilidade  de haver pensamento sem
linguagem. Assim, consideram que momentaneamente  possvel
libertarmo-nos das imposies lingusticas, por exemplo, quando lidamos
com dedues lgico-matemticas  e mesmo com certas actividades
estticas, em momentos especiais de -@ criatividade ou de transe. V.
--> smbolo,

lobo - Anatomicamente define a parte arredondada de um rgo e
corresponde, normalmente,  subdiviso anatmica do mesmo. Por exemplo,
em cada hemisfrio do --> crebro definem-se 4 lobos: frontal,
parietal, temporal e occipital. 

lobotomia frontal - Cirurgia que secciona totalmente a massa branca dos
lobos frontais do crebro. Esta operao, embora inspirada na -- >
leucotomia  pr-fontal proposta por Egas --> Moniz, ao contrrio desta,
provoca leses extensas com consequncias muito mais graves a nvel das
capacidades intelectuais.

localizao cerebral - Noo segundo a qual existe no --> SNC uma
regio especfica para cada funo mental. Esta hiptese nasceu com J.
J. Gall (v. -> frenologia)  e foi desenvolvida por P. Broca em 1861,
quando este ltimo constatou que uma leso na terceira circunvoluo
frontal esquerda provocava > afasia. Com a anlise  de outros casos,
veio a confirmar-se a localizao da rea da liguagem articulada, que
passou a denominar-se rea de --> Broca. Entretanto, tm-se
desenvolvido  investigaes que procuram estabelecer relaes entre as
reas cerebrais, funes e comportamentos. Actualmente, dados
anatomofisiolgicos confirmam a existncia  de localizaes funcionais
no --> crtex cerebral; estes dados pem em evidncia fenmenos de
plasticidade e de recuperaao que negam qualquer modelo localizador
rgido, pois todos os mecanismos comportamentais envolvem a actividade
integrada do crtex cerebral na sua totalidade. V. reas de -- >
Brodmann,

logagnosia - Incapacidade de perceber o sentido das palavras que se
lem. Forma de -- > agnosia ou mesmo de afasia. 

logamnsia - Incapacidade de reconhecer palavras escritas ou faladas.

logomania - Acto de falar compulsivamente sem parar, s vezes
proferindo um discurso incoerente. Tambm chamada logorreia, verbomania,
verborreia ou verbosidade.

longitudinal, mtodo - Os mtodos longitudinais acompanham o
desenvolvimento do indivduo (v. --> desenVolVimento, psicologia do)
atravs de etapas ou -- > estdios;  so, por assim dizer, mtodos
diacrnicos: estudam modificaes comportamentais ao longo do tempo.
--> Piaget usou este tipo de mtodo quando acompanhou o desenvolvimento
das estruturas cognitivas (v. -> cognitivo) do recm-nascido at  -@
adolescncia. Estes mtodos baseiam-se na --> observao. 

Lorenz, Konrad - Etlogo austraco (Viena 1903 - Altenberg 1989). Foi
com N. --> Tinbergen co-fundador da -> etologia. Licenciado em
Filosofia e Medicina, especializou-se  em Zoologia, sendo nomeado
professor de Anatomia Comparada no Instituto de Anatomia de Viena
(1937). Em 1941 foi integrado no exrcito alemo, onde desempenhou as
funes de mdico neurologista. Aps ter retomado a sua actividade na
Universidade de Viena, foi nomeado director assistente do Instituto
Max-Plank de Fisiologia  Comportamental, na Alemanha (1950). Pelos seus
numerosos trabalhos sobre o --> instinto nas aves e peixes, assim como
um grande nmero de livros de divulgao,  foi-lhe atribudo o prmio
Nobel da Medicina, com N. Tinbergen e K. von Frisch. Das suas obras
destacam-se: A Agresso, Uma Histria Natural do Mal (1963), Evoluo  e
Modificao do Comportamento: o Inato e o Adquirido (1965). 

loucura - Termo no cientfico (embora de uso frequente) para designar
distrbio (ou doena) mental.

LSd25 - (Dietilamida do cido lisrgico) -> Psicotrpico
psicodislptico com efeitos alucingeneos (v. --> alucinao).

lucidez - Clareza de raciocnio.

ldica, actividade - (do lat. ludus, jogo) Pode ser usada como um meio
de fcil --> aprendizagem.

macrocefalia - Anomalia que consiste no hiperdesenvolvimento do
encfalo.

mancinismo -> sinistrismo.

maneirismo - Estilo afectado, precioso.

mania - Comportamento exagerado, excntrico.

manaco-depressiva, psicose -  um grave distrbio mental em que
existem vrias alteraes de comportamento. No estado manaco, o doente
mostra-se superagitado  e hiperactivo; no estado depressivo sofre de
comportamento melanclico, de --> ansiedade e de possvel reduo da
actividade fsica que pode produzir o estado de->  estupor. Na forma
circular deste distrbio, o doente apresenta, pelo menos, um de cada dos
referidos tipos de estados. Tambm se chama a esta -> psicose, psicose
afectiva, cclica, circular ou peridica. V. dopamina.

marijuana - cannabis.

Maslow, Abraham - Psiclogo norte-americano (Nova forque 1908 Menlo
Park, Califrnia 1970). Ficou conhecido como defensor da psicologia ->
humanista, alternativa   -@ psicanlise e ao -> behaviorismo. Realizou
estudos sobre auto-realizao e estabeleceu uma hierarquia das ->
motivaes humanas. A sua teoria inclui dois conceitos  principais:
necessidades bsicas (fisiolgicas, segurana) e metanecessidades (amor,
estima e auto-realizao). Maslow considerou que o homem precisa tanto
de prestgio,  respeito prprio, justia e bondade, como de comida, sexo
e estabilidade familiar. A satisfao das necessidades bsicas resulta
de carncias imperiosas e primrias;  as metanecessidades resultam
igualmente de impulsos inatos, o homem que no as satisfaz fica infeliz
e deprimido, no se auto-realiza.

masoquismo --> Parafilia em que a procura de prazer consiste na dor
fsica ou moral.

massa branca - Sector claro do SNC, localizado sob o -> crtex
cerebral.  constitudo por feixes de fibras nervosas ou axnios
(prolongamentos dos -> neurnios)  que emergem da massa cinzenta.

massa cinzenta - Sector escuro do SNC (castanho e no cinzento) formado
por grupos de corpos celulares dos --> neurnios. Apresenta-se sob dois
aspectos: 1. quando  os neurnios formam um crtex, ou seja, quando
esto dispostos em camadas; por exemplo, o --> crtex cerebral que
cobre os --> hemisfrios cerebrais e o crtex cerebeloso que envolve o
-@ cerebelo; 2. quando os neurnios se encontram organizados em cachos
(ou ncleos); por exemplo:  a --> amgdala cerebral e o !dIamo.

maternal, Iq ou instinto - Impulso, pertencente s fmeas das espcies
animais, tendo como objectivo a proteco das crias e, de um modo geral,
da  espcie em si. No entanto, este impulso tambm nos machos. Hoje em
dia,  considerada uma expresso no cientfica porque, no caso do ser
humano, este aspecto complica-se uma vez que para alm do --> instinto
h a considerar todo o aspecto sociocultural.

maturidade - Estado maduro, usualmente aplicado aos adultos.

Mayo, Elton - Psiclogo social e socilogo australiano (Adelaide 1880
Guilciford 1949). Foi um dos membros mais destacados da Escola de
Relaes Humanas  que surgiu nos EUA como movimento contra o taylorismo
(v. -> Taylor, F). As suas ideias tiveram considervel influncia nas
investigaes posteriores em que o factor humano surgiu como objecto de
uma disciplina, a psicologia  --> industrial. Foi a partir desta altura
que a empresa comeou a ser encarada como um sistema de relaes sociais
e no como uma simples unidade econmica e jurdica.  Para Mayo, o
futuro da sociedade industrial dependia dos administradores que deviam
colaborar com os psiclogos e socilogos. 

McCarthy, escalas de aptides infantis de - Dezoito -4 testes
destinados a avaliar o desenvolvimento de aptides nos domnios verbal,
perceptivo (v. -4 percepo),  --> mnsico, quantitativo, motor (v. ->
motricidade) e global -> cognitivo em crianas de idades entre os 2 anos
e meio e os 8 anos e meio.

McDougalI, William - Psiclogo britnico (Lancashire 1871 - Durham, EUA
1938). Criador da psicologia hrmica, a qual tem como objecto o estudo
dos instintos, definiu  --> instinto como um impulso inato que se liga
a um estado emocional especfico, tambm inato. Por exemplo: instinto ->
maternal e -> emoo de ternura. Foi o primeiro psiclogo  a designar a
psicologia como a cincia do comportamento. Da sua obra destacam-se:
Physiological Psychology (1905), Introduction to Social Psychology
(1908) e Psychology,  the Study of Behaviour (1912).

mdia -  uma -> medida de tendncia central. A mdia mais utilizada 
a mdia aritmtica de uma > amostra que  dada pelo quociente da soma
dos dados pela dimenso  da amostra. V. --> estatstica.

mediana -  uma --> medida de tendncia central que, na distribuio
de uma --> varivel, corresponde ao valor central de uma distribuio
abaixo do qual se encontram  50% do nmero total de casos. V. ->
estatstica. medida de tendncia central ndice estatstico que permite
localizar os valores centrais de uma distribuio. As medidas de
tendncia central mais comuns so: ->  mdia, -- > mediana e - moda. V.
--> estatstica.

melancolia - Estado de -@ depresso caracterizado por --> apatia,
tristeza.

melomania - (do gr. mlos, melodia) Paixo pela msica. Um melodrama ,
literalmente, um drama com msica, filme musical ou pera, por exemplo. 

megalomania ou macromania - Mania das grandezas; ter de si prprio uma
opinio demasiado elevada. 

memria - Capacidade de um sistema natural ou artificial para codificar
informao extrada da sua experincia com o meio, armazenando-a de
forma a poder recuper-la  e utiliz-la nas aces ou operaes que o
sistema efectuaMuitos psic logos admitem que, no homem, existem trs
sistemas de memria: 1. memria sensrio-motora:  das sensaes e dos
movimentos; comum ao homem e aos animais; 2. memria a curto prazo:
apenas retm material durante cerca de 1 minuto; 3. memria a longo
prazo: de capacidades quase infinitas, depositrio de todas as nossas
recordaes e aprendizagens, embora de forma ordenada e seleccionada. V.
--> esquecimento.

memria episdica ou autobiogrfica - Memria relacionada com
acontecimentos particulares (cf. --> memria genrica e --> memria
semntica).

memria genrica -> Memria relativa  globalidade dos conhecimentos
adquiridos por um indivduo (cf. -> memria episdica e --> memria
semntica).

memria icnica - Termo utilizado por Sperling (1960) que designa a
capacidade do homem em armazenar informao perceptiva em cerca de 125
msec.

memria semntica --> Memria relacionada com o significado das
palavras e dos conceitos (cf. --> memria genrica e -- > memria
episdica).

menarca - Primeira menstruao na rapariga. V. -@ puberdade.

Mendel, leis de - Leis da -> hereditariedade, que resultaram das
experincias efectuadas por Gregor Mendel (1822-1884), foram enunciados
em 1866 mas s reconhecidas  em 1900: i., - lei da uniformidade dos
caracteres hbridos da primeira gerao (uni- formidade/dominncia); 2.1
- lei da disjuno dos caracteres nos hbridos da segunda gerao na
proporo de 3:1; 3. - lei da segregao independente dos caracteres
nos casos de di- ou poli-hibridismo.

menopausa - Perodo na vida de uma mulher, no qual a ovulao e a
menstruao cessam. Surge, habitualmente, entre os 45 e os 55 anos,
causando perturbaes endcrinas  que explicam, em parte, certas
alteraes no comportamento em muitas mulheres.

mentais orgnicas, perturbaes - Causadas por factores orgnicos, por
exemplo, por alteraes da funo das --> glndulas endcrinas.

mental, atraso - Expresso de uso vulgar para designar -- > idiotia ou
imbecilidade.

mental, teste V. --> teste.

mescalina - Psicotrpico psicodislptico (alcalide alucinogneo)
extrado do cacto Peyote (Mxico).

mesomorfo - Tipo morfolgico proposto por -- > Sheldon para
caracterizar um indivduo robusto, vigoroso, em que predominam os
msculos. Corresponde ao tipo -->  atltico de -> Kretschmer. A sua
personalidade  a do --> somatotnico, ou seja,  activo, enrgico,
gosta de dominar e de competir.

metadona --> Opiceo de efeitos analgsicos que  utilizado em
programas de tratamento de -> toxicodependncia como opiceo substituto.

metapsicologia - Teoria segundo a qual se deve ir mais alm das bases
empricas ou experimentais em que assenta a psicologia cientfica. Termo
usado, por vezes,  como sinnimo de --> parapsicologia.

metempsicose - V. -> reencarnao.

mtodo - Meio para atingir um objectivo. Toda a cincia tem de ter um
objecto de estudo e um mtodo para efectuar esse estudo. Em Psicologia
usam-se muitos mtodos,  desde o experimental que inclui 4 fases: a -->
observao, a formulao de hipteses, a --> experimentao e a
elaborao dos resultados, at ao mtodo comparativo  que consiste em
classificar, por categorias, dados referentes a mltiplos fenmenos
sociais, com o objectivo de se compararem diferenas ou de se
descobrirem caracteres  comuns no comportamento de determinados grupos.
O mtodo comparativo tambm  usado em psicologia -> animal. No passado
usou-se a --> introspeco (mtodo introspectivo)  na 1. pessoa quando
o analisado e o -> observador eram o mesmo; na 2.1 pessoa, quando o
observador analisava outra pessoa, caso de -> Wundt. Fala-se ainda de
mtodos -> longitudinais que so mtodos diacrnicos: estudam
modificaes comportamentais ao longo do tempo; mtodos ->
transversais,  usados sempre que se pretende estudar vrios indivduos
da mesma idade para encontrar semelhanas no seu desenvolvimento: so
mtodos sincrnicos; mtodos --> normativos  os que estabelecem normas
para o desenvolvimento. Estes mtodos recorrem a --> testes e analisam
estatisticamente os seus resultados, por exemplo, quando se comparam
nveis de desenvolvimento em crianas de vrios pases. 

microcefalia - Anomalia que consiste no subdesenvolvimento do -->
encfalo, levando a distrbios do comportamento.

Miller, N. E, V. --> conflito.

mimetismo - V. -> imitao.

MMPI - (ing.; em port., IMPM) V. fliz,entrio Multifdsico de
Personalidade de Minnesota.

Misantropia - lit. Medo da humanidade; medo de conviver com os outros.
--> Fobia associada  -> hipocondria. No sculo xvii, Molire escreveu
uma clebre pea  de teatro sobre este tema, Le Misanthrope.

misogenia - Medo das mulheres. --> Fobia que tem, normalmente, origem
num tipo de relao exagerado, tido, na infncia, com a me ou com
outros indivduos do sexo  feminino.

mitomania - (do gr. m@thos, mito, narrao fabulosa, v. --> fabulao)
Inveno de personagens e de histrias fantsticas em que o indivduo
acaba por acreditar.  Em sentido lato, compulso para a mentira, com
base no passado do indivduo em causa.

mnemnica - Tcnica que permite melhorar a recordao. Podem ser
utilizados vrios processos: rima, palavra-chave, associao de ideias
mais difceis a outras mais  fceis de memorizar.

mnsico - (adj.) Relativo  -> memria.

moda -  uma ~-> medida de tendncia central que corresponde ao valor
de maior frequncia numa distribuio. V. --> estatstica.

mongolismo, sndroma de Down ou trisonomia 21 - Patologia congnita,
descrita em 1896, pelo mdico britnico J. H. Down, caracterizada por
anomalias morfolgicas,  a face parecida com a de um mongol e
deficincia mental mdia ou profunda. Desde 1959, graas s
investigaes de M. Gauthier, J. jejeune e R. Turpin, passou a
conhecer-se a sua origem: presena de um -> cromossoma suplementar
(trs cromossomas  21, no lugar dos dois normalmente existentes, da a
designao trisonomia 21). A idade da me parece ser um factor
importante para o aparecimento desta patologia:  surge, na maioria dos
casos, em mes com mais de 40 anos.

Moniz, Egas Antnio Caetano Abreu Freire - (Avanca 1874-1955) Mdico
neurologista portugus, vencedor do prmio Nobel de Medicina em 1949,
devido  descoberta da --> angiografia cerebral. Descobriu tambm o
valor teraputico da leucotomia em certas --> psicoses (v. -->
leucotomia pr-frontal).  Esta sua teoria foi objecto de controvrsia,
uma vez que certos --> pacientes, aps submetidos  interveno
cirrgica leucotomia, manifestavam estados de -> abulia.  No deixou de
ser, no entanto, uma teoria que veio a revolucionar toda a neurocirurgia
mundial a partir de ento. 

monofobia - Medo exagerado de estar s.

Montessori, Maria - Mdica e pedagoga italiana (Chiaravalle 1870
Noordwijk 1952). Foi fundadora de um mtodo pedaggico (mtodo
Montessori), baseado nos princpios  da escola activa. Destinado a
crianas em idade pr-escolar, o seu mtodo d particular importncia 
aprendizagem das sensaes, utilizando um material didctico  em que as
crianas so levadas a descobrir por si prprias as diferenas entre as
cores, as formas, os nmeros, as palavras, etc. Da sua obra destaca-se:
Pedagogia  Cientifica (1909). 

moral, desenvolvimento - Para -> Piaget, o desenvolvimento moral d-se
em dois estdios principais: o do realismo moral, caracterizado pelo
egocentrismo e pela  obedincia cega s regras, e o da moralidade de
cooperao, caracterizado pela empatia e pela compreenso do facto que
uma aco vale pelos efeitos que possa ter  nos outros. A abordagem
feita por Piaget parte do princpio que as crianas entendem e seguem
princpios morais h tambm uma gnese da moral. No entanto, a prtica
revela que, muitas vezes, agimos contra os nossos princpios morais.
Estudos mais recentes sobre o desenvolvimento moral tm-se preocupado
menos com a sua diviso  em estdios do que com a descoberta dos
factores que influenciam as aces morais. Praticamente todos os
investigadores acreditam que as regras morais comeam por  impor-se do
exterior  criana e depois so interiorizadas. Um dos aspectos mais
importantes do comportamento moral  o medo do castigo (reforo
negativo), quer  este se traduza em perdas materiais ou num sentimento
de culpa. Alguns pais preferem usar mtodos de coero, dizendo, por
exemplo, no lhe faas mal ou se  no paras j, apanhas (ou vais de
castigo para o teu quarto); outros preferem o uso de mtodos de induo
a fim de corrigirem os maus comportamentos das crianas,  se lhe fazes
mal e ela se magoa a culpa  tua. Estes ltimos mtodos so mais
eficazes com crianas de idade j escolar. Para alm da ameaa de
castigo ou da induo  do sentimento de culpa, tambm se pode apontar os
bons exemplos. Se  verdade que estas tcnicas condicionam realmente as
atitudes morais das crianas, podem, sempre  que em exagero, levar a
distrbios do comportamento.

moratria, fase - Passagem do adolescente por um perodo de --> abulia
ou mesmo alheamento aparentes mas que , na realidade, um perodo de
procura, de especulao  e de avano da sua vida, isto segundo -@
Erikson. Pode falar-se de moratria profissional durante os anos de
estudo, quando o adolescente antev a sua futura vida  profissional; de
moratria sexual-afectiva nos anos de namoro ou de paixonetas breves,
quando antev o seu futuro de pessoa casada ou possveis relaes
amorosas  que possa vir a ter. Sem a fase moratria o jovem nunca se
tornaria adulto: esta preparao da idade adulta exige toda essa
anteviso do futuro sem a qual o adolescente  no poderia saber que
espcie de pessoa quer vir a ser.

Moreno, Jacob Levy - Psiquiatra e psiclogo norte-americano de origem
romena (Bucareste 1892 - Beacon, Nova lorque 1974). Exerceu psiquiatria
em Viena de ustria,  onde estudara Medicina e Psicologia. Emigrou para
os EUA em 1925, onde criou o --> psicodrama, o -@ sociodrama e a -@
soci.ometria. Da sua obra destaca-se: Who  Shall Survive (1934).

morfina --> Psicotrpico extrado do - pio, com efeitos analgsicos. 

Morgan, Lloyd, princpio de - Lloyd Morgan, fisiologista ingls,
precursor do --> behaviorismo que, no final do sculo xix, props que
no estudo dos animais e  em psicologia comparada (v. --> mtodo) deve
sempre escolher-se as explicaes mais simples, i. e., as mais prximas
da conduta orgnica do indivduo estudado e  as menos vagas do ponto de
vista psicolgico (tais como a procura de processos mentais, etc.). Este
princpio mostra bem j a mentalidade --> behaviorista deste
fisiologista.

motivao - Conjunto de processos psicolgicos e fisiolgicos que levam
um indivduo a agir, isto , a desencadear uma aco, a orient-lo em
fun o de certos  objectivos. Representa o aspecto dinmico da aco
que, considerada no seu mbito mais geral,  susceptvel de influenciar
o comportamento em mltiplos contextos  da vida humana (familiar,
profissional, escolar) e qualquer tipo de actividade [realizao de
necessidades primrias (--> homeostasia), estabelecimento e manuteno
de laos afectivos, reconhecimento social, etc.]. Os processos
subjacentes aos vrios comportamentos motivados tm sido evidenciados
pelas diversas teorias motivacionais:  1. as teorias homeostticas
desenvolvidas por -@ Hull (1930) e, mais tarde, por Miller e Spence
(1950), essencialmente mecanicistas, consideram que o sujeito   levado
a agir por uma sucesso de relaes estmulo-resposta sem que possa ele
prprio agir sobre os elementos; 2. teoria psicanaltica, afirma que
qualquer esforo  para compreender a razo pela qual as pessoas se
comportam como tal, ter de considerar a motivao -> inconsciente,
isto , as necessidades irracionais escondidas  abaixo do nvel da >
conscincia; 3. A. --> Maslow representa uma corrente denominada
humanista ou da motivao para a realizao, segundo a qual as
motivaes  esto organizadas hierarquicamente. Tem a vantagem de
salientar a importncia dos elementos afectivos na orientao do
comportamento; 4. teoria cognitivista de Rotter  (1954), segundo a qual
o comportamento resulta das necessidades do indivduo e da expectativa
de que esse comportamento conduz  sua satisfao; os comportamentos
defensivos ou desajustados resultam da existncia de poucas perspectivas
em realizar necessidades fortes.

motor, sistema nervoso ou sistema nervoso somtico. - V. -@ sistema
nervoso perifrico.

motricidade - Movimento, faculdade de se mover.

MIler-Lyer, iluso de - V --@ iluso perceptiva. 

Murray, Henry - Psiclogo norte-americano (Nova lorque 1893 -
Massachusetts 1988). Notabilizou-se pelos seus estudos sobre a @
personalidade. Embora licenciado  em Biologia e doutorado em Bioqumica,
dedicou-se  Psicologia a partir do contacto e da leitura das obras de
C. G. -> Jung. Dirigiu durante vrios anos a Clnica  de Psicologia de
Harvard. Elaborou, em colaborao com Christiana Morgari, o Thematic
Appcrception Test (-> TAT). Da sua obra destaca-se: Exploration in
Personality  (1938).

mutismo - Ausncia voluntria ou involuntria da fala, atribuda a
causas psquicas. Distingue-se da --> afasia. V. -@ converso.

MZ - abrev. de monozigtico (v. --> gineos).

no-directiva, pedagogia - Mtodo pedaggico, criado por C. -@ Rogers,
em que a interveno dos alunos  muito maior que a do professor. Este
apenas clarifica  e pe questes mas no prope, nem solues, nem
princpios ou regras de soluo.

no-directiva, terapia - Terapia em que a interveno do terapeuta se
reduz ao mximo;  uma terapia centrada no --> cliente como diz C.
Rogers, seu fundador.

no-verbal, comunicao -- Toda a --> comunicao sem uso da palavra
escrita ou oral; atravs do gesto. 

no-verbal, inteligncia - V. --> linguagem,

narcisismo - Atraco, normalmente fsica, por si mesmo. Narciso,
figura mitolgica grega, apaixonou-se pela sua imagem reflectida num
lago e ao querer agarr-la  caiu nesse lago. Quando exagerado, pode
falar-se de uma neurose narcisista.

narco- - pref. que designa sonolncia, -> estupor.

narcoanlise - Mtodo de investigao do estado psquico de um
indivduo que est sonolento e desinibido devido  injeco intravenosa
de um -> barbitrico de  aco rpida. Pode ser utilizada como
diagnstico de, por exemplo, -> mutismo e -> amnsia, mas tambm como ->
psicoterapia no tratamento da -@ histeria ou -> neurose,  utilizando a
narcossntese, ou seja, a interpretao dos elementos fornecidos pelo
indivduo neste estado. Eticamente  um mtodo discutvel. Por isso,
hoje em dia,  caiu em desuso.

narcossntese - V. -@ narcoanlise.

narcoterapia ou cura de sono - Terapia utilizada em -@ psiquiatria e
que consiste em obter um --> sono descontnuo e prolongado graas 
administrao de --> psicotrpicos e --> sedativos e ao isolamento.
Este mtodo  actualmente  muito pouco utilizado.

narctico - Frmaco com efeitos -- > sedativos e analgsicos.

natural, seleco - V. -> Darwin,

naturalista, observao - Realizada no ambiente natural do(s)
observado(s). V. --> observao.

natureza - Essncia, caractersticas especficas, por exemplo, a
natureza social do homem.

Necker, cubo de - Uma das figuras reversveis (cf. --@ figura-fundo). 

necro- - pref. que significa morte. 

necrofilia - Atraco pelos mortos, em especial, de carcter sexual.

necrofobia - Pavor da morte e de ver cadveres.

necromania - Atraco pelos mortos mas sem carcter sexual (cf. ->
necrofilia).

necrose - Morte localizada ou total de um tecido, por exemplo, quando
do enfarte do miocrdio. 

neo- - pref. que designa novo, recente.

neobehaviorismo - Forma de --> behaviorismo que ultrapassa o esquema
simplista (estmulo-resposta) do behaviorismo clssico de -- > Watson,
introduzindo outras  -- > variveis no comportamento. Entre os autores
que contriburam para esta evoluo destacam-se: -@ Guthrie, --> Hull
e -- > Tolman.

neodarwinismo - Actualizao do > evolucionismo de -> Darwin, graas a
dados provenientes da bioqumica, gentica e --> estatstica.

neonato - Recm-nascido.

nervo - Feixe de -> neurnios condutores das mensagens nervosas que no
seu conjunto constituem o --> SNP. Pode ter componentes transmissoras
em ambos os sentidos:  do --> SNC para os diferentes rgos ou/e
vice-versa. Existem nervos que se ligam  -> espinal medula, os nervos
raquidianos, e outros que se ligam  base do -- > crebro, os ->
nervos cranianos. Em ambos os casos existem pares de nervos (direito e
esquerdo). No homem existem 43 pares de nervos, 12 dos quais so
cranianos.  de salientar que nem todos os nervos irradiam directamente
do SNC de forma independente para enervarem as diferentes  zonas do
corpo; podem voltar a encruzilhar-se formando plexos nervosos, a partir
dos quais irradiam ramificaes para as diferentes zonas especficas do
corpo. 

nervos cranianos - Doze pares de --> nervos pertencentes ao --> SNP,
10 dos quais emergem do -> tronco cerebral, numerados na seguinte
ordem: 1 - olfactive,  2 - ptico, 3 - motor ocular comum, 4 - pattico,
5 - trigmio, 6 - motor ocular externo, 7 - facial, 8 - auditivo
(vestibular e acstico), 9 - glosso f arngeo,  10 - pneumogstrico
(vagos), 11 - espinal e 12 - grande hipoglosso.

nervosa, clula - V. neurnio.

nervoso, plexo - V. nervo.

nervosa, doena - Designao vulgar para --> neurose ou, mais
propriamente, para -> psicose.

nervoso, esgotamento - Designao comum para um distrbio emocional
grave (v. -@ neurose) caracterizado por --> apatia, --> abulia, -- >
depresso mas tambm,  possivelmente, por estados de grande agitao. 

neurastenia - Estado de fadiga generalizada, associado a falta de
iniciativa fsica e psquica e, muitas vezes, a desregulamento do ->
sistema nervoso autnomo.  Tem sintomas semelhantes aos da -4 angstia,
--> depresso e -> hipocondria. Investigaes recentes afirmam que tem
origem num hipofuncionamento dopaminrgico (v.  -> dopamina).

neurite - Inflamao degenerativa de um --> nervo.

neurocincias - Conjunto de disciplinas biolgicas e clnicas que
cooperam no estudo do -> sistema nervoso. O seu desenvolvimento deve-se
aos progressos realizados  nos ltimos anos nos domnios da anlise
molecular, celular e intercelular do sistema nervoso.

neurcito --@ Neurnio ou clula nervosa.

neuroetologia - Ramo da --> etologia que investiga os mecanismos
nervosos do comportamento. 

neurofarmacologia - Ramo da farmacologia que estuda a aco dos
frmacos no -> sistema nervoso.

neurolptico -> Psicotrpico com efeitos --> sedativos (por exemplo,
fenotiazina) e desinibidores (por exemplo, carpipramina e
trifluoperidol).

neuromediador ou neurotransmissor - Molcula sintetizada e libertada
pelos -> neurnios e que tem como funo assegurar a transmisso qumica
do --> influxo nervoso.  Entre os vrios neuromediadores conhecidos
citamos: -> acetilcolina, noradrenalina, -> dopamina e -@ serotonina.

neurnio - Clula nervosa que constitui a unidade fundamental de todo o
sistema nervoso. De formas e dimenses muito variveis (podendo atingir
mais de 1 metro) caracteriza-se por possuir a capacidade de conduzir
impulsos elctricos  (electroqumicos).  constitudo por trs elementos
fundamentais: o corpo celular ou soma; fibras de entrada ou dendritos e
uma fibra principal de sada, o axnio.  Os neurnios esto interligados
em circuitos pelas fibras axnicas atravs das sinapses que so os
pontos nos quais os axnios estabelecem contacto com os dendritos  de
outros neurnios, atravs da libertao de substncias qumicas
conhecidas por -> neuromediadores.  Distinguem-se trs classes
funcionais de neurnios: 1. neurnios aferentes, receptores ou
sensoriais - transmitem informao dos diferentes tecidos e rgos do
corpo  para o -> SNC. Esto conectados a -- > receptores que respondem
a variaes fsicas e qumicas internas e externas, produzindo impulsos
elctricos. Estes neurnios  caracterizam-se por no terem dendritos; 2.
neurnios eferentes, efectores ou motores - transmitem impulsos
elctricos do SNC para as clulas efectoras (msculos  ou glndulas); 3.
interneurnios ou conectores - responsveis pela conexo dos neurnios
aferentes e eferentes no SNC. Constituem 99% do total dos neurnios e
so  eles os processadores da informao no SNC.

neuropsicologia - Disciplina que tenta estabelecer relaes entre as
funes mentais superiores e o funcionamento do --> crebro. O seu
desenvolvimento d-se graas  cooperao das -> neurociencias com a
--> psicologia. 

neuropsiquiatria - Especialidade mdica que estuda a relao entre os
processos neurais e distrbios psiquitricos.

neurose - Distrbio psicolgico ou comportamental no qual a ->
ansiedade constitui a caracterstica primria. Ao invs da maioria das
-> psicoses, as pessoas portadoras  de uma neurose no revelam uma
distoro grosseira da realidade ou uma desorganizao da
personalidade (o neurtico tem perfeita conscincia de que qualquer
coisa  est mal, o psictico, regra geral, no). H neuroses de
ansiedade - na realidade, como acima se referiu, todas as neuroses
apresentam formas de ansiedade. Ansiedade,  do ponto de vista biolgico,
 o mesmo que medo. Os efeitos da ansiedade como doena esto fora do
controlo da pessoa que a sofre. A neurose de ansiedade consiste  em
estados de angstia e preocupao anormais e crnicas e que levam ao
pnico e est associada  hiperactividade do -> sistema nervoso
simptico. Existem -- >  fobias - neuroses com sintomas de ansiedade
despertos por um objecto ou por uma situao particulares. H neuroses
obsessivas - tambm chamadas neuroses obsessivas-compulsivas,
caracterizadas pela persistncia de pensamentos, receios ou de actos
indesejveis mas que o indivduo no consegue evitar, desde movimentos
simples a rituais complexos. O --> ritual  uma forma de reduzir a
ansiedade e a angstia subjacentes a esta neurose. Pode tambm falar-se
da neurose histrica (v. --> histeria) - distrbio que antigamente se
pensava de origem uterina: neurose que consiste numa ansiedade
permanente, normalmente com pouco fundamento; exprime-se por sintomas
fsicos vagamente semelhantes aos das doenas orgnicas q@e o doente
associa s suas queixas.  E curioso notar que o ataque histrico
simulando a epilepsia deixou de ser frequente h anos. V. -->
depresso.

neuroticismo - Uma das dimenses da --> personalidade propostas por
-@ Eysenk que caracteriza os indivduos com forte emotividade,
instveis, -- > neurticos;  determinada por factores genticos (cf.
--> extroversolintroverso e -@ psicotismo).

neurtico - Aquele que sofre de uma --> neurose.

neurotransmissor -> neuromediador,

neurovegetativo, sistema -- > Sistema nervoso autnomo parassimptico. 

nictofobia -> Fobia  escurido.

ninfomania - Necessidade ou impulso sexual exagerado, nas mulheres.

nomadismo - Mudana frequente de residncia e de ocupao. Neste ltimo
caso, trata-se de um distrbio psicolgico.

norma - Modelo, regra. 

normalidade - O que significa ser normal? Em muitas circunstncias mal
significa a mdia: um homem normal pesa 70 kg, tem 5 litros de sangue,
uma temperatura de  37 C e um -> QI de 100, o seu sangue contm O,1% de
glicose, etc. Estes nmeros so necessrios quando se quer generalizar
mas so, de facto, apenas valores-padro.  Os valores absolutos so do
domnio da Fsica (e mesmo isto tambm j se considera discutvel
actualmente) e no da Biologia. Na realidade, muitos homens saudveis
pesam entre 60 e 80 kg mas alguns podero pesar 55 ou menos e outros 85
ou mais e, nem por isso, so anormais. Por isso  melhor, nalguns casos,
substituir o valor  da mdia por um valor ideal que passa a ser um valor
normal mais realista nesses casos. Por exemplo, se a mdia dos homens em
Portugal apresenta um valor de colesterol  total de 260 mg/dl, nem por
isso este valor  desejvel pois verificou-se ser um factor de risco em
doenas cardiovasculares - o limite superior, segundo estudos
efectuados, dever situar-se sempre abaixo de 240 mg/dl. Se, nos casos
apontados, j  difcil estabelecer o conceito de normalidade, o que no
se dir relativamente  a perturbaes do comportamento? Hipcrates,
mdico grego, disse 400 anos a. C.: A vida  curta (... ) e o julgamento
difcil. Se  difcil definir o conceito de  normalidade tambm 
naturalmente difcil definir o de -> patologia. As -@ normas e
critrios no so os mesmos para diferentes idades ou para os dois
sexos. Tambm  variam de civilizao para civilizao e mesmo segundo o
grupo social e a ideologia.

normativa, cincia - Toda a cincia que procura estabelecer --@
normas, padres.

normativo, mtodo - Estabelecem normas para o desenvolvimento. Estes
mtodos recorrem a -> testes e analisam estatisticamente (v. -> estat
stica) os seus resultados,  por exemplo, quando se comparam nveis de
desenvolvimento em crianas de vrios pases. Estes mtodos, apesar de
estabelecerem normas, admitem pequenas diferenas  individuais.

nosofobia - Medo exagerado de contrair uma doena especfica ou doenas
de um modo geral (v. -@ hipocondria).

nosologia - Classificao sistemtica de doenas.

NREM - (ing. Non-Rapid Eye Movement) Fase do --> sono caracterizada
por uma ausncia de movimentos oculares rpidos (cf. -4 REM).

obesidade - Excesso de peso. Pode ter causas tanto fisiolgicas como
psicolgicas, que podem ir desde o simples facto de comer de mais
(obesidade exgena) a problemas  endcrinos (obesidade endgena),
passando por problemas genticos (v. -> gentica), do -4 hipotdIamo ou
hormonais (v. -> hormona).

objectiva, psicologia - Psicologia cientfica que s aceita factos que
possam ser sujeitos a medies fsicas,  .. e., objectivas, com
excluso da -> introspeco.  O -- > behaviorismo  um exemplo deste
tipo de psicologia. O experimentador submete-se aos factos e tenta pr
de lado quaisquer aspectos de ordem pessoal, tais  como preferncias ou
gostos. Outras caractersticas de uma psicologia objectiva e do ->
mtodo experimental so a sistematicidade - o mtodo mantm-se
inaltervel  seja qual for o objecto de cada pesquisa experimental e o
trabalho do psiclogo  guiado por projectos precisos que o orientam
para o estudo de objectos especficos;  a repetio - ao usar o mtodo
experimental, o experimentador dever estar consciente da possibilidade
de repetir uma mesma experincia e de chegar s mesmas concluses, o que
lhe  permitir efectuar previses e, finalmente, o controlo - ao prever
comportamentos, o psiclogo estar apto a control-los. O controlo deve
ser experimental, assegurado  por verificaes empricas.

objecto, permanncia do - Segundo -> Piaget, o conceito de objecto s
se desenvolve na criana quando esta percebe que os objectos so
permanentes, que continuam  a existir quer estejam presentes ou no.

observao -  um -> mtodo em Psicologia. A observao  directa
porque observam-se directamente os participantes, podendo as condies
da observao ser fixadas  ou no pelo experimentador. A observao
cientfica  a procura da resposta para uma questo. Para se realizar
uma observao cientfica dever-se- descrever o fenmeno  e verificar
todas as caractersticas que ajudem a compreend-lo, verificar as
circunstncias a que deve a sua existncia e verificar os resultados que
poder produzir.  O observador tem pois  sua frente uma tarefa
semelhante  do experimentador, pois a questo posta de incio nada mais
 que uma hiptese,  qual se seguir um controlo  de --> variveis
durante a observao, sendo o objectivo a generalizao dos resultados.

observao, dificuldades de - Algumas das dificuldades da -->
observao so a -> percepo (erros de percepo), a -> motivao do
observador, as observaes  simultneas (uma vez que h um nmero limite
de factos que se podem percepcionar simultaneamente) bem como a prpria
presena do observador.

observao no participante - A observao pode ser oculta quando se
observam grupos pequenos. O observador no se mostra, recorrendo, por
exemplo, a painis transparentes  apenas num sentido (one way screens)
ou a circuitos fechados de televiso com um sistema de teleobjectivas
colocadas em lugares estratgicos e bem camufladas. Esta  forma de
observar  um exemplo da observao no participante.  muito til, por
exemplo, em casos de escolha de candidatos para lugares-chave em
empresas pois o observador pode estudar em pormenor cada atitude dos
elementos a observar.

observao participante - Os casos em que o observador, embora
presente, assume o papel de espectador annimo so os casos intitulados
em Psicologia, de observao-participao;  noutros, o observador, para
alm de estar visivelmente presente, participa activamente na situao
que pretende observar, por exemplo, numa aula fingindo ser aluno  e
comportando-se como tal. De qualquer modo, o grupo estudado ter
dificuldade em aceitar o observador como sendo um deles pelo que a -@
observao fica, de certo  modo, condicionada. Esta forma de observao,
mais comum que a referida anteriormente, tem o nome de
participao-observao.

observao, registo dos dados da - Algumas das tcnicas de registo
sistemtico dos dados da -- > observao so, por exemplo, a
electrodermografia que serve para  analisar os potenciais elctricos
cutneos, a electromiografia, tcnica que consiste em medir nveis de
potencial elctrico muscular, a electroencefalografia (v.  ->
electroencefalograma) que avalia a actividade elctrica cerebral, os
osciloscpios, aparelhos usados no estudo das oscilaes elctricas e de
fenmenos que nelas  se possam transformar.

obsesso - Permanncia de uma ideia/ /preocupao.

ocupacional, terapia - Tratamento de perturbaes mentais ou de
inadaptaes atravs de actividades artsticas, desportivas, manuais ou
recreativas (cf. --> ergoterapia).

ofidiofobia - Pavor de cobras, bastante comum. Na -> psicanlise, as
cobras so associadas  --> libido, havendo tambm antroplogos que
associam as cobras   alma e ao cosmos.

oligofrenia - (do gr. oligos, pouco, pouca quantidade) Designao geral
para distrbio psquico.

onanismo --> Coito interrompido, mas tambm usado vulgarmente com o
sentido de masturbao.

ondinismo - urofilia.

onrico - (adj.) Referente ao sonho.

ontognese - Conjunto de processos do desenvolvimento individual que se
iniciam com a fecundao e que decorrem ao longo da vida, embora os mais
importantes (maturao biolgica e psicolgica) culminem quando o
indivduo atinge a idade  adulta. V. - perodo crtico.

operatrio, pensamento - Referente aos dois ltimos --> estdios da
psicologia do --> desenvolvimento de -> Piaget: o das operaes ->
concretas e o das operaes  --> formais. 

opiceo - Composto qumico que inclui substncias sintticas,
semi-sintticas ou naturais derivadas do -> pio, por exemplo, ->
morfina, -> herona, codena e -> metadona.

pio - Suco extrado das cpsulas de uma papoila (papaver somniferum) a
partir do qual se podem obter substncias -@ psicotrpicas como a ->
herona, --> morfina e --@ metadona. Como todos os --@ opiceos, o
pio  um psicotrpico  que se utiliza para obter alguma forma de
anestesia e euforia, causando dependncia psquica e fsica. Todavia, 
raramente consumido pelos toxicodependentes actuais  no mundo ocidental
que preferem os opiceos mais concentrados e violentos como a ->
herona.

oral, fase - Segundo S. -@ Freud, prolonga-se pelos primeiros dois
anos de existncia. A boca  a zona ergena, sendo a suco o modo de
obteno do prazer. Cf.  fases -- > anal, --@ flica, genital e de ->
latncia.

Orbisson, iluso de - V. --> iluso perceptiva 

organismo - 1. Tudo o que  organizado, que tem uma organizao. 2. Em
psicologia, os organismos vivos, ou melhor, os -.> indivduos homens e
animais.

organizacional, psicologia - Ramo da psicologia -> social aplicada s
organizaes empresariais. Nomeada inicialmente por psicologia
industrial com o taylorismo  (v. --> Taylor), passou a ter esta nova
designao pelo interesse crescente de todas as organizaes
empresariais, e no s as industriais, em procurarem modelos  eficazes
para melhorar a produtividade, tendo em conta os indivduos que nela
trabalham. Assim, sob o termo psicologia das organizaes tm-se
desenvolvido mtodos  e intervenes destinadas a precisar o papel das
caractersticas organizacionais no comportamento. Neste contexto, ao
comportamento aplicar-se- -> motivao e aos  seus resultados, ao
exerccio da -> autoridade (v. -> liderana) e a outras determinantes
sociais.

orgasmo - Clmax do acto sexual, caracterizado por movimentos
involuntrios dos rgos genitais bem como por movimentos voluntrios
musculares; provoca uma grande  sensao de prazer.

orientao escolar e profissional - Informao sobre a melhor opo
escolar ou profissional para um aluno que se encontra, geralmente, a
terminar um ciclo de estudos.   baseada num inventrio das suas
aptides e motivaes, realizado por um psiclogo ou profissional de
orientao, de acordo com os resultados obtidos em -> testes
psicolgicos.

orientao profissional - V -@ orientao escolar e profissional.

ortofonia - Reeducao das perturbaes da voz, por exemplo, -- >
afasia ou da linguagem, por exemplo, gaguez.

Otelo, sndroma de - Caracterizado por cumes exagerados, sem
fundamento, relativamente ao cnjuge. O arqutipo deste -> sndroma  a
pea Othello de Shakespeare,  que foi posta em msica, trs sculos mais
tarde, em duas clebres peras, respectivamente, de Rossini e de Verdi.

overdose - (ing. sobredosagem) Surge em casos de --> toxicodependncia
quando a administrao da -> droga  superior quela que o organismo
pode suportar, podendo  provocar a morte por intoxicao aguda, salvo se
se realizar um tratamento urgente. Embora se possa tratar de um caso de
suicdio, geralmente ocorre por acidente:  1. a substncia activa que
se encontra normalmente misturada com outros produtos,  consumida pura
ou em dose superior  habitual sem que o toxicodependente o saiba;  2.
aps um perodo de abstinncia, em casos de reincidncia, existe o risco
de overdose por perda de -> tolerncia.

paciente - (ing., patient) Aquele que recebe tratamentos mdicos. Em
--> psicoterapia e em psicologia -> clnica usa-se esta designao. 

padronizao - Metodologia destinada a estabelecer as normas e os
processos utilizados numa -> escala ou --> tcstc que passa pelas
seguintes fases: 1. redigir uma lista de itens em funo daquilo que o
teste ou a escala pretendem avaliar; 2. aplic-los a uma vasta ->
amostra da --> populao estudada; 3. eliminar  por um processo de
discriminao os itens pouco pontuados; 4. aplicar os itens mais
pontuados a uma amostra representativa; 5. determinar a --> validade e
a -->  ,fidelidade da escala ou do teste.

paliativo - Medicamento que no cura a doena mas que alivia os seus
-@ sintomas.

palillia - Repetio compulsiva de palavras ou de frases (cf.-->
ecollia).

papel social - Comportamento desempenhado por um indivduo em funo do
seu estatuto social e em resposta s expectativas dos outros.

para- - pref. que significa perto de (cf. -> esquizofrenia paranide).

parafilia - Procura de excitao sexual associada  proibio social.
So exemplos de parafilia: --> exibicionismo, --> fetichismo, -->
froteurismo, --> masoquismo,  -> pedofilia, -> sadismo, ->
travestismo, -> voyeurismo e -> zoofilia. 

parafrenia - 1. Termo desusado para --> esquizofrenia paranide. 2.
--> psicose que se distingue da -> esquizofrenia porque embora existam
sintomas de -@ delrio  e o paciente se relacione bem com o meio, no
sofre de -> dissociao da personalidade.

paralaxe do movimento - Deslocamento da posio relativa dos objectos
devido ao movimento do observador e que  tambm um ndice da ->
percepo da profundidade.  Por exemplo: se o observador viaja de
comboio, quanto mais afastado um poste estiver dele, mais lentamente
aparenta mover-se. No caso do deslocamento lateral do  observador, o
objecto prximo parece deslocar-se no sentido inverso ao do observador,
enquanto o objecto longnquo parece acompanhar o seu deslocamento.

paramnsia - Iluso da --> memria em que o passado e o presente, o
real e o imaginrio se confundem. Manifesta-se frequentemente na
sndroma de -> Korsakov. V. --> dej-vu, sensao do. parania -@
esquizofrenia paranide.  parapraxis -> Lapsos que ocorrem na
articulao de palavras, na linguagem, de um modo geral, na escrita e no
domnio da -> memria que, segundo S. -> Freud se  revestem de
significado.

parapsicologia - Ramo da -> psicologia que se ocupa de fenmenos
paranormais, tais como a --@ telepatia ou as chamadas percepes
extra-sensoriais (ing., ESP).  Estes fenmenos escapam ao domnio de
estudo da psicologia cientfica se a entendermos como uma cincia do
facto directamente observvel.

parassimpaticoltico - Substncia ou droga que inibe ou bloqueia a
aco do sistema nervoso parassimptico (cf. -->
parassimpaticomimtico). V. sistema nervoso  autnomo.

parassimpaticomimtico - Substncia ou droga que actua como estimulante
do sistema nervoso parassimptico (cf. --@ parassimpaticoltico). V.
sistema nervoso autnomo.

Parkinson, doena de - Patologia neurolgica descrita pelo mdico
britnico J. Parkinson (1817).  causada por uma degenerescncia do
locus niger (situado na base  do -> crebro) que provoca um dfice de ->
dopamina. Manifesta-se por: tremuras que afectam particularmente as
mos, rigidez, dificuldade nos movimentos voluntrios.  Na maioria do
casos, no afecta as capacidades mentais e atinge pessoas com mais de 65
anos de idade.

patologia - Condio -4 anormal do ponto de vista biolgico,
neuropsicolgico (v. -> neuropsicologia) ou, simplesmente, psicolgico
(psicopatologia).

Pavlov, Ivan Petrovitch - Fisilogo e mdico russo (Riazan
1849-Sampetersburgo 1936). Aps a sua formao em medicina (1879)
iniciou investigaes no domnio da  fisiologia. Doutorou-se em 1883 e,
a partir da, dedicou-se ao estudo da digesto. Ao realizar experincias
sobre as secrees gstricas em ces, descobriu que,  para alm dos --
> reflexos inatos, se podem desenvolver reflexos aprendidos;
apercebeu-se que um co salivava no s quando via o alimento (reflexo
incondicionado)  mas tambm, como resposta a um sinal associado ao
alimento como, por exemplo, o som de uma campainha, fenmeno que passou
a designar por reflexo condicionado. Em  1903, anuncia pela primeira vez
a noo de reflexo condicionado (vulgarmente conhecido como -@
condicionamento clssico ou pavIoviano) e as leis da actividade nervosa
superior num congresso realizado em Madrid sobre Psicologia e
Psicopatologia Experimental dos Animais. Em 1904 foi-lhe atribudo o
prmio Nobel da Medicina e Fisiologia.  Com a Revoluo de Outubro, um
decreto de Lenine (1921) criou para PavIov um centro de investigao em
KoItouchi que veio a tornar-se um dos mais importantes centros
cientficos do mundo. Na ltima parte da sua vida dedicou-se aos
problemas da patologia nervosa concebendo a noo de neurose
experimental * Saliente-se ainda  que a ideia de condicionamento
influenciou directamente o -> behaviorismo iniciado por J. --> Watson.
Da sua obra destacam-se: Psicologia e Psicopatologia Experimentais  nos
Animais (1903); Os Reflexos Condicionados (1927); Vinte Anos de
Experincia no Domnio da Actividade Nervosa Superior (1922). V. ->
reflexologia. 

pedagogia - Conjunto de mtodos e tcnicas utilizados pelos educadores
(cf. -> didctica).

pederastia - Preferncia sexual de um adulto do sexo masculino por
jovens do seu sexo.  uma forma particular de -@ homossexualidade
masculina (cf. - pedofilia). 

pedofilia --> Parafilia em que um adulto procura prazer violando
sexualmente, por imaginao ou de facto, crianas geralmente pberes.

percentil ou centil - Numa -> distribuio de frequncias, corresponde
a cada um dos 99 valores da -> varivel que dividem a distribuio em
100 intervalos de  igual frequncia. O conjunto dos 99 percentis
constitui uma escala (escala de percentis). Assim, numa -> amostra de
indivduos, aquele que ocupa o percentil 30  situa-se acima de 30% do
seu grupo. Os percentis so universalmente aplicveis e constituem um
ndice que fornece a posio relativa de cada indivduo na amostra.  Por
analogia com quartil ou decil, a designao mais correcta  a de centil,
embora a mais utilizada seja a de percentil.

percepo - Organizao das informaes transmitidas pelas -@ sensaes
que permite conhecer a realidade. Nesta organizao intervm factores
externos (movimento,  intensidade e contraste do -@ estmulo) e
factores internos (biolgicos - fome, -@ sono, etc., e psicolgicos -
--> motivao, expectativa, etc.). Embora esta  organizao d origem a
fenmenos de constncia -> perceptiva em que as percepes coincidem com
a realidade, podem ocorrer -@ alucinaes ou -> iluses, que so
perturbaes perceptivas.

percepo, teorias da - Os debates filosficos que decorreram desde os
finais do sc. XVII centrados na problemtica empirismo versus inatismo,
deram lugar na Psicologia   polmica entre o -> associacionismo,
representado por -> Wundt e -> Helmholtz, e a --> psicologia da ->
Gestalt, representada por -> Koffka, -> KhIer e ->  Wertheimer. Os
associacionistas, influenciados pelo -> empirismo, defendiam que as
percepes so resultado da -@ experincia e da -> aprendizagem. Por
outro lado,  os gestaltistas, e tambm --> Gibson, ao reagirem
radicalmente contra os associacionistas, afirmaram que os processos
perceptivos so essencialmente inatos, embora  dependentes de
estimulaes externas. Este debate comeou a ser superado com os estudos
sobre a aprendizagem perceptiva realizados em crianas, nomeadamente por
-> Piaget. Este autor rejeitou o empirismo e o inatismo, afirmando que
as crianas possuem estruturas inatas mas que estas se esenvolvem ao
longo do tempo, organizando-se  de forma a responder s necessidades de
adaptao individuais. Entretanto, muitas e complexas investigaes se
tm realizado neste campo, permitindo j um vasto  conhecimento acerca
das competncias perceptivas do recm-nascido e do seu desenvolvimento
posterior.

perceptiva, constncia - Tendncia para captar as propriedade
intrnsecas e invariveis de objecto, como o brilho, a forma e o
tamanho, independentemente das alteraes  que possam ocorrer no seu
contexto perceptivo.

performance - (ing.) Termo muito divulgado actualmente mas que tem
traduo na lngua portuguesa: desempenho de uma tarefa. 

perodo crtico ou sensvel - Fase privilegiada na existncia do
indivduo, na qual existe maior plasticidade, nomeadamente das
estruturas nervosas, para efectuar  a aquisio ou o desenvolvimento de
uma estrutura motora ou aptido. O fenmeno de -> cunhagem que pode
ocorrer nas primeiras horas a seguir ao nascimento, em numerosas
espcies animais,  um exemplo ilustrativo desta noo. No entanto,
investigaes neurofisiolgicas e comportamentais confirmam que as
mudanas e aquisies que  habitualmente surgem numa determinada idade,
no esto limitadas a esses perodos, podendo ocorrer fora deles. Por
exemplo, a ideia de que existem momentos prprios  para a aquisio da
linguagem, mostra-se inadequada com os exemplos das -> crianas
selvagens e com certos casos de aprendizagens tardias. Alis, sabe-se
que a  -> ontognese, nas espcies mais evoludas, prossegue para alm
da infncia, existindo mudanas de plasticidade nervosa ao longo de toda
a vida. Da que o termo  perodo crtico, designativo de uma certa
rigidez prpria do desenvolvimento embrionrio, tenda cada vez mais a
ser substitudo pelo de perodo sensvel.

Perky, efeito de - Confuso entre o imaginrio (objecto da ->
imaginao) e a -> percepo de um objecto com realidade fsica.

perseguio, mania da - V. -> delrio da perseguio.

personalidade - (lat. persona - per + sonare, que significa soar, som
proveniente de mscaras usadas pelos actores de teatro para ajudar a
projectar a sua voz,  uma vez que estas funcionavam como megafones). Os
latinos,  semelhana dos gregos, de quem herdaram grande parte da sua
cultura usavam estas mscaras. As mscaras  mostravam o papel
desempenhado pelos actores ao longo do desenrolar da pea. Assim, a
personalidade  aquilo que se mantm constante na actuao que  a
nossa  vida - lembremos o que escreveu Shakespeare no sculo XVI no As
you like it: All the world is a stage and men and wornen merely players
...  (o mundo inteiro   um palco e os homens e as mulheres no passam
de actores ... ). Em --> psicologia , por um lado, tudo o que 
individual e, por isso, diferente de pessoa para  pessoa e que
caracteriza cada uma - (Psicologia --> Diferencial); por outro, (em
Psicologia -@, Geral)  aquilo que  COMUM: para tal devero tomar-se
em linha  de conta as variveis comuns aos homens, o que permitir
prever constantes nos comportamentos do ser humano (s assim poder ser
efectuado um estudo terico da personalidade).  As Teorias Gerais da
personalidade como, por exemplo, a Psicanaltica associam conceitos
bsicos a tendncias gerais do indivduo; as Teorias Diferenciais, por
outro  lado, procuram agrupar as pessoas em tipos. 

personalidade, desordem histrinica da - Distrbio da -> personalidade
caracterizado por imaturidade, --> egocentrismo; leva os indivduos que
dela sofrem a desempenhar  dramaticamente certos -> papis sociais. s
vezes confunde-se com -> histeria.

personalidade dupla ou mltipla - V. -> dissociao.

pessoa - Tal como a palavra personagem, deriva do latim persona. Pessoa
 o -> indivduo responsvel pelos seus actos.

perverso - Designao no-cientfica mas de carcter moral (a cincia
no julga no sentido de fazer juizos de valor), usada vulgarmente quando
se quer referir  comportamentos pouco habituais.

Pestalozzi, Johann Heinfich - Pedagogo suo (Zurique 1746 - Brugg
1827). Influenciado pelas ideias de J. J. --> Rousseau e, mais tarde,
pela Revoluo Francesa, dedicou-se ao ensino dos mais desprotegidos.
Criou mtodos de ensino  baseados na disciplina pelo trabalho que,
atravs da confiana e respeito mtuos, consistem numa instruo
profissional aliada  educao fsica. Das suas obras  destacam-se:
Leonard et Gertrud (1787); Des Prncipes Fondamentaux de Ma Pense
(1797).

Piaget, Jean William Fritz - (Neuchtel 1896 - Genebra 1980) Zologo,
psiclogo e epistemlogo suo, fundador da psicologia -> gentica (v.
-> estdio) bem como  da epistemologia > gentica. Estudou,
especialmente, o desenvolvimento da criana e do adolescente (v.
psicologia do -4 desenvolmimento). (Le Langage et Ia Pense chez
l'Enfant, 1923; L Naissance de I'Intligence 1936;  Introduction 
I'pistmologie Gntique, 1950; Sagesse et Musions de Ia Philosophie,
1965, entre outras).

pcnico - Indivduo de estatura mdia, arredondado, rosto mole e largo,
ventre gordo e ombros arqueados. Segundo a -@ tipologia de -- >
Kretschmer tem predisposio  para a ciclotimia ou psicose ->
maniaco-depressiva. Na biotipologia de --> Sheldon corresponde ao ->
endomorfo. 

Pigmalio, efeito de Ovdio, - nas Metamorfoses, relata um mito grego
sobre Pigmalio, rei de Chipre, que esculpira uma esttua de uma mulher
a partir de um bloco  de marfim em bruto, apaixonando-se, de seguida,
pela sua obra. Esta veio a ganhar vida pela influncia da deusa
Afrodite. Este mito tornou-se conhecido na actualidade  atravs do livro
Pygmalion, de George Bernard Shaw, que esteve, por sua vez, na origem do
conhecido filme My Fair Lady, de George Cukor. A obra criada sente-se
compelida  a agir segundo o que o seu criador e os outros, de um modo
geral, esperam dela. H, de facto, um duplo efeito de Pigmalio entre o
criador na sua paixo pela obra  criada e a submisso desta.

piramidal, feixe - Conjunto de fibras nervosas que unem a parte central
do -> crtex cerebral (crtex motor)  espinal medula. Intervm nos
neurnios motores dos  msculos flectores.

pirose - Azia, hiperacidez gstrica. 

pituitria --> hipfise.

placebo - Substncia desprovida de qualquer aco farmacolgica que
provoca o efeito de um medicamento verdadeiro. O efeito placebo pode
resultar em indivduos  sugestionveis para quem se recomenda uma
terapia no medicamentosa.

platnico, amor - Segundo Plato, filsofo grego do sculo IV a. C., a
forma superior de amor  a do amor pelas ideias, da o amor platnico
ser um amor ideal,  sem contacto fsico.

Poggendorff, iluso de - V -> iluso perceptiva. polgrafo - V -->
detector de mentiras.

Ponzo, iluso de - V. -> iluso perceptiva.

populao ou universo - Termo utilizado em -> estatistica para designar
um conjunto de indivduos ou objectos com caractersticas comuns e sobre
os quais um investigador  pretende tirar concluses, a partir da
generalizao dos dados recolhidos num subconjunto representativo (->
amostra).

pornografia - Relato escrito, oral ou representao pictrica que a
moral condena como obscenos 

positivismo - Teoria de Auguste Comte que, no sculo XIX, considerava a
cincia como a forma superior, a mais adiantada do conhecimento humano.
O -- > behaviorismo , em psicologia, uma forma de positivismo.

possessividade - Desejo de controlar o comportamento dos outros (mais
comum entre pessoas que vivem juntas, pais e filhos, marido e mulher e
vice-versa); para a  -> psicanlise  mesmo uma --> pulso de posse.

post-partum, psicopatologia do - Conjunto de perturbaes psquicas que
podem surgir numa mulher depois do parto. Dividem-se em dois grupos: 1.
sndroma do 3.  dia -  a forma mais comum, caracteriza-se por crises
de choro, a sua causa  atribuda ao cansao e a perturbaes hormonais
prprias deste perodo; dura pouco  tempo e  facilmente
resolvida,existem casos que devido  mae ser muito nova ou  existncia
de outros problemas afectivos (por exemplo, problemas na vida do casal),
se origina uma -@ depresso mais duradoura e que pode requerer
tratamento; 2. --> psicose - surge, frequentemente, durante o primeiro
ms a seguir ao parto; caracteriza-se  por uma forte depresso, -->
delrio hipocondraco (v. - hipocondria) ou delrio centrado no beb. 
difcil de precisar a sua causa.

pragmatismo - Teoria de base emprica (v. -> empirismo e -- > James,
W.), utilitarismo.

prandial - (adj., do lat. prandium, almoo, refeio) Que se refere a
refeies.

pr-consciente - Termo utilizado por S. -> Freud na primeira -@ tpica
para designar os contedos do --> psiquismo que sem serem conscientes
porque no esto  presentes do camp, actual da -- > conscincia,
distinguem-se dos contedos do -> inconsciente na medida em que
permanecem acessveis  conscincia (cf. --> subconsciente).

pr-genital, fase - V, fases -@ anal, flica, --> genital e -> oral.

preconceito - Crena, geralmente desfavorvel, que predispe o
indivduo a agir de forma esteriotipada (cf. -> esteretipo). 

pregnncia --> boa forma, lei da.

pr-operatrio, estdio - Segundo --> Piaget, este estdio prolonga-se
aproximadamente dos 2 aos 7 anos de idade e caracteriza-se pelo rpido
desenvolvimento da  linguagem e da funo simblica: quando uma criana
representa um avio fazendo um gesto circular com a mo, caso em que o
acto motor representa o conceito, a representao  simblica usa um
significante. Os conceitos podem tambm ser representados por palavras -
smbolos abstractos, que so os sinais. Enquanto que os significantes
so  pessoais e derivam da experincia que a criana tem dos objectos,
os sinais so convenes sociais. Os primeiros so, normalmente, s
percebidos pela criana ou,  quando muito, tambm pelos mais prximos
dela; os segundos so percebidos por toda a gente. A criana d um passo
importantssimo no processo do desenvolvimento  cognitivo no momento em
que se serve das palavras para pensar a realidade. Os trabalhos de Jean
Piaget revelaram com bastante clareza que a representao do mundo
feita por uma criana difere da do adulto. Nos primeiros anos do estdio
pr-operatrio a criana no entender a noo de conservao: dois
recipientes iguais contendo  o mesmo volume de gua so reconhecidos
pela criana como tendo o mesmo volume de gua, se, no entanto se deitar
o lquido de um dos recipientes para uma proveta  alta e estreita, a
criana, nesta fase etria, dir que a proveta contm mais gua porque o
nvel da gua  mais alto - ainda no entendeu que um objecto conserva
a massa, o volume e o comprimento quando  sujeito a determinadas
transformaes, no entendeu que o objecto conserva as suas propriedades
originais noo de conservao.  Porm, a capacidade de perceber a
conservao em todos os seus aspectos no acontece simultaneamente. Por
exemplo, a conservao de nmero ou de volume no ocorrem  na mesma
idade: a noo da conservao de nmero  excepo e acontece j neste
estdio - d-se aos 6 anos (convm no esquecer que a criana desta
idade j comeou a aprender a contar) enquanto que a segunda s aos 11,
na fase final do estdio seguinte: o estdio  das operaes -@
concretas. O -> egocentrismo (no confundir com --> egosmo)  outra
caracterstica importante do estdio pr-operatrio de desenvolvimento -
a criana acredita que os outros vem o mundo exactamente da mesma
maneira que ela.

presso arterial - V --> tenso arterial.

presso para a uniformidade social - Processo exercido pelas foras
sociais que faz com que os indivduos desejem ser parecidos com os
outros, dentro do mesmo -->  grupo. Segundo L. Festinger, no contexto
da teoria da comparao social, a presso para a uniformidade nasce do
processo de comparao das nossas aptides,  atitudes e opinies com as
dos outros.

princpio do prazer - V. --> libido.

principio da realidade - V -> ego.

profilaxia - Preveno de doenas.

prognstico - Previso do desenrolar de uma doena ou de outro qualquer
processo como, por exemplo, o educativo.

projeco - Segundo a --> psicanlise, este  um dos mecanismos de
--> defesa do Eu e consiste em atribuir a outrem -> pulses nossas,
devido  proibio do  -> superego; assim as nossas --> pulses
projectam-se nos outros, como meio de defesa.

projectivo, teste - Teste que tem por objectivo avaliar as
caractersticas da -> personalidade. Os testes projectivos apelam a
mecanismos de adaptao  realidade  que regem a utilizao adequada das
-> percepes (apreenso correcta do contedo manifesto dos itens do
teste), e aos mecanismos de -@ projeco atravs dos quais  se traduzem
os elementos prprios da singularidade do indivduo (pensamentos,
atitudes, afectividade). O mtodo consiste em: pedir ao indivduo que
execute tarefas  como contar histrias a propsito de cenas ou figuras
que lhe so apresentadas, fazer desenhos concluir frases incompletas,
descrever impresses ou associaes  a propsito de certos estmulos. Os
testes projectivos mais utilizados so: -> CAT nas crianas; -->
Rorschach em crianas e adultos e --> TAT nos adultos. propaganda -
Difuso de uma ideia ou de uma doutrina, destinada a agir sobre as --)
atitudes, opinies e sentimentos de um indivduo ou de um --> grupo.

prostrao - Estado de exaustao, esgotamento ou abatimento extremos,
comum em certas formas de -@ neuroseS e de --> psicoses.

Psicanlise Mtodo de -> terapia de --> neuroses, fundado pelo mdico
austraco Siginund --> Freud. Pretende-se a cura do paciente atravs de
uma penetrao no  seu --> inconsciente: o paciente dever relembrar (e
reviver) aqueles perodos do seu passado que esto na origem da sua
neurose - f-lo- ao longo de vrios anos  com a ajuda do psicanalista -
a psicanlise  um processo moroso. Foram vrios os -> mtodos usados na
psicanlise, desde a -> hipnose (v. -@ Anna O) at ao mtodo  das -- >
associaes livres, segundo o qual, o paciente dever falar livremente
sobre tudo o que lhe ocorre - o psicanalista interpretar as associaes
feitas,  bem como o contedo do que foi afirmado pelo paciente. Um outro
aspecto fundamental  o da interpretao dos -- > sonhos por causa do
seu sentido simblico. A psicanlise   um mtodo teraputico mas 
tambm uma teoria que dele decorre e que, simultaneamente, lhe serve de
base. (V. consciente e inconsciente, -> libido e pulses,
-->frustrao,  -- > defesa do Eu, mecanismo de). Em 1923, a fim de
consolidar a sua concepo da libido, dividiu a estrutura da -->
personalidade em trs instncias: --> id,  --> ego e --> superego.
Freud foi quem primeiro chamou a ateno para a importncia dos
primeiros anos da nossa existncia na estruturao da futura
personalidade:  o desenvolvimento infantil est directamente ligado a
manifestaes sexuais, isto ,  procura de prazer. O estudo da infncia
foi feito por Freud atravs da anlise  de adultos (v. -@ fase --@
oral, fase -> anal, fase -> flica, fase de --> latncia, fase ->
genital). 1

psicodrama - Mtodo teraputico criado por J. L. --> Moreno, na dcada
de 1930, que utiliza o jogo dramtico a fim de desenvolver a
espontaneidade nas relaes sociais. A sesso psicodramtica rene um ou
vrios indivduos (crianas ou  adultos) com o terapeuta; depois da
escolha do tema e distribuio dos papis a representar, desenrola-se em
trs fases: o aquecimento do grupo (Warming up process),  a aco
dramtica em si e a interanlise colectiva. No decurso da aco o
terapeuta pode sugerir uma mudana de papel, um solilquio, ou ainda, a
um dos intervenientes  que encarne o papel de algum que lhe seja
prximo (pai, amigo, chefe, etc.). O momento mais importante, do ponto
de vista psicoteraputico,  quando o indivduo  comea a reviver os
seus conflitos, produzindo-se uma -> catarse (descarga afectiva). O
psicodrama utiliza-se em certos problemas de relacionamento (libertao
de  -- > complexos), em conflitos conjugais, familiares, profissionais
ou tenso num --> grupo, aplicando-se ainda  seleco profissional
(cf. --> sociodrama).

psicofarmacologia - Estudo dos efeitos produzidos pelos medicamentos
que agem sobre a vida mental (v. --> psicotrpico).

psicofisiologia - Ramo da psicologia --> experimental que estuda os
mecanismos fisiolgicos do comportamento humano e animal. Representou
toda a psicologia experimental  do sc. XIX, vindo a diferenciar-se
progressivamente, no sentido de se autonomizar. Utilizando mtodos
experimentais muito diversos, consoante o caso que pretende  investigar
(por exemplo, a relao entre um centro do --> hipotlamo e o
comportamento sexual): bioqumicos, cirrgicos, genticos ou
electro-fisiolgicos, aplicados,  sobretudo, a modelos animais.

psicologia - (do gr. psych - alma e logos - palavra, razo, discurso
acerca de) No sentido mais lato, a palavra Psicologia designa
actualmente o estudo do comportamento  dos homens e animais ou, numa
perspectiva diferente, o estudo das sensaes, percepes, emoes,
pensamentos e aces do homem. Durante muitos sculos, a Psicologia  foi
estudada por filsofos, s vindo a tornar-se autnoma como cincia no
sculo XIX. Filsofos estudaram estados de esprito@>, a 
conscincia, faculdades da  ment 1e>@; Santo Agostinho, que viveu no
sculo v da nossa era, relata nas suas Confisses os estados de alma e
conflitos por que passou ao longo da sua vida at   sua converso. No
sculo XVII, Descartes identifica razo e alma, explicita as suas
faculdades e escreve um Tratado das Paixes da Alma. Empiristas (v. -->
empirismo)  anglo-saxes, tais como John Locke e David Hume nos sculos
XVII e Xviii, explicam o conhecimento com base na experincia sensorial,
logo com base em dados subjectivos,  sendo estes responsveis pela
produo de ideias. George Berkely, na primeira metade do sculo XVIII,
 autor de um idealismo subjectivo: a sua clebre frmula esse  est
percipi (ser  ser percebido) manifesta tal subjectivismo. Pode assim
dizer-se, de um modo geral, que a conscincia foi objecto de estudo em
psicologia at ao  sculo XIX e que muitas vezes foi utilizada a ->
introspeco como mtodo de anlise, constituindo o que pode chamar-se
uma Psicologia Clssica por oposio a uma  Psicologia Cientfica, de
base experimental. Nos finais do sculo xix, William --> James,
filsofo americano e um dos pioneiros da Psicologia, definiu-a como
sendo  a cincia que estuda os pensamentos, as percepes e as emoes
que formam, segundo ele, a corrente da conscincia.
 Na Alemanha, Wilhelm Wundt, fisiologista de formao, definiu o objecto
da Psicologia como sendo o estudo da experincia ou sensao imediatas.
Wundt criou em 1879,  na Universidade de Leipzig, o primeiro laboratrio
de Psicologia, separando assim esta disciplina da Filosofia e
contribuindo para a sua consolidao como cincia  experimental. Wundt e
os seus alunos, baseando-se na introspeco que o paciente fazia  sua
frente, tentaram descrever sensaes, percepes e emoes o mais
pormenorizadamente  possvel. Trata-se de facto de uma introspeco na
2.1 pessoa, uma vez que no  o indivduo que procede  -@ introspeco
o mesmo a analisar os seus resultados,  ao contrrio do que sucedera nos
tempos da Psicologia Clssica. O primeiro grande Tratado de Psicologia,
os Princpios de Psicologia Fisiolgica, deve-se tambm  a Wundt. Gustav
--> Fechner, no entanto, estabelecera j em 1860 mtodos de medio
psicofsica podendo pois ser chamado o pai da Psicologia Experimental.
V  > behaviorismo, --> psicamlise, psicologias --> analtica, ->
aplicada, -~-> clnica, --> cognitiva, -> diferencial, (do) -@
desenvolvimento, --> educacional  --> forense, --> gentica, ->
geral, (da) -> gestalt, -@ organizacional e -> social.

psicometria - Conjunto de mtodos e tcnicas destinados a medir
fenmenos psquicos (v. -> escala, --> inventrio de personalidade,
--> questionrio e -> teste  .

psicopata ou psictico - Aquele que sofre de uma --> psicose; em
linguagem vulgar, o doente mental.

psicopatologia - Estudo dos distrbios mentais. Condio -> anormal do
ponto de vista psicolgico.

psicose - Distrbio grave que causa grande alterao ou desorganizao
da capacidade mental de uma pessoa, da sua resposta afectiva e da
capacidade de reconhecer  a realidade. Os -@ psicopatas tm dificuldade
em comunicar e em relacionar-se com os outros e a psicose pode ir at ao
ponto de interferir com a capacidade de satisfazer  as exigncias
normais da vida quotidiana. A psicose  pois uma grave perturbao
mental que inclui a perda de contacto com a realidade - loucura, no
sentido vulgar.  Na nomenclatura tradicional so os seguintes os vrios
tipos de psicoses: alucinatria (v. -> delrio), -@
manaco-depressiva, --> esquizofrenia > parafrenia  e -> parania (ou
esquizofrenia paranide).

psicossomticas, perturbaes - Como o prprio nome indica, so doenas
em que factores psicolgicos afectam condies fsicas.

psicoterapia - Tcnica -> paliativa ou curativa de distrbios
psquicos ou comportamentais.

psictico V. -> psicopata.

psicotismo - Uma das dimenses da -> personalidade propostas por ->
Eysenk que caracteriza os indivduos distantes, hostis, no emotivos,
pouco altrustas (cf.  --> extroversolintroverso e -> neuroticismo).

psicotrpico - Termo introduzido por J. Delay (1950) para designar
qualquer substncia sinttica, semi-sinttica ou natural, capaz de
alterar a actividade mental.  A utilizao do primeiro -@ neurolptico
(1952) - a fenotiazina, do primeiro -4 tranquilizante moderno (1954) - o
meprobarnato, do primeiro -> ansioltico da srie  das benzodiazepinas
(1957) - o clorodiazepxido, e do primeiro antidepressivo (1957) a
imipramina, contriburam para o desaparecimento dos tratamentos de
choque  at a utilizados em -> psiquiatria, como os ->.electrochoques
e as -@ lobotomias. A classificao dos psicotrpicos  a seguinte: 1.
psicolpticos - so depressores da actividade psquica e dividem-se em:
a) hipnticos (sonferos), os barbitricos ou no barbitricos (por
vezes da srie das benzodiazepinas);  b) tranquilizantes e sedativos
(ansiolticos, calmantes), sobretudo da srie das benzodiazepinas; d
neurolpticos com efeitos sedativos (fenotiazina) e desinibidores
(carpipramina, trifluperidol); d) timo-reguladores, utilizados para
prevenir as recadas manaco-depressivas (sais de ltio, carmazepina  e
dipropilacetamida). 2. Psicoanalpticos, estimulantes da actividade
psquica: a) noo-analpticos ou estimulantes do estado de viglia
(anfetaminas, cocana, caf  e ch); b) timoanalpticos ou
antidepressivos Omipramina, IMAO). 3. PsicodisIpticos perturbadores da
actividade psquica: a) alucinogneos ou onirogneos; b)
estupefacientes; c) lcool e ter.

psiquismo - Conjunto de caractersticas psquicas que formam a
estrutura mental de um indivduo.

psiquiatria - Ramo da Medicina que se dedica  preveno, ->
diagnstico e tratamento de distrbios psquicos. A Psicologia Clnica
tambm se ocupa deste tipo de  distrbios.

puberdade - Idade que se sucede  infncia e antecede a -> adolescncia
e que se caracteriza pelo desenvolvimento dos rgos sexuais, permitindo
a procriao. Neste  perodo o ritmo de crescimento acelera e aparecem
as caractersticas sexuais secundrias (mudana de voz, pilosidade
pbica, barba), a primeira menstruao na rapariga  (menarca), ereco
do pnis seguida de ejaculao, no rapaz. Nas sociedades ocidentais
aparece por volta dos 12 anos na rapariga e dos 14 no rapaz. Pode dar
origem  a algumas perturbaes psicobiolgicas. V. -4 dismorfofobia.

pulso - Conceito psicanaltico introduzido por S. -@ Freud (1905)
para explicar a existncia de fontes internas portadoras de excitao
(estado de tenso) a que  o organismo no pode escapar e que so
factores geradores de determinados --> comportamentos, atitudes e
afectos. A pulso tem como alvo suprimir a tenso proveniente da
excitao corporal (cf. instinto). 

psych - (gr. alma) V psicologia. 

QD - (Quociente de Desenvolvimento) Estabelecido a partir da razo (ou
quociente) entre a avaliao do desenvolvimento (nota obtida numa ->
escala de desenvolvimento)  pela idade cronolgica (IC), expressa em
percentagem: QD = avaliao do desenvolvimento/ IC X 100 O QD  aplicado
a crianas at aos 5 anos de idade (v. -> Brunet-Lzine, escala de).

QI - (Quociente de Inteligncia) Estabelecido a partir da razo (ou
quociente) existente entre a idade mental (IM) e a idade cronolgica (10
num indivduo, expressa  em percentagem: Q1 = (IM/IC) X 100 Foi
utilizado pela primeira vez na reviso da escala de --> Binet-Simon por
-- > Terman (escala Standford-Binet) que determina a idade mental
(IM). (V. -> Terman-Merril, escala de).

quadrigmeos ou colculo. - So dois pares de formaes salientes
arredondadas do -4 tronco cerebral que ocupam a face dorsal do
mesencfalo (-@ encfalo mdio)  e tm a funo de coordenar a -->
percepo visual e auditiva com a actividade motora.

questionrio - Conjunto de questes padronizadas (v. -> padronizao)
destinadas a ser respondidas por indivduos que representam uma ou
vrias --> populaes  (--> amostra). As respostas podem ser avaliadas
de forma qualitativa ou quantitativa. Os seus objectivos podem ser:
estimar grandezas absolutas (por exemplo, percentagem  de pessoas com
uma determinada --> altitude); estimar grandezas relativas (por
exemplo, na elaborao de uma -> tipologia, fazer uma estimativa da
proporo de  cada tipo na populao estudada); verificar hipteses sob
a forma de relaes entre duas ou mais --> varidveis (por exemplo,
verificar se uma atitude varia com  a idade ou sexo); descrever uma
populao (por exemplo, determinar as caractersticas daqueles que tm
uma determinada atitude).

Quociente de Desenvolvimento - V. -> QD.

Quociente de inteligncia - V _> Qi. 

racionalizao Mecanismo de --> defesa do Eu que consiste na
justificao racional de um comportamento nosso que nos incomoda,
incmodo esse devido, muito provavelmente,  ao -> superego.

Rank, Otto - Psicanalista austraco (Viena 1884 - Nova lorque 1939).
Foi um dos primeiros discpulos de S. --> Freud. Mais tarde, ligou-se a
--> Ferciizi com  quem elaborou estudos sobre a -@ psicose. Ops-se 
concepo freudiana de complexo de --> dipo substituindo-a pela de
angstia do instinto. Da sua obra destaca-se: Acerca,do Traumatismo do
Nascimento (1924).

raptus - (lat.) (lit. arrebatamento  pressa). Impulso irresistvel e
passageiro que leva um indivduo a actos, por vezes, trgicos (fuga,
suicdio, violncia,  assassnio).

Re - (ing., CR) Resposta condicionada V. --> condicionado, reflexo.

recalcamento -  o mecanismo de defesa do Eu mais frequente e acontece
quando as -> pulses inaceitveis devido ao --> superego so censuradas
(v. --@ censura)  e, entrando em conflito com as --> motivaes
conscientes, com o --> ego, so afastadas do campo -> consciente para o
--> inconsciente, i. e.  so recalcadas.  O recalcamento poder, em
certos casos, ser eficaz em termos de comportamento mas pode tambm ser
responsvel por distr bios da --> personalidade, nomeadamente  quando
se recalca a energia de vida, a --> libido, energia que dever, segundo
a --> psicanlise, ser liberta com naturalidade.

receptor - 1. Estrutura de reconhecimento de natureza proteica disposta
ao nvel das membranas celulares e capaz de reconhecer de forma
especfica os mensageiros  qumicos como as -> hormonas ou os ->
neuromediadores. 2. Receptor sensorial - clula ou conjunto de clulas
especializadas que quando estimuladas (externa ou internamente) so
capazes de produzir uma mensagem nervosa  (impulso elctrico) a ser
enviada atravs do --> SNP at ao -> SNC. A natureza do estmulo pode
ser qumica, mecnica, sonora ou luminosa. Os diferentes rgos  dos
sentidos possuem diferentes receptores sensoriais.

recessivo, carcter - V. -> carcter.

recessivo, gene - V. -> dominante, gene.

reencarnao - Crena difundida em religies e filosofias, desde a
Antiguidade, segundo a qual a nossa -@ alma reencarna, i. e., passa,
depois da morte do corpo  a um outro corpo, segundo determinadas leis.
Certas psicologias --> clssicas referem este assunto, bem como certos
parapsiclogos (v. -> parapsicologia). Tambm  chamada metempsicose
(gr.), samsara (snscr.) ou doutrina da transmigrao das almas,

reflexo - Comportamento automtico elementar e involuntrio do
organismo como resposta a estimulaes sensoriais especficas. Existem
reflexos inatos ou incondicionados,  como o reflexo rotular, e reflexos
aprendidos ou condicionados (v. --> condicionado, reflexo).

reflexologia - Teoria adoptada pelos sucessores de -4 Pavlov,
nomeadamente Bechterev, que considerou os reflexos --> condicionados e
as leis que os regem (v. -->  condicionamento clssico) como o
fundamento para explicar o conjunto das funes psicolgicas. 

reforo - Uma das leis elementares da -> aprendizagem, segundo a qual a
aco repetida de agentes reforadores como, por exemplo, aprovao,
elogio, comida nos animais (reforo positivo) ou punies  (reforo
negativo), consolidam um certo comportamento. Foi utilizado por -->
Pavlov no -@ condicionamento clssico, sendo igualmente usado no
condicionamento  instrumental, no condicionamento operante e em ->
pedagogia (cf. -@ aprendizagem programada).

Reich, William - Mdico e psicanalista austraco (Dobrzcynica 1897
Leivisburg, EUA 1957). Quando, em 1919, foi estudar Medicina para Viena,
manifestou desde logo o seu interesse pela psiquiatria, tornando-se,
passado pouco tempo, membro da Sociedade Psicanaltica  de Viena. Em
1920, aderiu ao Partido Comunista Austraco e comeou a desenvolver
experincias teraputicas na classe operria, tentando conjugar a -@
psicanlise  com o marxismo. Foi o primeiro psicanalista a pr o
problema socioeconmico como gnese das perturbaes mentais, vindo a
influenciar as teorias de E. -> Fronim  e K. -> Horney. Aps vrios anos
de dissidncias com a ortodoxia freudiana, foi expulso, em 1934, da
Sociedade Internacional de Psicanlise por E. -> Jones que o  considerou
um comunista perigoso. O nazismo obrigou-o a emigrar para os EUA onde,
em 1939, iniciou uma srie de investigaes sobre a biologia da energia
vital ou  orgone, que segundo Reich seria responsvel por doenas
psquicas e somticas. Os ltimos anos da sua vida foram muito
atribulados com acusaes e julgamentos, acabando  por morrer na priso.
Da sua obra destacam-se: A Funo do Orgasmo (1927); Materialismo
Dialctico e Psicanlise (1929) e Escuta Z-Ningum (1948).

regresso - Mecanismo de -> defesa do Eu, segundo o qual, perante
situaes de --> conflito, o indivduo prefere regredir, retroceder a
estados libidinosos (v.  --> libido) mais atrasados, o que pode
provocar, segundo a --> psicanlise, distrbios do -@ comportamento.

REM - (ing., Rapid Eye Movement) Fase do -@ sono caracterizada por
movimentos oculares rpidos (cf. -> NREM).

reteno - V. -> memria.

reticular, formao - Estrutura vital bastante difusa de feixes
nervosos que se estende por todo o -- > tronco cerebral, desde o -->
bulbo raquidiano at ao ->  tlamo, abrangendo uma vasta rea de
influncia sobre outras zonas do -@ SNC. Funciona como um activador
geral cuja excita o activa outras partes do -@ crebro,  em particular
o -> crtex cerebral. As fibras descendentes que se estendem at  -->
espinal medula influenciam a actividade dos --> neurnios tanto
aferentes  como eferentes. Alguns dos seus neurnios desenvolvem centros
com um papel importante no controlo de actividades: cardiovascular,
respiratria, deglutio e vmito.  Desempenha ainda um papel nuclear no
movimento ocular e da orientao reflexa do corpo no espao. 

retroaco --> feedback.

retrospeco - Para certos psiclogos,  uma -> introspeco no
directa, i. e.,  uma anlise do passado.

reversibilidade - Troca, capacidade de entender uma questo de dois
pontos de vista diferentes. Segundo -@ Piaget, a apreenso da noo de
reversibilidade  essencial  para a noo de conservao.

reversvel, figura - V. --> figura-fundo.

ritual - Comportamento rgido, modelar, existente nas religies (ritos)
mas tambm em comportamentos individuais como os obsessivos. V ->
neurose e --> desvio,  actividades de.

Rogers, Carl - Psiclogo norte-americano (Oak Park 1902 - La Jolla
1987). Fundador do Centro de Psicopedagogia de Rochester, professor nas
Universidades de Offio  (1940), de Chicago (1945), de Wisconsin (1957)
e, finalmente, investigador no Instituto Ocidental de Cincias do
Comportamento (1964). C. Rogers, inserido na corrente  fenomenolgica de
tendncia humanista, consagrou-se a estudos sobre o processo
psicoteraputico e  formulao de uma teoria da -.> personalidade que
valoriza o  conceito de -> eu. O seu conceito de crescimento humano,
defende que a possibilidade dos indivduos crescerem naturalmente,
dar-lhes-ia a oportunidade de sere-  Positivos, racionais e de viverem
em harmonia com os outros e consigo mesmos. Tentou aplicar este seu
conceito nas escolas e em organizaes industriais. Desde a  dcada de
1960 participou activamente no Movimento de Grupos de Encontro que,
segundo ele, aumenta o potencial humano. Foi fundador de uma terapia
psicolgica e de uma pedagogia  centradas no indivduo (paciente ou
aluno), tambm chamadas no-directivas (v. pedagogia > no-directiva e
terapia -@ no-directiva). Da sua obra destacam-se:  The Clinical
Treatment of the Problem Child O 939); Client-Centred Therapy: its
Current Practice, Implica~ tions and Theory O 95 1); On Becoming a
Person (1970).

Romeu e Julieta, efeito de - Aumento de paixo entre dois jovens, como
consequncia de uma tentativa de separao por parte dos pais. (Da
clebre pea Romeu e Julieta  de William Shakespeare.)

Rousseau, J. J. - (Genebra 1712 Ermenonville 1778) Filsofo e democrata
francs que preferia uma democracia directa a uma forma representativa
da mesma (caso ingls),  embora reconhecesse a necessidade de diferenas
pontuais no governo dos Estados. Teve preocupaes de ordem pedaggica
(v. ->pedagogia): acreditava que o homem era  bom por natureza e que a
sociedade  que o corrompia - o inito do bom selvagem. (Discours sur les
Arts et les Sciences 1750; Julie ou ia Nouuelle Hloise, 1761;'Le
Contrat Social e mile em 1762; verso definitiva das Confssions em
1770.)

Rorschach, teste de - Teste -> projectivo elaborado, em 1921, pelo
psiquiatra suo H. Rorschach (1884-1922).  aplicvel a crianas e
adultos e pretende revelar  factores dinmicos do comportamento e da --
> personalidade.  composto por 10 cartes com manchas de tinta
simtricas que se apresentam ao testado pedindo-lhe  o que fazem lembrar
o todo ou parte das figuras. Na interpretao do teste utilizam-se dois
mtodos: 1. interpretao do contedo das respostas que depende da
orientao  terica do Psiclogo que a realiza; 2. inqurito em que 
pedido ao testado para acrescentar ou esclarecer as respostas iniciais;
nesta fase quantifica-se cada reaco  ou resposta; a quantificao ou
cotao assenta, habitualmente, nas seguintes categorias principais:
Jocalizao que revela capacidade de organizao perceptiva
(capacidade para avaliar o todo ou sintetizar as partes);
determinantes (forma controlo dos processos intelectuais, reaces
emotivas, sensao de Movimento -  imaginao); contedo, aquilo que o
indivduo v (plantas, animais, pessoas, etc.), que o psiclogo
classifica em grupos e usa como fonte de averiguao das ->  atitudes,
dos interesses do indivduo. Em seguida, todas as respostas do testado e
respectivas cotaes so sujeitas a uma anlise qualitativa ou clnica.
O teste de Rorschach tem sido objecto de numerosas investigaes e
adaptaes.

Rosenzweig, teste de frustrao de - Teste --> projectivo criado pelo
psiclogo norte-americano S. Rosenzweig, em 1935, com o nome de Picture
Frustration Study.   constitudo por 16 imagens que ilustram reaces
de -@ frustrao dirigidas pelo --> ego e 8 imagens que representam
reaces de frustrao dirigidas pelo -- > superego.  baseado na
teoria psicanaltica da frustrao, pretende que o sujeito se
identifique  com as imagens que apresentam uma imagem frustrante e que
reaja no teste como faria numa situao real semelhante. Tem o objectivo
de interpretar a direco da agressividade  do testado e o tipo de
reaco que esta provoca. 

sdico-anal, fase - Segundo a psicanlise, relaciona-se com a fase anal
e caracteriza-se por -> impulsos sdicos (v. -> sadismo) contra os pais,
que castigam a criana durante o perodo de treino das suas dejeces. 

sadismo -> Parafilia em que a procura de prazer consiste na dor fsica
ou moral exercida sobre outro.

sado-masoquismo - 1. Coexistncia de tendncias (sexuais ou, pelo
menos, de fundo sexual) sdicas (v. ~-> sadismo) e masoquistas (v. -@
masoquismo) na mesma pessoa.  2. Relao sado-masoquista, aquela em que
duas pessoas desempenham, uma o papel de sdico, a outra o de
masoquista.

sagrado - Inviolvel, realidade (religiosa) digna de venerao,  qual
se deve respeito.

samsara -- (snscr.) V. -> reencarnao.

satirase - Necessidade ou impulso sexual exagerado, nos homens (cf.
ninfomania).

Scanlon, plano de - Usado em psicologia --@ organizacional, segundo o
qual se encoraja os trabalhadores da empresa a dar sugestes,
participando estes de eventuais  lucros, sob a forma de aumentos
salariais, no caso de a sugesto apresentada ter obtido bons resultados.

sedativo - Medicamento que causa sedao, i. e., sonolncia (cf. -@
hipntico).

senilidade - Diminuio das capacidades fsicas e mentais, como
consequncia de envelhecimento. Qualquer indivduo quando atinge a idade
adulta entra num processo,  biologicamente normal, que consiste no
envelhecimento. Mas este processo s se torna perceptvel quando
diversas funes entram em declnio, sendo a senilidade o  seu termo
final. Apesar de se saber que este declnio  condicionado por factores
genticos, sociais e psicolgicos, o que implica a no existncia de uma
idade  precisa para o seu aparecimento, a senilidade  considerada
patol gica se aparecer antes dos 70 anos.

sensao - Termo que designa a captao de um -- > estmulo sensorial
 Muitos Psiclogos tm usado esta definio afirmando que o brilho, a
cor, o calor  ou o sabor so sensaes que se distinguem da -@
percepo, entendida como interpretao dos estmulos. De acordo com
esta definio, ver a cor vermelha  uma sensao  mas ver uma ma 
uma percepo. Esta distino, nos nossos d as, apresenta-se ambgua,
pelo facto de tanto investigaes psicolgicas como fisiolgicas no
conseguirem  estabelecer fronteiras entre puras sensaes e percepes. 

sensrio-motor, estdio - Este estdio, segundo a psicologia -->
gentica, prolonga-se, aproximadamente, pelos dois primeiros anos da
vida a criana vive de  -> sensaes e de _@ motricidade. A
actividade cognitiva est, nesta altura, intimamente ligada a estmulos
externos.  durante este perodo que a criana desenvolve  o conceito de
objecto. Nos primeiros tempos, no entanto, sempre que desaparece um
objecto do seu campo visual, a criana perde todo o interesse por ele:
parece no  possuir ainda o conceito de objecto. No estdio
sensorio-motor a actividade cognitiva  exclusivamente comportamental:
pensar  agir. No final deste estdio desenvolvem-se  outras estruturas
cognitivas: a criana comea a distinguir o eu de tudo o resto que a
rodeia e adquire as noes de espao e de tempo. Comea a fazer
experincias  com objectos e a descobrir as consequncias dessas
experincias.  tambm nesta altura que a criana comea a falar - j
conhece o significado de algumas palavras  e j pronuncia bastantes sem
imitar.

separao, ansiedade de - V. vinculao,

serotonina -@ Neuromediador sintetizado pelas clulas de diversos
tecidos do organismo, nomeadamente do tecido cerebral. Os seus
receptores qumicos concentram-se  principalmente no -@ crtex cerebral
e no sistema --> lmbico (sobretudo na amgdala). Sabe-se que, de um
modo geral, o seu aumento reduz a agressividade e favorece  o
comportamento social.

sexologia - Estudo da --> sexualidade e dos seus problemas. Havelock
Ellis, no fin do sc. XIX, desenvolveu os primeiros estudos sobre as
condutas e problemas  sexuais. Contudo, foi S. --> Freud que ao falar
da --> sexualidade infantil e do -@ inconsciente, revolucionou todas
as concepes anteriores, afirmando que a  sexualidade abrange toda a
vida afectiva. As perturbaes exuais explicar-se-iam como acidentes do
desenvolvimento (-@ regresso a ma das - fases infantis), ao  contrrio
de algumas explicaes existentes na a poca que afirmavam serem
causadas por anomalias constitucionais. Entretanto, a sexologia tem
contribudo para abordar  a sexualidade de uma forma mais objectiva,
demonstrando que o modo como so encarados os diferentes comportamentos
sexuais, diverge consoante os padres morais das  civilizaes.

sexual, apatia - Desinteresse pela actividade sexual.

sexual, desvio - Designao comum, no-cientfica para qualquer
comportamento sexual que se afaste da -> norma, dos costumes (cf. -->
normalidade).

sexual, objecto - Objecto (pessoa ou coisa) para o qual se dirige o
nosso interesse sexual.

sexualidade - Conjunto de fenmenos da vida sexual que inclui os
mecanismos fisiolgicos e a organizao da vida afectiva (v. -4
sexologia). 

Sheldon, William Herbert - Mdico e psiclogo norte-americano (Warwick
1899 - Cambridge 1977). Doutorado em Psicologia (1925) e licenciado em
Medicina pela Universidade de Chicago (1937). Notabilizou-se, sobretudo,
pelos trabalhos que  realizou, em colaborao com S. S. Stevens, sobre a
classificao de tipos de -> personalidade que tiveram como ponto de
partida o estudo da --> tipologia de -@  Kretschiner. Os conceitos de
Sheldon forjaram-se a partir de demoradas investigaes sobre a
estrutura fsica e - traos de personalidade. Aps um exame cuidadoso de
fotografias de 4000 estudantes com cerca de 18 anos, concluiu que as
variaes de tipos fsicos podiam classificar-se em: --> endomorfo, ->
mesomorfo e -> ectomorfo. Paralelamente  estudou a personalidade de 33
estudantes, estabelecendo, a partir de uma -> anlise factorial, trs
tipos de personalidade: cerebrotnico (tpico do ectomorfo),
somatotnico (tpico do mesomorfo) e -> viscerotnico (tpico do
endomorfo). Da sua obra destacam-se: Variedades da Constituio Fisica
do Homem (1940), Variedades  do Temperamento (1942).

sigmatismo - Deficiente articulao de sons em que o som th substitui
os sons s, z, ch. (cf. -@ cicio).

signo - Sinal, mais ou menos arbitrrio, indicativo de uma realidade.
Por exemplo, as palavras so signos lngusticos das realidades a que se
referem. Segundo  Ferdinand de Saussure, fundador da cincia
lingustica, o conceito, pelo qual pensamos  o significado e a imagem
acstica pensada que lhe fazemos corresponder -   o significante. O
signo  o conjunto de ambos, pois  o sinal que liga conceito e imagem
acstica ou, melhor, significado e significante,  o lao que os une. O
signo lingustico   arbitrrio, isto , no est ligado por nenhuma
relao especial  cadeia fontica de sons.

smbolo -@ Sinal que no designa arbitrariamente o significado (aquilo
a que se refere), pelo contrrio, confunde-se com ele: a hstia, para um
catlico  o Corpo  de Cristo, no  apenas um sinal arbitrrio que o
representa. Para algumas seitas protestantes a hstia , pelo contrrio,
apenas um --> signo. Na --> psicanlise  os smbolos so muito
importantes, por exemplo, durante os nossos sonhos (v. -> sonhos,
interpretao freudiana dos). O nosso pensamento  simblico enquanto
capacidade de pensar atravs de sinais - neste caso os signos. Estes
sinais unem o significado - o conceito - e o significante - a imagem
acstica. Por volta do ano e meio a criana, segundo -> Piaget, comea a
pensar. Imita tambm acontecimentos que v desenrolarem-se   sua volta
-  j um indcio da funo simblica.  tambm nesta altura que a
criana comea a falar - j conhece o significado de algumas dzias de
palavras e  j pronuncia bastantes sem imitar. No estdio ->
pr-operatrio desenvolvem-se a funo simblica e a linguagem. Quando a
criana representa um objecto por meio  de um gesto, o acto motor
representa o conceito - a representao simblica usa um significante.
Os conceitos podem tambm ser representados por palavras. Para Piaget,
as palavras so smbolos que no tm qualquer semelhana fsica com o
conceito. Estes smbolos abstractos (signos, para os linguistas) so os
sinais. Enquanto  que os significantes so pessoais e derivam da
experincia que a criana tem dos objectos, os sinais so convenes
sociais. A criana d um passo importantssimo  no processo do
desenvolvimento cognitivo no momento em que se serve das palavras para
pensar a realidade. Se pensar designa, em sentido lato, reflectir, ento
essa  reflexo  reflexo de algo que lhe  exterior: representamo-nos
simbolicamente pela palavra (pelo conceito) esse algo, isto , o
objecto que pensamos ou sobre  o qual reflectimos.

simbolofobia - (Lit. medo de smbolos). Medo que as nossas palavras ou
aces possam ser interpretadas simbolicamente.

Simon, Thodore - Psiquiatra francs (Dijon 1873 - Paris 1961).
Celebrizou-se pela colaborao com A. --> Binet, nomeadamente, na
elaborao da primeira escala  mtrica de -> inteligncia, escala -->
Binet-Simon.

simptico, sistema - V. -> sistema nervoso autnomo ou vegetativo.

simpaticoltico - Substncia ou droga que inibe ou bloqueia a aco do
--> sistema nervoso simptico (cf. --> simpticomimtico). V -->
sistema nervoso autnomo.

simpaticomimtico - Substncia ou droga que actua como estimulante do
-> sistema nervoso simptico (cf. --> simpaticoltico). V. --> sistema
nervoso autnomo.

simulao de enfermidade - Simulao consciente de uma doena, com um
objectivo preciso e no -> hipocondria.

sinal - Tudo o que representa ou indica algo.

sinapse - V. -> neurnio. 

sincretismo - Segundo a teoria do desenvolvimento cognitivo de -->
Piaget, sempre que h uma --> assimilao de novos elementos a esquemas
globais preexistentes  no-estruturados, existe sincretismo.

sndroma - Conjunto de -> sintomas simultneos que caracterizam uma
doena.

sndroma dos campos de concentrao - Encontra-se entre alguns dos
sobreviventes do holocausto nazi e consiste no sentimento de -- > culpa
em ter sobrevivido s  outras vtimas do holocausto.

sinistrismo ou mancinismo - (do lat. sinistra - mo esquerda + ismo)
Caracterstica daquele que usa preferencialmente a mo esquerda. 

sintoma - Clinicamente, manifestao de mal-estar. -> Sinal que pode
dar indicao ao clnico sobre uma doena.

sismoterapia - Terapia de perturbaes mentais com --) electrochoques.

sistema nervoso - Rede ou circuito de tecido nervoso (ou neural) que
transmite impulsos elctricos (electroqumicos) e  constitudo por
cerca de 10 bilies de --> neurnios (clulas nervosas), apoiados por
clulas que nutrein e modulam a sua funo ocupando os espaos
interneurnios, as clulas da glia.  O sistema nervoso tem como
principais funes: o controlo do comportamento e a regulao
fisiolgica do organismo. Do ponto de vista estrutural divide-se em duas
partes: -> sistema nervoso central (SNC) e -> sistema nervoso perifrico
(SNP).

sistema nervoso autnomo ou vegetativo - O sistema nervoso autnomo, da
diviso eferente do --> sistema nervoso perifrico (SNP),  constitudo
pelos nervos vindos  do --> SNC que enervam todos os tecidos do
organismo menos o tecido muscular esqueltico, isto , enervam o msculo
cardaco, o msculo liso (que se localiza, por  exemplo, nos vasos
sanguneos e intestinos) e glndulas. Regula de maneira automtica (a
aco dos nervos autnomos resulta de estmulos involuntrios)
contribuindo  para manter a constncia do meios internos, ou seja, a -4
homeostasia. Por outro lado, possuem outra caracterstica que os
distingue em absoluto do --> sistema  nervoso somtico ou motor: a
activao do sistema autnomo pode conduzir tanto  activao como 
inibio dos tecidos por ele enervados. O sistema autnomo contm dois
sistemas com funes distintas: o sistema simptico e o sistema
parassimptico. So dois grandes actores com funes complementares que
em geral tm efeitos opostos sobre os rgos em que actuam:

Orgo ou sistema

Aco do sistema

simptico

Aco do sistema

parassmptco

Olhos (ris)

dilatao das pupilas

contraco das pupilas

Glndulas nasais, salivares e lacrimais

inibio da secreo

estmulo da secreao

Glndulas sudorparas

activao da secreo do suor

msculo cardaco Corao e vasos coronrios

aumento do ritmo cardaco

vasodilatao

diminuio do ritmo cardaco

vasoconstrio

Pulmes

dilatao dos brnquios

constrio dos brnquios

Tubo digestivo

Vescula biliar

diminuio da actividade das glndulas e dos msculos lisos; contraco
dos esfncteres

aumento da mobilidade e secreo; relaxamento dos esfincteres

relaxamento da vescula

contraco da vescula

Bexiga - Uretra Pnis Vagina-Cltoris

relaxamento do esfncter

contraco do esfncter

ejaculao contraco da vagina

ereco ereco do cltoris

Vasos sanguneos

Constrio dos vasos, dos rgos abdominais e da pele; dilatao dos
vasos dos msculos esquelticos durante a actividade fsica

s nervos simpticos irradiam da parte mediana da coluna vertebral (trax
e vrtebras lombares) libertando ao nvel dos rgos efectores, como -@
neiirotransinissor,  a noradrenalina. Os nervos parassimpticos emergem
ao nvel da nuca e zona sagrada da coluna libertando, como
neurotransmissor, a -> acetilcolina. 

sistema nervoso central - (SNC) Pode ser descrito como um longo tubo, a
-> espinal medula, bastante grosso na sua extremidade superior, o -@
enctalo. O encfalo  situa-se na cavidade craniana e a espinal medula
prolonga-se pela coluna vertebral atravs dos buracos das vrtebras at
 regio lombar. O encfalo  constitudo  por: --> crebro (-->
crtex cerebral), --> cerebelo e --> tronco cerebral.

sistema nervoso perifrico - (SNP) O SNP  constitudo pelos -@ nervos
que estabelecem a ligao entre o --> SNc e todo o resto do organismo.
Pode definir-se como sendo o sistema nervoso que no  faz parte do SNC.
Do ponto de vista funcional estrutura-se do seguinte modo:

Aferente

Efereme

sistema nervoso somtico

simptico

parassimptico O SNP aferente  composto pelos --> neurnios aferentes
e transporta a informao da periferia, desde os -@ receptores
sensoriais, at ao SNC. Pode dizer-se que  informa o SNC do que ocorre
no interior e exterior do organismo. O SNP eferente  composto pelos
neurnios eferentes que transportam a informao dada pelo SNC s
diferentes zonas do organismo (msculos ou glndulas). O SNP eferente 
mais complexo do que o aferente, subdividindo-se em Sn? somtico, motor
ou voluntrio e SNI?  autnomo, involuntrio ou vegetativo, ou
simplesmente, sistema nervoso somtico e -> sistema nervoso autnomo. O
sistema nervoso somtico, motor ou voluntrio   constitudo pelos
nervos que enervam o msculo esqueltico (msculo que se articula com o
esqueleto), cuja estimulao  voluntria e resulta apenas na contraco
(nunca conduzem ao relaxamento ou inibi o) dos msculos esquelticos
por ele enervados (atravs da libertao do -> neurotransmissor
acetilcolina).

sistema nervoso somtico ou motor - V. --> sistema nervoso perifrico.

sstole - Contraco do msculo cardaco.

sistlico - (adj.) Que diz respeito  sstole. V. --> hipertenso
arterial. 

sitiofobia --> Fobia a todos ou a alguns alimentos.

sitiomania - Impulso incontrolvel para ingerir alimentos (cf.--@
bulimia).

Skinner, Burrhus Frederic - Psiclogo norte-americano (Susquehanna 1904
- Cambridge 1990). Conhecido como um dos principais representantes do ->
behaviorismo, dedicou-se  investigao e ao ensino nas Universidades de
Minnesota  (1937-1945), de Indiana (1945-1948) e Harvard (1948-1957). Ao
contrrio dos neobehavioristas como -> Hull ou @ Tolman, Skinner
defendeu um behaviorismo radical,  afirmando-se fiel s ideias de J. -)
Watson do qual importou dois princpios fundamentais: 1. os factos da
vida interior so inteis para explicar o comportamento;  2. a
observao deve limitar-se ao comportamento visvel na sua relao com o
meio, sem se preocupar com o funcionamento do organismo, nomeadamente do
sistema nervoso  e hormonal. Interessado em defender a ideia de -->
reforo na -> aprendizagem, descobriu uma outra forma de ->
condicionamento, o -> condicionamento operante.  Esta descoberta
resultou de experimentaes com ratos e, sobretudo, com pombos,
realizadas num dispositivo por ele criado, a caixa de Skinner. Estendeu
ao homem  as observaes feitas sobre a aprendizagem animal, chegando a
realizar experimentaes com bebs. Foi autor da -@ aprendizagem
programada. Alm disto, manteve vivas  polmicas com N. -> Chomsky
acerca da aprendizagem da linguagem. Da sua obra destacam-se: The
Behavior of Organisms: an Experimental Analysis (1948); Verbal Behavior
(1957); Contingencies of Reinforcement: a Theoretical Analysis (1969).

Skinner, caixa de - Gaiola concebida por --> Skinner para estudar o
--> condicionamento operante.

SNC - sistema nervoso central.

SNp - sistema nervoso perifrico.

social, psicologia - Ramo da Psicologia que estuda o comportamento dos
indivduos, resultante da sua insero numa sociedade ou num -> grupo.
Ou como props J.  --> AlIport, OS pensamentos, sentimentos e
comportamentos dos indivduos enquanto moldados pela presena real,
imaginada ou implcita dos outros. Poder-se- dizer  mesmo, que toda a
psicologia  social. O homem s poder ser compreendido na sua relao
com os outros. Esta ideia tem um longo passado, j --> Aristteles
afirmava  que o homem  um animal racional e social. A psicologia social
como disciplina enquadrada em instituies universitrias, com
departamentos prprios, publicaes  em revistas da especialidade,
doutoramentos, etc., apenas se constituiu durante a Segunda Guerra
Mundial. Deve muito a um grupo de psiclogos europeus emigrados  para os
EUA e dos quais se destaca K. -> Lewin. Foram, alis, estes psiclogos
que definiram os temas que ainda hoje dominam a psicologia social (-->
dinmica  de grupo, --> influncia social, -> cognio social), embora
se destaquem alguns psiclogos americanos que desenvolveram um dos temas
mais importantes desta disciplina:  o estudo das -@ atitudes. Nos
nossos dias, os mtodos mais comuns so: -- > inqurito, -->
entrevista, -> questionrio, --> escala, -4 anlise de contedo, -->
sociometria e --> sondagem de opinio. 

socializao ou enculturao - Processo de aprendizagem gradual
resultante da vivncia em sociedade.  um processo complexo que comea
com o nascimento, vai-se  mantendo pela vida fora e atravs do qual o
indivduo se integra na sociedade. sociodrama - Mtodo criado por J. L.
-@ Moreno que aplica o -> psicodrama a problemas colectivos e
socioculturais (tenses ou conflitos entre -> grupos). Atravs do
sociodrama os princpios de uma estrutura social so postos a funcionar.
O psiclogo, ao seleccionar um conjunto estratgico de acontecimentos
(greve, manifestao ou cerimnia) para a representao dramtica,
provoca uma explicao  e consequente reduo dos conflitos, uma ->
catarse colectiva, exteriorizao dos problemas reprimidos.

sociograma - Representao grfica de um teste sociomtrico (v. -->
sociometria).

sociometria - Tcnica criada por J. L. -4 Moreno (1932) para estudar as
afinidades ou conflitos entre os membros de um > grupo. Utiliza diversos
testes cujos  resultados so representados graficamente por um ->
sociograma. A sociometria tambm observa os grupos na execuo de uma
tarefa e analisa o seu desempenho em funo de vrios critrios: idade,
sexo, profisso, etc. 

sodomia - Lit, Toda a relao sexual anal (diferente de ->
homossexualidade).

soma - (gr. si5ma) Corpo. 

somatizao - Converso de --> ansiedade em --> -sintomas fsicos.

somatognosia - O conhecimento que temos do nosso prprio corpo e da
relao entre as suas diferentes partes. Cf. -> esquema corporal.

somatotnico - Indivduo que segundo a -@ tipologia de -> Sheldon tem
uma -> personalidade em que domina a actividade muscular,  activo,
enrgico, tem tendncia para dominar, para procurar a aventura, o risco
e a competio. Tem a  constituio fsica do tipo -> mesomorfo.

sonambulismo - Perturbao do sono em que o indivduo, sem acordar, se
levanta, anda ou realiza actividades simples da vida quotidiana,
voltando a deitar-se e no  se recordando de tudo isto quando volta a
acordar. Acontece com alguma frequncia na infncia. 

sondagem --@ Inqurito realizado numa > amostra da -> populao, cujo
objectivo  recolher dados sobre a opinio relativa a um determinado
assunto.

sonho - Actividade mental que ocorre durante o > sono no perodo
paradoxal. V. --> sonhos, interpretao freudiana dos.

sonhos, interpretao freudiana dos - Resposta de S. -@ Freud s
seguintes questes, resultantes da anlise dos seus prprios sonhos, dos
seus filhos e dos seus  pacientes: Quais os processos que permitem aos
pensamentos transformarem-se em representaes claras mas tambm
ininteligveis no sonho? Porqu tais transformaes?  O que  o sonho e
como interpret-lo? Freud responde que qualquer sonho  um compromisso
formado pelas contribuies das trs instncias psquicas (--> id, -@
ego e -> superego) que procuram a sua prpria satisfao. Mas  tambm
um compromisso entre o passado e o presente pelo facto de conter
material actual, a par com  desejos e experincias que remontam 
infncia. O sonho actua como um guardio do sono ao permitir a
satisfao parcial de desejos inconscientes; perturba o -@  sono porque
o superego censura a expresso desses desejos. Os desejos organizam-se
num contedo manifesto (aquilo que o indivduo recorda e relata do
sonho) que   o disfarce do contedo latente (ideias e sentimentos do
passado e do presente provenientes do id). A dificuldade de
interpretao resulta de mecanismos de distoro  (--> deslocamento e
-@ condensao) provocados pela censura que transforma o contedo
latente em contedo manifesto.

Sono - Estado fisiolgico peridico, caracterizado pela reduo da
actividade, relaxamento do tnus muscular e suspenso da actividade
voluntria com o meio.   uma manifestao do ciclo -> circadiano ->
viglia/sono e tem como funo a recuperao fisiolgica e psquica.
Este ciclo bsico  controlado pelas funes do relgio  biolgico, o
ncleo supraquiasmtico do -> hipotlamo. Os registos de fenmenos
bioelctricos do crebro (--> electroencefalograma), do corao (-- >
electrocardiograma),  dos olhos (electro-oculografia) e dos msculos
(electromiografia), permitem distinguir dois estados principais no sono
que ocorrem tanto no homem, como em todos  os mamferos: 1. o sono lento
(NREM - non rapid eye movement, movimentos oculares no rpidos)
divide-se em 4 estdios que vo do adormecer ao sono profundo e em  que
o -> EEC, mostra traos lentos e a tenso arterial baixa (representa 80%
do tempo total de sono); 2. sono paradoxal (REM - rapid eye movement,
movimentos oculares rpidos), designa-se paradoxal exactamente porque se
caracteriza por um sono profundo acompanhado  de acelerao de ritmo
cardaco, hipertenso arterial, sudao, dilatao das pupilas,
diminuio do tnus muscular e ereco.  nesta fase que ocorrem os -@
sonhos.  No perodo de transio NREM para REM podem surgir acessos de
-> sonambolismo ou mices em crianas com -@ ennrese. O sono lento
predomina no princpio do sono  e o paradoxal no seu final,

sono, cura de - V. --> narcoterapia. 

soporfero - Medicamento que produz sonolncia (cf. --> hipntico, -@
narctico, --> sedativo).

spoonerism - (ing.) Confuso oral entre as iniciais de palavras que se
seguem. deve-se esta designao a W. A. Spooner que sofria deste
distrbio fontico.

Stanford-Binet, - escala de Adaptao americana da escala -4
Binet-Simon, realizada por L. --> Terman da Universidade de Stanford,
em 1917. Nesta reviso foi usada pela primeira vez a noo de -> Qi. Foi
sujeita a vrias revises, das quais a mais conhecida  a escala de ->
Terman~Merril.

stress - (ing.) Estado de tenso causado por uma presso externa, da
qual  efeito, por exemplo, estado causado por demasiado trabalho. H
tambm quem considere  o stress como possvel causa de certas doenas,
por exemplo, a hipertenso essencial G. e., a --> hipertenso arterial
sem causa somtica aparente).

subconsciente - Noo muito utilizada no princpio do sc. xx,
sobretudo por P. -@ Janet, para designar o contedo do -- > psiquismo
que se encontra sob o limiar  da -> conscincia, ou seja, estado de que
um indivduo no tem conscincia mas que pode influenciar o seu
comportamento.  um termo de definio ambgua que na linguagem  comum 
utilizado incorrectamente como sinnimo de --> inconsciente ou ->
pr-consciente mas que a maioria dos psiclogos, hoje em dia, j
abandonou.

sublimao - Segundo a -@ psicanlise, mecanismo de --> defesa do Eu
que consiste em orientar -- > pulses condenadas pela moral (v. ->
superego) para outras  socialmente aceites ou, at, teis.

subliminar - Reaco do organismo a um estmulo que  percepcionado sob
o limiar da -> conscincia. Trata-se da aquisio de uma aprendizagem
sem que haja conscincia  de tal facto. A utilizao de imagens em
flashes muito rpidos d origem a este efeito, muitas vezes utilizado
pela publicidade.

substituio - Segundo a --> psicanlise, mecanismo de -- > defesa do
Eu, forma de -- > transferncia na qual o alvo inicial da -> pulso 
substitudo por  outro mais aceitvel pelo -> ego.

substituta, me - Harry --> Harlow efectuou uma srie de experincias
em laboratrio com macacos bebs. Harlow e a sua equipa separaram
macacos recm-nascidos das suas mes e colocaram-nos numa jaula onde
tinham sido postas duas mes  substitutas, uma de arame com um bibero
com leite, a outra, acolchoada e felpuda mas sem leite. Os macacos
preferiam abraar-se  me felpuda e a permanecer dirigindo-se apenas 
me de arame para obter alimento.  Igualmente, perante uma situao de
medo corriam para a me felpuda na busca de conforto. Esta experincia
demonstrou que a necessidade dos bebs terem contacto fsico com um
objecto confortvel  to importante, do ponto  de vista biolgico,
quanto  a necessidade de alimentao. Demonstrou tambm que a
dependncia do beb para com a me no diz respeito apenas 
alimentao. Se o  beb for privado do conforto, prestado pela me, esse
facto poder acarretar mais tarde consequncias patolgicas (z,. ->
patologia).

suicdio - Autodestruio deliberada da vida.

superego - Consiste na --@ interiorizao das -> normas e proibies
culturais (v. -> tabu) da sociedade em que a pessoa vive - a moral dessa
sociedade. A criana,  geralmente, tem o primeiro contacto com essa
moral atravs da famlia (cf. -> id e --> ego). V --@ tpica. 

supra-renais, glndulas - Duas glndulas endcrinas localizadas sobre
os rins e que se estruturam: numa zona perifrica ou crtex supra-renal
e noutra zona central  ou medula supra-renal. O crtex supra-renal
pruduz as -> hormonas: aldosterona, cortisol e androgneos, enquanto a
medula supra-renal produz: --> adrenalina e noradrenalina.

tabaco - (lat. nicotina tabacum) Planta originria da Amrica Central e
do Norte que contm --> alcalides psicoactivos: entre eles, o mais
importante  a nicotina.  As suas folhas, depois de sofrerem uma
preparao especial, destinam-se a ser fumadas, mascadas ou inaladas. V,
-@ tabagismo. 

tabagismo - Intoxicao aguda ou crnica causada pelo uso do -@
tabaco. A nicotina, um dos alcalides existentes no tabaco,  uma
substncia de grande toxicidade.  O uso do tabaco causa acelerao do
ritmo cardaco e respiratrio,  psicoestimulante e, por vezes,
calmante, Para alm disto, pode causar --> dependncia psquica  e
fsica, provocando sndroma de --> abstinncia erritabilidade,
insnias, dores de cabea), a quem dele se queira desabituar. Por tudo
isto, pode considerar-se  o tabagismo como uma forma de -4
toxicodependncia, embora as suas consequncias sejam menores quando
comparadas com outras.

tabu - O que  --> sagrado e, por isso, no se deve tocar;
proibio. V. --> superego.

tlamo - Estrutura nervosa que ocupa a maior parte do --> diencfalo,
situada acima do -> tronco cerebral e no centro do -> crebro.  um
importante centro integrador  de informao para muitas regies do -->
crtex cerebral.

talassofobia - (do gr., thdlassa, mar) Medo exagerado do mar.

tanatofobia - (do gr. thtnatos, morte) Pavor mrbido da morte (cf.
--> hipocondria).

tanatomania - Preocupao muito exagerada com a morte.

Tarde, Gabriel - Psiclogo e socilogo francs (Sarlat 1843 - Paris
1904). Magistrado (1869-1894), chefe do servio de estatsticas
criminais do Ministrio da Justia francs (1893-1904), professor no
Collge de France (1900), estudioso  da criminalidade e dos processos de
transformao social, dedicou-se  investigao das leis psicolgicas da
inveno e da -> criatividade. Segundo Tarde, se a criatividade  depende
em grande parte das interaces sociais, com o aumento destas, existem
mais hipteses de inovao, pois o fenmeno social mais importante  a
imitao. Mas  se a imitao  um processo que assegura a difuso das
invenes, pode surgir oposio, isto , resistncias e conflitos
suscitados por esta difuso.  considerado  como um dos fundadores da
psicologia --@ social europia e da criminologia, graas  aplicao da
sua teoria da imitao ao estudo dos crimes. Da sua obra destacam-se:
Les Lois de l'Imitation (1890), tudes Piiales et Sociales (1892) e
tudes de Psychologie Sociale (1898).

TAT - (Ing., Thematic Apperception Test). -> teste de apercepo
temtica.

Taylor, Prederick Winslow - Engenheiro e economista norte-americano
(Germantown 1856 - Filadlfia 1915). As suas concepes integraram-se
numa perspectiva racionalista-mecanicista , modelo clssico das
organizaes, da qual tambm faziam parte as teorias de outro engenheiro
norte-americano, Henry Ford (1863-1947) e do economista francs Henry
Favol (1841-1925). Taylor deu grande nfase s tarefas e aos mtodos de
trabalho para tornar as empresas mais eficientes, propondo uma seleco
de mo-de-obra que  d a cada operrio um desempenho relativo  sua
capacidade normal, avaliada em funo de estudos experimentais. Este
modelo, que ficou conhecido como taylorismo,  apesar de apresentar
resultados considerveis na produtividade, foi criticado por no ter em
conta os aspectos psicolgicos dos problemas do trabalho. Ao ser pedido
ao trabalhador um rendimento correspondente s suas hipotticas
possibilidades, este corria o risco de esgotar-se fsica e
psicologicamente, sob a ameaa de  ser despedido se o seu trabalho no
correspondesse s expectativas. Das primeiras crticas ao taylorismo,
salientam-se as que sugiram da parte dos psiclogos  da Escola de
Relaes Humanas, com particular relevo para E. --> Mayo; este autor
props uma nova viso do trabalho e da empresa assente numa nova
concepo do  indivduo no trabalho, ao encarar o trabalhador como um
ser social cujo comportamento no se reduz ao aspecto econmico mas 
influenciado pelos valores e normas  de --> grupo (v. psicologia ->
organizacional). Da sua obra destacam-se: The Priiicipals of Scientific
Manageinent (1911) e Shol) ManagenieW (1911).

taxinomia, taxionomia ou taxonomia - Classificao, sistematizao. As
--> tipologias so taxonomias.

telepatia - Comunicao mental  distncia entre duas pessoas (v. -->
parapsicologia).

temperamento - Conjunto de caractersticas biolgicas e psicolgicas de
um indivduo que contribuem para moldar o seu -- > carcter e a sua
--> personalidade.  As biotipologias como as de --> Kretschmer, -- >
Sheldon ou a --> caracterologia de Heymans --> Le Senne no
consideravam, na sua definio de temperamento,  a evoluo associada 
idade, o papel da experincia, nem os efeitos ligados s variaes do
meio. Actualmente, existe uma grande tendncia para rejeitar estas
explicaes  fixistas, graas a estudos realizados no mbito da
psicologia do -> desenvolvimento.

tenso - 1. Rigidez. 2. Estado emocional de -@ ansiedade. 3. Tenso ou
presso arterial, tenso das artrias (v. -@ hipertenso arterial e
--> hipotenso arterial).

teofobia - 1. Averso a toda a forma de divindade e, por extenso 
religiosidade. 2. Medo exagerado do castigo divino.

teomania - Distrbio paranide, segundo o qual o indivduo julga-se
Deus ou Seu mensageiro (v. --> esquizofrenia paranoide). 

teraputica ou terapia - Tratamento das doenas.

Terman, Lewis Madison - Psiclogo norte-americano (johnson County 1877
- Stanford 1956). Aps o seu doutoramento em Filosofia na Clark
University, ingressou na Universidade de Stanford onde ensinou at  sua
morte. Notabilizou-se,  sobretudo, pela adaptao americana da escala de
-> Binet-Simon (Stanford-Binet Intelligence Scale). Esta adaptao foi
sujeita a vrias revises das quais a mais  conhecida  a escala de ->
Terman-Merril. A obra de Terman estendeu-se ao estudo das personalidades
com --> Qi superior a 140 (Cenetics Studies of Genitis, 1926) e 
anlise das relaes entre sexo e --> personalidade (Sex and
Personality, em colaborao com C. C. Miles 1936). Das suas restantes
obras destacam-se: The Measurement of Intelligence (1916), Measuring
Intelligence: a Cuide to lhe Administration of the New Revised Stanford
Tests of Intelligence (em colaborao com M. A. Merril, 1937).

Terman-Merril, escala de - Escala elaborada por L. --> Terman em
colaborao com M. A. Merril, em 1937, como resultado de uma reviso da
escala Stanford-Binet  (adaptao da escala -@ Binet-Simon). A escala
tem duas formas (L e M), cada uma composta por 129 itens.  aplicvel a
crianas a partir dos 2 anos, a adolescentes  e a adultos. Embora seja
predominantemente de natureza verbal,  tambm composta por testes de
realizao e materiais no verbais nos primeiros nveis (at aos 4
anos). Nesta escala, o processo de clculo da --> idade mental e do --
> QI faz-se a partir do quociente entre um valor de idade mental (IM)
que no mximo  de  22,10 anos pelo denominador (idade cronolgica) que
no mximo consideram de 15 anos (porque se entende que a partir desta
idade deixa de existir progresso de -->  inteligncia). Assim, o valor
mximo de Qi que um indivduo, a partir dos 15 anos, pode obter  152
[(22,10/15) x 1001.

teste - Prova padronizada e reprodutvel, administrada com o objectivo
de obter dados sobre: as capacidades intelectuais de um indivduo, os
seus conhecimentos,  aptides ou caractersticas relativas  orientao
da sua conduta (--> personalidade, interesses, --> temperamento,
etc.). A expresso teste mental foi criada  por M. --> Gattell em 1890,
para designar uma srie de provas psicolgicas com as quais procurava
estabelecer diferenas entre os indivduos.  utilizado nos vrios ramos
da psicologia  --> aplicada (clnica, educacional e organizacional).
Constitui um meio de explorao psicolgica que, embora possa fornecer
dados importantes, no tem um carcter  absoluto, isto , no fornece o
diagnstico completo de um indivduo. Distingue-se do teste de ->
avaliao do rendimento escolar, pelo facto deste no usar, geralmente,
questes padronizadas (v. --> escala, -> inventrio de personalidade,
-- > psicometria, psicologia --> diferencial e -@ padronizao).

teste de apercepo temtica - (TAT) Teste -@ projectivo destinado a
adultos, elaborado por Henry -4 Murray e Christiana Morgan, em 1838. E
composto por uma srie  de gravuras que representam situaes de
relacionamento entre pessoas de diferentes idades e de ambos os sexos.
Ao examinado -lhe pedido que conte uma histria  sobre cada uma das
gravuras. A interpretao deste teste baseia-se na -@ anlise de
contedo das histrias relatadas, a fim de conhecer o mundo interior do
indivduo testado. Murray pensava que aps esta anlise seria possvel
efectuar um estudo mais profundo, comparvel  interpretao freudiana
dos --> sonhos mas, para isso, era necessrio relacionar um slido
conhecimento em -> psicanlise  com a histria relatada pelo indivduo.
Nesta linha, o psiclogo francs V. Shentoub observou que a aplicao do
TAT constitui, para o examinado, uma situao conflituosa  onde
interagem processos -> inconscientes e -> conscientes. Nestas
condies, segundo Shentoub, no so as --> motivaes do indivduo
que se manifestam mas  essencialmente os seus mecanismos de defesa,
podendo assim o examinador avaliar o modo como estes funcionam e o seu
grau de eficcia. O TAT deu lugar a numerosas  aplicaes e respectivas
adaptaes. Entre elas, podemos destacar o -> CAT, adaptado a crianas.

Thorndike, Edward Lee - Psiclogo norte-americano (Williamsburg
1874Montrose 1949). Doutorou-se em Harvard com William @ Janies,
apresentando uma tese sobre  a -- > inteligncia animal, em que gatos
aprendiam a sair de uma caixa ao puxarem uma corda. Passou toda a sua
carreira acadmica na Universidade de Columbia, exceptuando  um ano
passado na Western Reserve University. E considerado um dos precursores
do --> behaviorismo, pelos seus trabalhos no domnio da aprendizagem
animal realizados  quatro anos antes das descobertas de -> Pavlov,
criando conceitos importantes como os de -> condicionamento
instrumental e lei do -> efeito, al m de desenvolver  a teoria da -->
aprendizagem por tentativa e erro, criada por A. -> Bain. Embora
fundamentalmente vocacionado para os problemas da -> aprendizagem, os
seus trabalhos  abrangem outros temas, nomeadamente nos campos da
psicologia -> diferencial e da educao. Foi um escritor produtivo,
tendo-nos deixado mais de 500 artigos e monografias  e cerca de 50
livros. Das suas obras destacam-se: Animal Intelligeuce (1911),
Educational Psychology (1913-1914) e Selected Writings from a
Connectionist's Psychology (1949).

timidez - Falta de segurana nas iniciativas e, sobretudo, nas relaes
com os outros. Est ligada a sentimentos de inferioridade, incapacidade
ou culpabilidade, causados, muitas vezes, pela educao: pais que
recusaram dar autonomia ao filho,  no lhe permitindo afirmar as suas
opes, conviver com crianas da sua idade ou outras restries; ou
demasiado exigentes, sem atender s limitaes impostas pelas
caractersticas e capacidades da criana.  timo-regulador - Medicamento
que tem por efeito limitar as oscilaes excessivas de humor.

Tinbergen, Nikolaas - Etlogo britnico de origem holandesa (Haia
1907Oxford 1988). Foi, com K. --> Lorenz, co-fundador da -> etologia.
Professor de Zoologia Experimental  na Universidade de Leyde (1947),
onde criou um centro de investigao etolgica, emigrou mais tarde para
a Gr-Bretanha, instalando-se na Universidade de Oxford, onde leccionou
a cadeira de Comportamento Animal  at ao fim da sua carreira. Graas
aos seus trabalhos sobre o sentido de orientao nos insectos e sobre a
comunicao nas aves, foi-lhe atribudo o prmio Nobel  da Medicina
(1973) com K. Lorenz e K. von Frisch. Da sua obra destacam-se: Estudo do
Instinto (1951) e A Vida Social dos Animais (1953).

tipologia - Sistema de classificao dos indivduos em tipos, baseado
em estudos dos caracteres fsicos ou psicolgicos. As tipologias podem
dividir-se em dois grandes grupos: 1. biotipologias - relacionam a
constituio fsica dos indivduos  com os traos predominantes da sua
--> personalidade; entre elas destacamos as de Hipcrates (v. ->
humores, teoria dos), Gall (v. -> frenologia), E. -> Kretschmer  e de
W. -> Sheldon; 2. caracterologias baseadas na anlise do comportamento
dos indivduos, ou seja, dos seus caracteres psicolgicos, tais como as
de --> Eysenk,  Jung e de Heymans-Le Senne (v. caracterologia de
Heymans-Le Senne).

tique - gesto involuntrio, breve e repetido que atinge vrios
msculos, geralmente, os faciais. Na criana surge a partir dos 6/7
anos. Os tiques passageiros aparecem  como reaco a circunstncias
particulares (por exemplo, entrada na escola ou nascimento de um irmo).
Mas tambm podem ser sintoma de uma --> obsesso. Os tratamentos
preconizados podem ser: tcnicas de relaxamento ou terapias
comportamentais que ensinam movimentos contrrios aos do  tique. 

tiride --> Glndula endcrina composta por dois lobos ligados um ao
outro e localizada na base do pescoo. Segrega a tiroxina que transita
no sangue e irriga o  organismo onde exerce efeitos diversos: controlo
do metabolismo do crescimento e da maturao, da tenso arterial e da
temperatura. A insuficincia do funcionamento  da tiride, ou a sua
ausncia, provocam graves perturbaes. V. --> hipertiroidismo e -.>
hipotiroidismo. 

Titchener, Edward Brafford - Psiclogo norte-americano de origem
britnica (Chichester 1867 - lthaca 1927). Aluno de -> Wundt professor
na Universidade de CornelI,  em lthaca (EUA), tornou-se o principal
representante da psicologia -> experimental nos EUA, ao estudar os
fenmenos da -> ateno, -> percepo e --> sensao e  ao investigar
as bases fisiolgicas da -4 conscincia, Da sua obra destacam-se:
Feeling and Attention (1908), Thought Process (1909) e A Textbook of
Psychology (1910). 

tolerncia - 1. Condescendncia em relao s ideias ou sentimentos
contrrios aos seus. 2. -> Habituao do organismo  presena de certa
-@ droga ou frmaco.  Caracteriza-se pela diminuio do efeito da droga
ou frmaco devido ao seu uso repetido (continuado) e por uma necessidade
de aumento das doses para obter o mesmo  efeito. Na prtica, traduz-se
por uma escalada, isto , necessidade de consumir maior quantidade de
droga por aumento da dose ou por aumento da frequncia. Saliente-se  que
a tolerncia no se verifica da mesma forma para todos os efeitos, pelo
que o aumento da dose da droga potencia riscos para os efeitos que no
sofrem tolerncia.

Tolman, Edward Chace - Psiclogo norte-americano (West Newton 1886
Berkeley 1959). Foi professor de Psicologia na Universidade da
Califrnia, em Berkeley, de 1919  at  sua reforma em 1954, com
excepo de 3 anos (1950-1953), perodo durante o qual foi afastado por
oposio  poltica maccartista ento vigente. Especialista  na ->
aprendizagem animal (investigou o comportamento de ratos em labirintos),
Tolman interessou-se pelo --> behaviorismo de --> Watson. No entanto,
demarcou-se  deste, argumentando que entre o --> estmulo e a resposta
intervm no organismo processos psicolgicos bastante complexos. Assim,
props uma modalidade alternativa  que designou por behaviorismo
intencionalista, o qual introduz variveis intermedirias de natureza
cognitiva (significados) no processo de aprendizagem. Da sua  obra
destaca-se: Purposive Behauior in Animals and Men (1932).

tpica - (lit. teoria dos lugares) Teoria psicanaltica que supe a
representao do funcionamento psquico como um aparelho com um certo
nmero de sistemas dotados  de funes diferentes e dispostos uns
relativamente aos outros numa ordem espacial. Perante a necessidade de
representar o psiquismo como uma interaco dinmica  de instncias, S.
--> Freud props a representao destas instncias atravs de um
aparelho psquico que passou a designar-se tpica freudiana. Na primeira
tpica  (1900), Freud distinguiu -> inconsciente, --> pr-consciente e
> consciente. Em 1923, na segunda tpica introduziu as instncias: -->
id, ego e --> superego.

topofobia - > Fobia a certos lugares.

totem -> Smbolo unificador de uma tribo, muitas vezes um animal vivo
ou uma figura animal esculpida numa rvore ou mesmo outro objecto que
representa o(s) antepassado(s)  dos membros da tribo. Tal como o -@
tabu, o totem assume uma particular importncia simblica na teoria
psicanaltica de --> Freud.

toxicodependncia ou toxicomania - Estado de ~-@ dependncia em relao
a uma substncia psicotrpica ( -->droga) que reduz a existncia do
indivduo   procura dos efeitos alienantes da droga, Inicia-se,
geralmente, na -> adolescncia (devido a factores psicolgicos e sociais
muito diversos e difceis de localizar)  com o consumo de drogas leves
marijuana, --> haxixe, etc.) que podem conduzir ao uso de drogas duras
herona, -> morfina, etc.), as quais, por causarem  dependncia fsica e
psquica geram toxicomania. Considerada, quer como um problema
psicolgico individual, quer como um mal da civilizao contempornea,
tem sido  objecto de muitos modelos explicativos que se mostram muitas
vezes ineficazes quando postos em prtica nos domnios da preveno,
controlo e tratamento.

toxicomania V -- > toxicodependncia.

traos de personalidade - Termo criado por G. --> AlIport ao
referir-se aos padres relativamente consistentes e persistentes do
comportamento individual que se  manifestam na maioria das
circunstncias. Assim, considerou que a -> personalidade de um indivduo
 constituda pela inter-relao dos seus traos.  tranquilizante -- >
Psicotrpico com efeitos teraputicos nos casos de ansiedade.

transe, estado de - Lit., Passagem da vida  morte, da ser um estado
em que a -> conscincia  frgil; xtase.

transferncia - 1. Processo de aprendizagem em que um conhecimento
adquirido facilita a aquisio de outro anlogo (transferncia positiva,
por exemplo, saber  andar de bicicleta facilita a aprendizagem da
conduo de uma motorizada) ou interfere nessa nova aquisio
(transferncia negativa, por exemplo, saber jogar pingue-pongue
interfere na aprendizagem das tcnicas de tnis). 2. Segundo S. ->
Freud,  um fenmeno em que o paciente, ao ser analisado, revive os seus
desejos inconscientes,  provenientes da infncia, tomando o psicanalista
como suporte.  necessrio que, no decurso da anlise, se crie um clima
de -@ empatia para que o analisado oferea  poucas resistncias, a fim
de ao analisador ser permitido verificar o contedo -- > inconsciente
que est na origem dos sintomas neurticos. Foi por ocasio do
tratamento do caso --> Anna O que Freud constatou o fenmeno de
transferncia, passando a consider-lo como estratgia fundamental na
cura das -> neuroses, juntamente  com o mtodo das -@ associaes
livres, abandonando, por consequncia, a --> hipnose como mtodo. Por
outro lado, advertiu para a necessidade de distinguir o conjunto  de
sentimentos favorveis do paciente em relao ao analista (transferncia
positiva), dos sentimentos de hostilidade relativamente a este
(transferncia negativa).  A tomada de conscincia das atitudes
amigveis ou hostis, criadas na infncia e projectadas na situao
psicanaltica, permite ao analisado a compreenso das suas  condutas e
rajust-las em funo destes novos elementos. Fora do contexto
teraputico, no dia-a-dia, o fenmeno de transferncia  constante, est
presente na maioria  das relaes interpessoais: amorosas,
profissionais, etc. Mas, neste caso, os dois parceiros esto a realizar
cada um a sua prpria transferncia, sem que tenham  conscincia de tal
facto. Por isto, o psicanalista deve, no decurso da anlise, evitar a
contratransferncia, ou seja, deve controlar os seus prprios
sentimentos,  a fim de estar disponvel para escutar o paciente, condi
o indispensvel para o processo de cura.

transfert - (fr. -> transferncia) 

transformismo - Teoria de Jean-Baptiste Lamark (1744-1829) sobre a
evoluo das espcies, que veio a influenciar a teoria da seleco ->
natural de C. -> Darwin  (cf. -> evolucionismo).

transmigrao das almas, doutrina da - V. --> reencarnao. 

transexualismo - Desejo muito forte de pertencer ao outro sexo.

transversal, mtodo - Usado sempre que se pretende estudar vrios
indivduos da mesma idade para encontrar semelhanas no seu
desenvolvimento. Estes so mtodos  sincrnicos: estuda-se o nvel de
desenvolvimento de vrios indivduos de um mesmo escalo etrio. ->
Piaget tambm usou este tipo de mtodo quando quis verificar  a
existncia de semelhanas no desenvolvimento cognitivo de vrias
crianas ou de adolescentes da mesma idade. Estes mtodos tambm se
baseiam na --> observao,  podendo ainda o investigador elaborar
pequenas experincias (v. -> experimentao).

tratamento - 1. Tratamento -@ estatistico de dados. 2. -> Teraputica,
ou terapia.

travestismo - Adopo de hbitos sociais e de indumentria prprios do
sexo oposto, podendo tomar aspectos de -> parafilia. Segundo o
psicanalista A. Hesnard (1886-1969),  no se trata de uma manifestao
de --> homossexualidade mas de uma necessidade de identificao com os
indivduos do sexo oposto causada por dificuldades em manter  relaes
sexuais satisfatrias.

tricofobia - 1. --> Fobia em tocar coisas peludas. 2. Horror sentido
por algumas mulheres quando lhes comeam a crescer plos na face.

tricotilomania -> Mania ou --> obsesso em arrancar cabelos,
sobrancelhas ou outros plos do corpo.

tridimensional - (teoria tridimensional da sensao) Segundo -- >
Wundt, as -@ sensaes contm trs aspectos: prazer/ desprazer,
excitao/depresso, tenso/ relaxao.

trisonomia 21 -- > mongolismo.

tronco cerebral - Zona do encfalo situada entre o -@ crebro e a
espinal medula.  formado por trs estruturas: -4 bulbo raquidiano,
pednculos  e protuberncia. Constitui uma das regies mais primitivas
do encfalo estando relacionado com funes bsicas: controlo das
funes fisiolgicas e comportamento  automtico. Pertence ao --> SNC,
assegurando a comunicao entre a espinal medula, o crebro e o -->
cerebelo que, por sua vez,  transmitida por trs largos feixes  de
fibras nervosas: os pednculos. Todos os --> nervos cramianos, excepto
o olfactivo e o ptico, emergem do tronco cerebral.  ainda nesta zona
que se desenvolve a formao  -> reticular.

unidades capitalizveis - V --> Keller, plano de.

uniformidade - Em Psicologia -> social, crena que h comportamentos
homogneos, se bem que esta homogeneidade seja mais terica que real.
universo --> populao.

unissexual ou unissexuado - Caracterstico de uma espcie cujos
indivduos tm apenas um dos sexos (cf. -> bissexual).

urofilia ou ondinismo - Excitao sexual ligada  funo urinria, no
prprio indivduo, num parceiro do sexo oposto ou do mesmo sexo.

uteromania - V. -4 ninfomania.

VASODILATAO -> vasodilatao,  o principal meio regulador da presso
sangunea. vasodilatao Alargamento -> reflexo dos vasos sanguneos.

vegetativo, sistema nervoso - sistema neruoso autnomo.

verbal - (do lat., verbion) Que diz respeito  palavra.

verborreia --> logomania.

vicariante, funo - Processo que permite a substituio da funo de
certas reas cerebrais lesadas por outras..

vida - Estado dos animais e das plantas que decorre desde o nascimento
at  morte. Em Medicina e em Farmacologia fala-se do tempo de vida de
um medicamento (a  durao do seu efeito - h medicamentos de curta
durao como h medicamentos de longa durao, por exemplo que fazem
efeito durante 12 horas).

Viena, Escola de - Conjunto dos seguidores de -> Freud.

viglia - Estar desperto, vigilante, acordado, ter -@ insnias;
contrrio de --> sono.

vinculao - Tendncia apresentada pelas crianas, ou bebs de outras
espcies, para estabelecer laos afectivos com a me ou outrem que cuide
deles desde o nascimento.  Estudos como os de --> Harlow demonstraram
que a vinculao no  provocada pelo facto de a me os alimentar mas
porque  sentida como consoladora. Se a vinculao  precoce no se
verificar, o desenvolvimento psicolgico poder ser seriamente
prejudicado, constatando-se logo em bebs casos de --> ansiedade
provocados por ->  carncia afectiva. V. --> Bou,lby e -->
ciiiiha,@e@?i.

viso dupla ou diplopia - Viso de imagens duplas em certas pessoas que
tm dificuldade em equilibrar os msculos oculares e em tocar as imagens
dadas por ambas  as retinas; por exemplo, durante a leitura, devido ao
esforo feito.

viscerotnico - Indivduo que segundo a --> tipologia de --> Sheldon
tem uma --> personalidade em que dominam as funes digestivas, 
socivel, tem bom humor, gosta de boa comida e de conforto. Tem a
constitui o fsica do tipo -->  clidomorfo.

vocao - (do lat. vox, voz) Sentir um chamamento (uma @,o- interior)
que nos impele a desempenhar uma tarefa. Talento profissional ou
artstico, por exemplo.

vontade - Capacidade de proceder a uma escolha livre, consciente.


voyeursmo - (do fr. oo ileiuisine) Parafilia em que a procura de
prazer consiste em observar ou espiar pessoas a despir-se ou no acto
sexual. Nalguns casos,  o prazer  apenas obtido pelo olhar, outros
masturbam-se enquanto espiam. 

Vygotski, Lev Semenovitch - Psiclogo russo (Orcha, Bielorrssia
1896Moscovo 1934). Considerado como um dos pioneiros dos estudos
psicolingusticos, interessou-se  particularmente pelas relaes entre
-> linguageni e pensamento. Crtico das teses simplificadoras do -->
behaviorismo, entendeu que o pensamento e a lnguagem  constituem
elementos fundamentais para compreender a -> conscincia. As suas
experincias levaram-no a considerar que as palavras desempenham um
papel determinante  no desenvolvimento do pensamento. As actividades
mentais implicam o uso de -> simbotes verbais (palavras) que so os
utenslios capazes de veicular o pensamento. No desenvolvimento mental,
a criana comea por um pensamento pr-verbal: adquire uma primeira
estrutura que lhe permite a interiorizao da linguagem e a sua
utilizao como ferramenta lgica. A -@ ontognese implica a passagem
por diversas fases  at ao uso de conceitos quando se atinge a
adolescncia. Ao contrrio de --> Piaget, do qual conheceu as primeiras
obras, atribuiu maior importncia ao papel do  meio cultural no
desenvolvimento cognitivo. Fundador de um laboratrio de psicologia para
o estudo da criana no Instituto Pedaggico de Comel, impulsionou
actividades ligadas ao ensino de crianas e adolescentes, assim como
campanhas contra o analfabetismo. Entre os discpulos  mais conhecidos
de Vygotski destaca-se o neurologista A. R. Luria (1902-1977) que
publicou trabalhos importantes no domnio das perturbaes da linguagem,
da -->  meniria e na recuperaao e remsero social do doente. Da sua
obra destaca-se: Pensamento e Linguagein (1934).

WAIS - V. -> Wchsler, escalas de inteligncia de.

Watson, John Broadus - Psiclogo norte-americano (Greenville 1878 Nova
lorque 1958). Ao reagir contra o aspecto filosfico e introspectivo da
-> psicologia na sua  poca, preconizou uma psicologia objectiva, isto
, que no considerasse a noo de -> conscincia: o -> behaviorismo. A
publicao do artigo de Watson, Psychology  as the Beluiviorist Views
It, na Psychological Review (1913), exprime a ideia de que a psicologia
s se pode basear no estudo do comportamento observvel, ou seja,  na
resposta a um estmulo definido. Professor na Universidade Jolins
Hopkins desde 1908, terminou a sua carreira acadmica em 1920, devido ao
envolvimento com uma das suas colaboradoras, Rosalie Rayner. A partir
da comeou a dedicar-se  publicidade e  difuso da sua doutrina
atravs de conferncias e publicaes. No entanto, ficou para sempre
conhecido na histria da psicologia como o fundador do behaviorismo. Da
sua obra destacam-se:  Behavior: an Introduction to Comparative
Psychology (1914), Psychology from the Stand Point of a Behaviorist
(1919) e Behavioristn (1925).

Wechsler, escalas de inteligncia de - Conjunto de -> escalas de ->
inteligncia criado pelo psiclogo norte-americano de origem romena
David Wechsler (1896-1981).  A primeira escala (Wechsler-Bellevue Scale)
foi publicada em 1939 e revista em 1955, sob o ttulo Wchsler-Adult
Intelligence Scale ou WAIS (Escala de Inteligncia de Wechsler para
Adultos). Contm seis provas verbais e cinco provas de aptido
no-verbais.  Os resultados so anotados em funo da idade dos testados
(a partir dos 16 anos). Permite obter 3 tipos de --> QI: Q1 global, Q1
verbal e Q1 de aptido. Wechsler  publicou, ainda, escalas do mesmo tipo
adaptadas a indivduos mais novos: Wechsler Intelligence Scale for
Children ou WISC (Escala de Inteligncia de Weclisler para  Crianas),
destinada a idades compreendidas entre os 5 e os 16 anos (1949);
Wechslcr Pre-school and Primary School Scale of Intelligence ou

WI`PSI (Escala de Inteligncia de Wechsler para o perodo Pr-Escolar e
Primrio), destinada a idades compreendidas entre os 4 e 6 anos (1972).

Wernicke, rea de - Em 1871, Wernicke descobriu na primeira
circunvoluo temporal e na ruga (gyriis) supramarginal do lobo
parietal, no --> hemisfrio esquerdo  do --> crebro, o centro das
imagens verbais fonticas ou centro auditivo dos fonemas: rea de
Wernicke. Mais tarde, no lobo occipitoparietal, localizou,  perto do
centro da viso, o centro de imagens verbais visuais ou centro visual
das palavras, isto , da compreenso verbal. Broca juntamente com
Wernicke foram os  pioneiros dos centros sensoriais da linguagem oral. A
--> afasia resulta de uma leso na rea de Broca, a surdez das
palavras ou -4 afasia sensorial resulta de  uma leso na rea de
Wernicke enquanto que a cegueira em relao s palavras resulta de uma
leso do lobo occipital ou da ruga angular no lobo parietal. Estas
leses em centros nervosos ou em rgos perifricos podem levar  perda
total ou parcial da fala mas o discurso mental no  afectado. Leses
que afectem as reas de -> Broca ou de Wernicke podem levar a alteraes
da fala e  incapacidade de expresso oral, deixando de haver a
capacidade fontica em exprimir fonemas (sons).

Wernicke, sndroma de - Distrbio cerebral caracterizado por confuso
mental, perturbao dos movimentos oculares, -> ataxia e -- > aitinsia
(v. -> Kor@akoz,,  sfiidroaia de). Tem como origem o sndroma alcolico
(v. -> alcoolis@11o).

Wertheimer, Max - Psiclogo norte-americano de origem alem (Praga
1880-Nova lorque 1943). Foi um dos fundadores da -@ psicologia da -->
Gestalt, juntamente com W. -> KhIer e Kurt -> Koffka. Dedicou-se 
msica, chegando a fazer parte de um grupo de msica de cmara com
Albert Einstein. Mas decidiu  depois estudar psicologia. Doutorou-se na
Universidade de Wurzburgo. Foi investigador nas Universidades de Berlim
e Frankfurt. Emigrou para os EUA, onde foi professor  na Nova Escola de
Investigao Social (Nova lorque), at  sua morte. Da sua obra
destaca-se: Productiz,c Tliiiiking (1959).

Wundt, Wilhelm - Psiclogo e fisilogo alemo (Neckarau
1832-Crossbothen 1920).  considerado o pai da psicologia -->
experiiiiental pelo facto de a ter edificado  segundo o modelo das
cincias naturais, a partir da --> observao e da > experimentao.
Foi professor de fisiologia em Heidelberga (1864), assistente de H.  ->
Helmhotz, professor de Filosofia em Zurique (1874) e depois em Leipzig,
onde pfundou o primeiro laboratrio de psicologia experimental, em 1879.
Estudou as funes  psicolgicas susceptveis de medio, em particular
a -> @;ensao, utilizando a este propsito a expresso psicologia
fisiolgica. No entanto, admitiu a --> introspeco  como mtodo de
estudo em psicologia. Criou em 1883, a revista Philosophische Studien,
onde divulgava o estudo das suas investigaes. Contribuiu ainda para a
criao da psicologia -> social, ao escrever uma obra em 10 volumes,
editada entre 1900 e 1920 Vdlkerpsychologie (Psicologia Social). Das
suas restantes obras destaca-se: Elementos de Psicologia Fisiolgica
(1873-1874).
